Agro
Mercado de biológicos na cana cresce 34% e ultrapassa R$ 743 milhões no Brasil
O mercado de produtos biológicos para a cultura da cana-de-açúcar registrou crescimento expressivo na última safra, reforçando a transformação tecnológica em curso no agronegócio brasileiro. Segundo levantamento da Kynetec/Farmtrak Sugarcane 2025, o segmento movimentou R$ 743 milhões, avanço de 34% em relação ao ciclo anterior.
O crescimento também foi refletido na área tratada pelos produtores. Os produtos biológicos alcançaram expansão de 38% em PAT (Potencial de Área Tratada), superando a marca de 13 milhões de hectares. O desempenho demonstra que os bioinsumos deixaram de ocupar um espaço complementar para se tornarem parte estratégica dos programas de manejo da cultura.
Biológicos ganham protagonismo na canavicultura
A crescente adoção dessas tecnologias está associada à busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e rentabilidade. O uso de agentes biológicos no controle de pragas, doenças e no manejo do solo vem ampliando a capacidade dos produtores de reduzir perdas e otimizar os resultados das lavouras.
Nesse cenário, a Koppert Brasil se destaca como uma das principais protagonistas da expansão do segmento. De acordo com os dados da Kynetec, a companhia responde por 45% de toda a área tratada com produtos biológicos na cultura da cana-de-açúcar no país.
Para o CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann, a consolidação dos biológicos representa uma mudança estrutural no sistema produtivo.
“Os biológicos já fazem parte da estratégia produtiva da cana-de-açúcar, tanto pela eficiência produtiva quanto pela sustentabilidade e viabilidade econômica. A Koppert tem contribuído para esse processo com soluções alinhadas às necessidades do produtor e à realidade do agronegócio brasileiro”, afirma.
Empresa avança também no mercado total de proteção de cultivos
Além da liderança no segmento biológico, a Koppert ampliou sua presença no mercado de proteção de cultivos como um todo. Considerando conjuntamente produtos químicos e biológicos — sem incluir herbicidas e adjuvantes, categorias em que a empresa não atua — a companhia alcançou a segunda colocação em área tratada na cultura da cana-de-açúcar.
O desempenho reforça a crescente relevância dos bioinsumos dentro das estratégias integradas de manejo adotadas pelas usinas e produtores.
Controle biológico de pragas lidera expansão
No segmento de inseticidas, a Koppert ocupa a terceira posição no ranking geral de área tratada na cana. Quando analisado exclusivamente o mercado de soluções biológicas, a empresa lidera o setor, concentrando metade da área tratada no país.
Entre os principais alvos de controle estão o Sphenophorus, a broca-da-cana e as cigarrinhas da raiz e da folha. Nesses casos, a participação da empresa alcança 75% da área tratada com soluções biológicas, segundo a pesquisa.
Manejo de solo e doenças fortalecem crescimento do setor
O avanço dos biológicos também é observado no manejo de solo, que engloba fungicidas e nematicidas. A empresa lidera a área tratada nesse segmento, contribuindo para a proteção do sistema radicular e para o aumento da produtividade dos canaviais.
Já no mercado de fungicidas foliares, a companhia figura entre os três principais participantes do setor quando considerados produtos químicos e biológicos. No recorte exclusivo dos biológicos, mantém a liderança nacional.
Futuro da cana passa pelos bioinsumos
Os números revelam uma mudança consistente na forma como a cana-de-açúcar é conduzida no Brasil. Com ganhos de escala, eficiência operacional e crescente participação nas estratégias fitossanitárias, os produtos biológicos consolidam sua posição como uma das principais ferramentas para o desenvolvimento sustentável da cultura.
A tendência é de continuidade da expansão nos próximos anos, impulsionada pela busca por sistemas produtivos mais resilientes, rentáveis e alinhados às exigências ambientais do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica
O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.
O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.
O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.
A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.
O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.
O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.
O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.
Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.
Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.
Fonte: Pensar Agro
-
Esportes6 dias agoFrança supera paralisação de duas horas e vence Iraque pela Copa do Mundo
-
Educação7 dias agoEncontro forma Rede Nacional de Implementação do Pé-de-Meia
-
Educação6 dias agoObmep premia 682 estudantes com medalhas de ouro em cerimônia
-
Política Nacional6 dias agoComissão aprova criação de cadastro no SUS para mulheres vulneráveis com risco de câncer
-
Paraná7 dias agoCarreta Saúde da Mulher chega a Rolândia para atender seis municípios da região
-
Esportes6 dias agoPortugal atropela Uzbequistão por 5 a 0 e CR7 faz história
-
Brasil7 dias agoBrasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos
-
Esportes5 dias agoSuíça vence e garante liderança enquanto Canadá faz história com classificação inédita
