Connect with us


Agro

Dólar sobe e mercado acompanha dados de emprego nos EUA; Ibovespa inicia sessão atento ao cenário externo

Publicado em

O mercado financeiro iniciou esta sexta-feira (26) em ritmo de cautela. Após abrir em queda, o dólar comercial passou a operar em alta diante da expectativa pela divulgação de novos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, dados considerados decisivos para as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Por volta das primeiras horas de negociação, a moeda norte-americana chegou a ser negociada na faixa de R$ 5,18, revertendo as perdas da abertura. Ao longo da sessão, o câmbio continuou oscilando e passou a operar próximo de R$ 5,20, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

Na véspera, o dólar havia encerrado o pregão em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,1773, enquanto o Ibovespa avançou 0,87%, fechando aos 171.990 pontos.

Mercado reage aos indicadores dos Estados Unidos

O foco dos investidores permanece concentrado na economia norte-americana. Os dados de emprego são acompanhados de perto porque podem alterar as expectativas para os próximos cortes de juros pelo Federal Reserve.

Leia mais:  Clima derruba produtividade da soja e força revisão da safra

Caso o mercado de trabalho continue demonstrando força, aumenta a percepção de que os juros nos Estados Unidos poderão permanecer elevados por mais tempo, fortalecendo o dólar globalmente e reduzindo o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.

Além do cenário externo, investidores acompanham a evolução das expectativas para a inflação brasileira, o comportamento dos juros futuros e os desdobramentos fiscais, fatores que seguem influenciando o desempenho dos ativos domésticos.

Ibovespa acompanha humor internacional

As negociações do Ibovespa começaram às 10h, com investidores avaliando tanto o ambiente internacional quanto o desempenho das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que exercem forte influência sobre ações de empresas de grande peso no índice.

O mercado também monitora o comportamento das bolsas norte-americanas e europeias, que podem determinar o direcionamento dos ativos brasileiros ao longo do pregão.

Desempenho acumulado dos mercados
  • Dólar comercial
    • Semana: +0,71%
    • Junho: +3,16%
    • Acumulado de 2026: -5,23%
  • Ibovespa
    • Semana: +1,29%
    • Junho: -1,89%
    • Acumulado de 2026: +5,82%
Perspectivas para o restante do pregão

A tendência é de manutenção da volatilidade ao longo do dia, especialmente diante da divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e da repercussão sobre os mercados globais.

Leia mais:  Consumo de peixe cresce 8,2% na Quaresma e reflete mudança nos hábitos alimentares dos brasileiros

Para o agronegócio brasileiro, um dólar mais valorizado tende a favorecer a competitividade das exportações de soja, milho, carnes, café e açúcar, embora também possa elevar os custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas. Dessa forma, o comportamento do câmbio continuará sendo um dos principais fatores acompanhados por produtores, exportadores e investidores nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Barretos retoma liderança do agronegócio paulista em 2025 impulsionada pela alta do boi gordo

Published

on

A valorização da carne bovina devolveu à regional de Barretos a liderança do agronegócio paulista em 2025. Com um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 10,2 bilhões, a região voltou a ocupar a primeira colocação no ranking estadual, posição que já havia alcançado em 2022 e 2023.

Os dados fazem parte do levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O estudo analisa o desempenho das 40 regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), abrangendo os 645 municípios paulistas.

Dez principais regionais concentram mais de 42% da produção estadual

As dez regionais com maior Valor da Produção Agropecuária movimentaram, juntas, R$ 73,62 bilhões em 2025, o equivalente a 42,2% de toda a riqueza gerada pelo agronegócio paulista.

Após Barretos, o ranking é formado por:

  • São José do Rio Preto – R$ 9,6 bilhões;
  • São João da Boa Vista – R$ 8,1 bilhões;
  • Franca;
  • Itapetininga;
  • Presidente Prudente;
  • Itapeva;
  • Jaboticabal;
  • Ourinhos;
  • General Salgado.

Segundo o levantamento, as oscilações nos preços das principais commodities agrícolas alteraram significativamente a distribuição regional da renda no campo durante o último ano.

Alta do boi gordo impulsiona pecuária e fortalece novas regiões

O principal fator por trás da mudança no ranking foi a expressiva valorização da carne bovina. Em 2025, os preços recebidos pelos pecuaristas cresceram, em média, 17,9% em todo o estado.

Esse movimento fortaleceu regiões tradicionalmente ligadas à pecuária de corte e elevou sua participação na economia agropecuária paulista.

Um dos destaques foi a regional de General Salgado, que avançou da 17ª para a 10ª posição no ranking estadual. Na região, os produtos de origem animal responderam por 49,8% de toda a receita agropecuária.

Leia mais:  Consumo de peixe cresce 8,2% na Quaresma e reflete mudança nos hábitos alimentares dos brasileiros

A regional de Ourinhos também ganhou espaço e passou a integrar o grupo das dez maiores economias do agronegócio paulista.

Queda da cana e da laranja reduz participação de polos tradicionais

Enquanto a pecuária avançou, culturas voltadas à indústria perderam competitividade em função da redução dos preços.

A desvalorização da cana-de-açúcar e da laranja destinada ao processamento industrial diminuiu o faturamento de importantes polos agrícolas, fazendo com que as regionais de Araraquara e Avaré deixassem o grupo das dez maiores do estado.

Produtos para indústria continuam liderando o VPA paulista

Apesar da queda de preços em algumas cadeias, os produtos destinados à indústria continuam sendo o principal grupo econômico do agronegócio paulista.

Em 2025, esse segmento movimentou R$ 79,8 bilhões, correspondendo a 45,8% do Valor da Produção Agropecuária estadual.

Os principais produtos foram:

  • Cana-de-açúcar: R$ 53,8 bilhões;
  • Laranja para indústria: R$ 13,2 bilhões;
  • Café beneficiado: R$ 10,4 bilhões.

Na sequência aparecem os produtos de origem animal, responsáveis por R$ 54 bilhões, ou 31,3% do VPA paulista.

Dentro desse grupo, a carne bovina lidera com R$ 25,3 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 14,6 bilhões. Juntas, ambas representam 72,9% do valor gerado pelos produtos animais.

Soja e milho sustentam grupo de grãos e fibras

O grupo de grãos e fibras respondeu por 9,4% do Valor da Produção Agropecuária do estado.

A soja liderou o segmento com R$ 8,8 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 4 bilhões, e pelo amendoim, com R$ 2 bilhões. Os três produtos representam mais de 90% do faturamento desse grupo.

Leia mais:  Balneário do SESC em Bonito (MS) vai a leilão com pagamento facilitado em até seis vezes
Cana permanece como principal cultura do agronegócio paulista

Mesmo com a redução dos preços, a cana-de-açúcar segue sendo o produto de maior peso econômico do estado.

A cultura representa 30,8% de todo o Valor da Produção Agropecuária paulista e lidera o faturamento em 17 regionais da CATI, entre elas Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto, Araçatuba, Limeira, Piracicaba, Jaboticabal e Presidente Prudente.

Já os produtos de origem animal ocupam a primeira posição em 13 regionais, enquanto os grãos e fibras lideram apenas em Itapeva e Avaré.

No Vale do Ribeira, a regional de Registro tem nas frutas frescas seu principal motor econômico, com destaque para a banana, responsável por 84% do VPA regional.

As olerícolas lideram o faturamento nas regionais de Santos, Mogi das Cruzes e Sorocaba.

Produção florestal mantém relevância regional

Os produtos florestais representam 1,7% do Valor da Produção Agropecuária paulista.

O eucalipto movimentou R$ 2,9 bilhões em 2025 e figura entre os cinco principais produtos em sete regionais da CATI — Jaú, Bauru, Piracicaba, Sorocaba, Bragança Paulista, Pindamonhangaba e Mogi Mirim — concentrando cerca de 74% da produção estadual.

O levantamento evidencia que as oscilações de mercado seguem redefinindo a geografia econômica do agronegócio paulista. Em 2025, a forte valorização da pecuária de corte foi decisiva para recolocar Barretos na liderança estadual e reforçar a importância do segmento animal na geração de renda para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262