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Startup incubada pelo Tecpar vai doar 100 bengalas inteligentes para deficientes visuais

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A startup RTT-AI, incubada pelo Instituto de Tecnologia o Paraná (Tecpar), iniciou uma campanha de arrecadação coletiva, uma vaquinha para viabilizar a produção e distribuição gratuita de 100 unidades da Bengala Inteligente com Inteligência Artificial (BIA), equipamento voltado para pessoas com deficiência visual. A iniciativa do empreendedor João Flávio de Brito Pereira, CEO empresa e idealizador da bengala, busca mobilizar a sociedade para que a inovação chegue justamente a quem mais precisa.

A campanha de arrecadação está aberta ao público. O objetivo é ampliar o acesso à inovação e promovendo a autonomia e inclusão de deficientes visuais. “Cada contribuição representa uma oportunidade de ampliar a inclusão e garantir que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso a uma tecnologia desenvolvida para aumentar sua autonomia e qualidade de vida”, diz João Flávio.

“A intenção é arrecadar recursos para finalizar o desenvolvimento do produto, aprimorar sua qualidade, validar a solução com pessoas de diferentes regiões do Brasil e produzir as primeiras unidades que serão disponibilizadas para associações e instituições que atendem pessoas com deficiência visual”, destaca João Flávio.

APOIO A STARTUPS –  A campanha, que tem como meta arrecadar R$ 350 mil, reforça também o papel da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) no apoio a startups e empreendedores que desenvolvem soluções inovadoras voltadas a necessidades reais da população.

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Segundo o gerente do Creative Hub do Tecpar, Rogério Moreira de Oliveira, ao incubar projetos como a BIA, o Instituto contribui para acelerar tecnologias com potencial de gerar benefícios concretos para a sociedade. Segundo dados do IBGE, cerca 3,4% da população do Brasil possui deficiência visual grave. Isso equivale a aproximadamente 7 milhões de brasileiros que declararam ter muita dificuldade ou não conseguir de modo algum enxergar, público que enfrenta obstáculos diários relacionados à acessibilidade e mobilidade. Nesse contexto, iniciativas que unem tecnologia e impacto social tornam-se ferramentas fundamentais para promover inclusão e independência.

“Acompanhando o projeto da BIA, identificamos a necessidade de realizar um processo de captação de recursos voluntários junto à sociedade para que ele desenvolvesse a bengala. Trata-se de uma tecnologia de um apelo e impacto social muito fortes, voltado aos deficientes visuais e pessoas com baixa visão. E, a partir disso, auxiliamos o empreendedor a se cadastrar em uma plataforma para fazer toda a gestão dessa captação, com o compromisso de reverter 100 bengalas para a sociedade”, explica Oliveira.

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“Será um movimento importante para ele alavancar e amadurecer o próprio processo produtivo, mas também para beneficiar a sociedade com o resultado que ele vai entregar”, enfatiza o gerente do Creative Hub do Tecpar.

O projeto da BIA se destacou no “1º Concurso Público de Inovação do Paraná – Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes”, realizado pelo Governo do Estado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A inovação da RTT-AI ficou entre 20º lugar no ranking, entre as mais de 100 propostas apresentadas.

BIA – Mais do que um dispositivo tecnológico, a BIA nasceu para oferecer independência, segurança e confiança a quem enfrenta diariamente os desafios da mobilidade urbana. Utilizando inteligência artificial, sensores inteligentes e tecnologias de localização, a bengala inteligente é capaz de identificar obstáculos, reconhecer ambientes e auxiliar na navegação de forma autônoma, contribuindo para uma locomoção mais segura e acessível.

Para contribuir com a campanha clique AQUI.

Fonte: Governo PR

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Paraná

MPPR ajuíza ação civil pública para que Município de Quatro Barras adote medidas para sanar irregularidades no atendimento a pessoas com deficiência

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou nesta quarta-feira, 1° de julho, ação civil pública para que o Município adote medidas para a garantia de direitos de pessoas com deficiência acolhidas em instituição situada no bairro Jardim Menino Deus. A ação decorre de apuração conduzida em inquérito civil sobre possíveis irregularidades estruturais e assistenciais no atendimento prestado às pessoas acolhidas pela instituição, que é de natureza privada, mas recebe recursos públicos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

Durante a apuração, relatório de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) apontou a ausência de condições adequadas de acessibilidade no imóvel, e relatório do Serviço Social do próprio Ministério Público registrou a superlotação da instituição, a falta de vinculação à Rede de Atenção Psicossocial e a inexistência de Projetos Terapêuticos Singulares, instrumentos de cuidado individualizado em saúde mental para os moradores que apresentem quadros como esquizofrenia, demência e doença de alzheimer.

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Antes de ingressar com a medida judicial, o Ministério Público expediu recomendação administrativa ao Município, sem, entretanto, obter resposta satisfatória por parte da administração pública, que alegou, para o não cumprimento das medidas recomendadas, o fato de a entidade ser privada, com fins lucrativos. Na ação civil, entretanto, a Promotoria de Justiça demonstrou que o dever de fiscalizar os serviços de saúde e de assistência social e de garantir atenção psicossocial às pessoas com deficiência é do poder público municipal, ainda que a instituição que preste o serviço seja de natureza privada, sobretudo porque o Município custeia vaga de acolhimento no local.

Em caráter de urgência, o Ministério Público requer que o Município promova em até 30 dias, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), a vinculação, a triagem, a avaliação e o acompanhamento psiquiátrico de todos os moradores acolhidos, com a elaboração do respectivo Projeto Terapêutico Singular. Na análise do mérito da ação, pede a condenação do Município à obrigação de fazer a fiscalização contínua das adequações de acessibilidade da instituição e manter acompanhamento ininterrupto pela rede pública de atenção psicossocial.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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