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Governo do Brasil amplia mecanismos de asfixia financeira contra o mercado ilegal de apostas

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Brasília, 19/6/2026 – O Governo do Brasil endureceu os procedimentos para aplicar medidas de asfixia financeira ao mercado ilegal de apostas de quota fixa. Decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 19 de junho, reforça os instrumentos para interromper fluxos financeiros, bloquear valores obtidos de forma irregular e desarticular a atuação econômica de agentes que operam à margem da regulamentação.

Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o “perdimento de bens” das empresas que operavam as chamadas “bets ilegais”. Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.

“A medida fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público”, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Como funciona o processo

Como autoridade reguladora e supervisora da modalidade, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, ao identificar um operador não autorizado, formalizará a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.

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Emitido o auto, a SPA notifica as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem, em até 24 horas, os valores existentes e interrompam novas transações relacionadas à bet irregular. As instituições devem reportar o cumprimento da medida em até 48 horas. O Banco Central é comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores.

A instauração e a condução dos processos administrativos caberão à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que notificará a parte envolvida para apresentar sua impugnação. Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.

“A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado”, aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Saldo remanescente

O Decreto também estabelece que os valores restringidos declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a efetivação do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União requerer ao juízo as demais medidas necessárias à preservação dos valores.

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Combate permanente SPA em números

A SPA segue no combate permanente à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios ilegais. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.

No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.

Autoexclusão

No âmbito do jogo responsável, a SPA disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio. A plataforma está disponível em gov.br/autoexclusaoapostas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MJSP apresenta resultados do BrasilMAIS e reforça uso de tecnologia em segurança pública

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Brasília, 19/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), participou do Encontro Nacional de Usuários da RedeMAIS, realizado nos dias 17 e 18 de junho, na capital federal.

O evento reuniu representantes de órgãos de segurança pública, fiscalização, meio ambiente, pesquisa e inovação para troca de experiências e debate sobre o uso de tecnologias geoespaciais em monitoramento territorial, inteligência e enfrentamento à criminalidade.

Durante a programação, a Senasp apresentou os avanços do Programa BrasilMAIS e os resultados obtidos por instituições públicas com o uso de imagens de satélite, inteligência geoespacial e ferramentas de monitoramento remoto aplicadas à segurança pública, à proteção ambiental e ao combate a ilícitos em todo o território nacional.

Financiado integralmente com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e apoiado tecnicamente pela Diretoria de Gestão e Integração de Informações da Senasp, o BrasilMAIS se consolidou como uma das iniciativas mais relevantes de tecnologia aplicada à segurança pública em funcionamento no mundo.

Desde 2020, o FNSP destinou mais de R$ 323 milhões ao programa, o que permitiu ampliar suas capacidades, expandir a base de usuários e fortalecer a infraestrutura de monitoramento remoto do território nacional.

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Atualmente, a plataforma atende mais de 710 instituições públicas e reúne mais de 130 mil usuários cadastrados, com monitoramento diário de mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional e das águas jurisdicionais brasileiras. O sistema disponibiliza imagens diárias de alta resolução obtidas por uma constelação com mais de 130 satélites, além de alertas automatizados de detecção de mudanças, ferramentas de análise geoespacial e recursos de inteligência territorial que apoiam operações policiais, ações de fiscalização, atividades periciais e o planejamento estratégico de órgãos públicos em todo o País.

Pela abrangência territorial, pela quantidade de instituições atendidas e pelo volume de dados processados diariamente, o BrasilMAIS é atualmente a maior estrutura de monitoramento satelital voltada à segurança pública em operação no mundo, tornando-se referência internacional no uso de tecnologia espacial aplicada à proteção do território e ao fortalecimento da atuação estatal.

Para a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, o programa representa um dos exemplos mais exitosos da aplicação estratégica dos recursos do Fundo em benefício da segurança pública brasileira.

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“O BrasilMAIS é um exemplo bem-sucedido de como os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública podem ser transformados em capacidades permanentes para o Estado brasileiro. Trata-se de uma ferramenta estratégica para a segurança pública, que amplia a capacidade de monitoramento, fortalece a produção de inteligência e permite respostas mais rápidas e eficientes aos desafios enfrentados pelas forças de segurança.”

A participação da Senasp no encontro reforça o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública com a modernização das políticas públicas de segurança, a integração entre instituições e o uso de tecnologias avançadas para apoiar a prevenção e o enfrentamento da criminalidade em todo o território nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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