Brasil
Fundo Clima impulsiona restauração da vegetação nativa com R$ 834 milhões em novos financiamentos
O Governo do Brasil anunciou na última quarta-feira (10/6) novos investimentos com recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) para a restauração da vegetação nativa em diferentes biomas brasileiros. Ao todo, serão destinados R$ 834 milhões em recursos do fundo para cinco projetos voltados à recuperação de áreas degradadas, que somam investimentos totais de R$ 2,7 bilhões.
As iniciativas contribuirão para ampliar a restauração florestal no país, fortalecer a conservação da biodiversidade e aumentar a remoção de carbono da atmosfera, em alinhamento com os compromissos assumidos pelo Brasil em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) no âmbito do Acordo de Paris.
Entre os projetos contemplados está a celebração de contrato com o BTG, que receberá financiamento de R$ 200 milhões para um empreendimento com investimento total estimado em R$ 1,6 bilhão. Também foram emitidas cartas de aprovação para os projetos da Systemica, com empréstimo de R$ 180 milhões e investimento total de R$ 340 milhões, e da Biomas, com financiamento de R$ 87,2 milhões e aporte total previsto de R$ 257 milhões. Além disso, foi anunciado o projeto da Courageous Land, que contará com R$ 116 milhões em recursos do Fundo Clima e investimento total de R$ 340 milhões. Por fim, outra carta foi celebrada com a RRG Soluções Baseadas na Natureza concedendo R$ 250 milhões a serem investidos em uma área de 2,5 mil hectares para produção de cacau sustentável em áreas degradadas.
Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Clima se consolidou como principal instrumento de financiamento da política climática brasileira. Desde o início da atual gestão, o orçamento do programa passou por uma expansão histórica. Em 2023, os recursos disponíveis somavam R$ 634 milhões. O valor saltou para R$ 10,4 bilhões em 2024, alcançou R$ 14 bilhões em 2025 e chegou a R$ 27,5 bilhões em 2026. Antes disso, o orçamento médio anual do fundo girava em torno de R$ 400 milhões.
O crescimento dos investimentos também se reflete na carteira de financiamentos aprovados pelo BNDES. Em 2024, foram aprovados R$ 10,2 bilhões em projetos. Em 2025, esse montante avançou para R$ 12,5 bilhões. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, já foram aprovados R$ 3,5 bilhões em financiamentos, enquanto os contratos firmados alcançaram R$ 2,8 bilhões.
A agenda de restauração e conservação florestal ganhou protagonismo entre os setores apoiados pelo fundo. Em 2025, foram aprovados R$ 3,9 bilhões para projetos florestais, tornando o segmento o segundo mais financiado pelo programa. No ano anterior, a área ocupava a 17ª posição entre os setores apoiados.
A ampliação do acesso aos recursos também tem sido uma prioridade da política de financiamento climático. Para estimular a participação de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e ampliar a presença dos investimentos nas regiões Norte e Nordeste, o BNDES realizou 11 edições do programa BNDES Mais Perto de Você em municípios dessas regiões.
Como resultado, o volume de projetos aprovados no Norte e Nordeste passou de R$ 2,3 bilhões em 2024 para R$ 3,7 bilhões em 2025. No mesmo período, os financiamentos destinados às micro, pequenas e médias empresas cresceram de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,7 bilhões.
Os resultados demonstram o fortalecimento do Fundo Clima como instrumento de promoção do desenvolvimento sustentável, da transição ecológica e da implementação de soluções baseadas na natureza para o enfrentamento da mudança do clima.
Fundo Clima
O Fundo Clima foi criado pela Lei nº 12.114/2009, alterada pela Lei nº 13.800/2019, e tem sua regulamentação definida pelo Decreto nº 9.578/2018, alterado pelo Decreto nº 10.143/2019 e pelo Decreto nº 11.549/2023.
Vinculado ao MMA, o Fundo Clima disponibiliza recursos em duas modalidades, reembolsável e não reembolsável. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos não reembolsáveis são operados pelo MMA.
O Fundo é administrado pelo Comitê Gestor, presidido pelo MMA e composto por 28 membros, representantes de ministérios e outros órgãos. Conta com ampla participação de entidades da sociedade civil, que opinaram e ajudaram a construir as diretrizes e finalidades do financiamento do Plano Anual de Aplicação de Recursos 2025.
Para saber mais sobre o Fundo Clima na modalidade de recursos reembolsáveis, acesse aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
MTE inicia pagamento do Abono Salarial para 4,4 milhões de trabalhadores nesta segunda-feira (15)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começa a pagar, nesta segunda-feira (15), o quinto grupo de trabalhadores com direito ao Abono Salarial. Serão pagos abonos a 4.449.043 trabalhadores nascidos em julho e agosto, com um dispêndio de R$ 5,5 bilhões.
O Abono Salarial beneficiará 3.941.508 trabalhadores de empresas privadas (PIS), com pagamentos realizados pela Caixa Econômica Federal, e 507.535 servidores públicos (PASEP), cujos valores serão pagos pelo Banco do Brasil. Para o atual calendário, o benefício varia de R$ 136,00 a R$ 1.621,00, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024.
Em 2026, o calendário de pagamento do Abono Salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro, e os valores ficarão disponíveis aos trabalhadores até o fim do calendário, em 30 de dezembro de 2026.
Quem tem direito – Têm direito ao Abono Salarial os trabalhadores que atendem aos critérios de habilitação, como estar cadastrados no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), remuneração mensal média de até R$ 2.766,00 no ano-base 2024; ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; e ter seus dados referentes ao ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.
Pagamento pela CAIXA – O pagamento do Abono Salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta CAIXA, quando o trabalhador possuir conta corrente, conta poupança ou Conta Digital; ou por crédito pelo aplicativo CAIXA Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente pela CAIXA.
Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado em canais como agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, CAIXA Aqui e demais canais de pagamentos oferecidos pela Caixa.
Pagamento pelo Banco do Brasil – Pelo Banco do Brasil, o pagamento do Abono Salarial será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária; transferência via TED, via PIX ou presencialmente nas agências de atendimento para trabalhadores não correntistas e que não possuam PIX.
Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158.
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