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Mutirões do SUS vão realizar mais de 13 mil atendimentos especializados em territórios indígenas durante o mês de junho

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Mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e procedimentos especializados estão previstos para junho em territórios indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. As ações integram o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, e são executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS), Lucinha Tremembé, ampliar o acesso dos povos indígenas à atenção especializada é um compromisso do SUS com a equidade. “Os povos indígenas têm direito ao mesmo acesso à atenção especializada disponível em qualquer parte do país. O que estamos fazendo é aproximar o Sistema Único de Saúde (SUS) desses territórios, reduzindo desigualdades e ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde indígena. Essa é uma prioridade do Ministério da Saúde e da SESAI”, afirmou.

Os cinco mutirões ocorrerão nos territórios atendidos pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Ceará, Pernambuco, Amapá e Norte do Pará e Guamá-Tocantins. A programação inclui consultas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas em áreas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.

As ações contam com a parceria de instituições com experiência em territórios indígenas e regiões remotas, como o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta (AMDAF), o Hospital Israelita Einstein e a ONG Zoé.

Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões do país, contemplando os territórios dos DSEI Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões, Vale do Javari, Xavante, Yanomami e Ye’kwana, Alto Rio Negro, Guamá-Tocantins, Altamira e Rio Tapajós. Em 2025, foram registrados mais de 9,5 mil procedimentos especializados. Em 2026, o número já ultrapassa 17 mil atendimentos entre consultas, exames e procedimentos.

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Na avaliação do diretor-presidente da AgSUS, André Longo, a estratégia amplia o acesso dos povos indígenas à atenção especializada. “O programa Agora Tem Especialistas nas Aldeias amplia o acesso à consultas, exames e procedimentos especializados dentro dos territórios indígenas. Isso significa aproximar o SUS de quem mais precisa. Essa estratégia reduz barreiras de acesso, diminui o tempo de espera por atendimento e fortalece a integralidade do cuidado, respeitando as especificidades culturais e as realidades de cada povo indígena”, afirma.

O gestor executivo da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS, Edson Oliveira, também destaca que os mutirões são estruturados a partir das necessidades identificadas pelas próprias equipes que atuam nos territórios.

“Essas ações são construídas a partir das necessidades identificadas pelos próprios DSEIs e pelas equipes que atuam nos territórios. O objetivo é concentrar, em períodos oportunos e estratégicos, uma oferta qualificada de consultas, exames, procedimentos e avaliações especializadas, respeitando os aspectos culturais locais, ampliando a capacidade de diagnóstico e definindo condutas terapêuticas que muitas vezes não conseguem ser ofertadas de forma regular em regiões de difícil acesso”, explica.

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Foto: Dan Pellicciari/Aldeira em Foco

Mutirões nos territórios indígenas

No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo DSEI Pernambuco, o mutirão de oftalmologia será realizado entre os dias 14 e 20 de junho, com atendimento a mais de 30 aldeias. Nos dias 1º e 2 de julho, serão realizadas cirurgias de catarata e pterígio em pacientes previamente triados.

No DSEI Ceará, a ação contemplará os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú. Já no DSEI Amapá e Norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá concentrará atendimentos especializados em ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia.

No território indígena Tumucumaque, também atendido pelo DSEI Amapá e Norte do Pará, os polos-base Bona e Missão Tiriyó receberão equipes multiprofissionais para atendimentos em oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.

No DSEI Guamá-Tocantins, a Terra Indígena Zo’é receberá atendimento especializado nos dias 20 e 21 de junho. Serão realizadas consultas, exames de imagem e cirurgias, com o apoio de um profissional fluente na língua Zo’é para garantir a mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade.

A iniciativa fortalece a oferta de serviços especializados do SUS em regiões remotas e contribui para garantir um cuidado mais próximo, oportuno e adequado às realidades dos povos indígenas. 

Adriã Galvão

Fonte: Ministério da Saúde

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Reino Unido completa depósito de R$ 500 milhões e se torna segundo maior doador do Fundo Amazônia

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O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira (11/6), o segundo desembolso de sua contribuição ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo aporte, o país conclui a doação de 80 milhões de libras — aproximadamente R$ 500 milhões — anunciada durante a COP28, realizada em 2023. 

O anúncio foi feito durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e da diretora Socioambiental da instituição, Tereza Campello. 

Com a conclusão da transferência dos recursos, o Reino Unido passa a ocupar a posição de segundo maior doador do Fundo Amazônia, atrás apenas da Noruega. O contrato de doação foi formalizado durante a COP28. O primeiro desembolso, realizado em novembro de 2024, foi de 39,26 milhões de libras, equivalentes a R$ 283,9 milhões. 

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a contribuição reforça o reconhecimento do Fundo e os avanços do Brasil no enfrentamento ao desmatamento e na proteção da Amazônia. “O Fundo Amazônia retomou sua plena capacidade operacional, apoiando dezenas de projetos de conservação, restauração e desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia”, pontuou.  

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o aporte fortalece um dos principais instrumentos globais de financiamento climático baseado em resultados. “A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo. Esses recursos fortalecem nossa capacidade de apoiar projetos que protegem a floresta, geram renda para as populações amazônicas e ajudam o Brasil a liderar uma nova economia verde, com inclusão social e desenvolvimento sustentável”, afirmou Mercadante. 

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Cooperação internacional 

Desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos parceiros internacionais passaram a integrar sua base de doadores. Além do Reino Unido, aderiram ao mecanismo Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também integra o grupo de financiadores do Fundo. 

A ampliação da base de doadores reflete a confiança da comunidade internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados alcançados pelo Brasil na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa associadas à mudança do uso da terra. 

Além da contribuição de 80 milhões de libras formalizada na COP28, o Reino Unido anunciou, em 2023, uma nova doação de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia, equivalente à época a cerca de R$ 115 milhões. O aporte reforça a parceria entre os dois países na agenda climática e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia. 

“As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO2 por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais”, enfatizou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello. 

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Sobre o Fundo Amazônia 

Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.  

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES, o Fundo já soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas. 

Os recursos do Fundo Amazônia apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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