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Estão abertas as inscrições para o concurso Café Qualidade Paraná 2026

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Produtores interessados em participar da 24ª edição do concurso Café Qualidade Paraná podem fazer a inscrição, gratuitamente até o dia 30 de setembro, em qualquer unidade municipal do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater). O certame é aberto a proprietários, meeiros, arrendatários e parceiros que desenvolvem atividade cafeeira no Estado.

Ao reconhecer e premiar os melhores cafés, a iniciativa busca estimular práticas que agreguem valor à produção, com foco em qualidade, sustentabilidade e maior rentabilidade da atividade. 

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Sebastião Dorigo, destaca o papel estratégico do certame para a cafeicultura estadual, ao afirmar que é um instrumento de valorização do produtor e de posicionamento do Paraná no mercado de cafés especiais. “O concurso estimula a busca por qualidade e contribui para ampliar a renda no campo, com base em boas práticas e tecnologia”, afirma.

Cada participante pode inscrever apenas um lote, e deve optar por concorrer na categoria café natural – ou via seca, em que os grãos são secados inteiros – ou cereja descascado (via úmida), processo no qual a polpa é retirada antes da secagem. 

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O lote é constituído por uma saca (60 kg) de café arábica beneficiado, com peneira 16 ou superior, umidade inferior a 11,5% e, no máximo, 12 defeitos.

A avaliação se dá em duas etapas. Na primeira, são avaliadas as características físicas (tamanho, cor e defeitos dos grãos) conforme a classificação brasileira. Os lotes aprovados seguem para a prova de xícara, conduzida por “q-graders” experientes que avaliam os atributos da bebida com base no protocolo da Specialty Coffee Association (SCA).

“Q-grader” é o profissional treinado e certificado internacionalmente para analisar aroma, sabor, corpo, acidez, doçura, equilíbrio, retrogosto e outras características da bebida. Ele utiliza protocolos oficiais e dá notas que determinam o padrão de qualidade de um lote de café. 

Os cinco primeiros colocados em cada categoria terão seus lotes adquiridos com base na cotação da B3 (Bolsa de Valores do Brasil) do dia anterior ao encerramento do concurso, acrescida de um ágio mínimo de 50%.

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“O produtor que participa do concurso tem a oportunidade de conhecer em detalhes o grão que produz, obter reconhecimento do mercado, ampliar o relacionamento com outros produtores e técnicos que atuam no setor e, ainda, estabelecer parcerias e contatos com compradores e torrefações”, explica o gerente da Câmara Setorial do Café do Paraná, Walter Ferreira Lima.

O extensionista Cristovon Videira Ripol, coordenador da competição, destaca também sua função técnica. “Além de reconhecer os melhores cafés, o certame orienta o produtor sobre manejo, colheita e pós-colheita, elevando o padrão da produção. É uma ação que integra pesquisa, assistência técnica e mercado”, diz.

Os vencedores serão anunciados em cerimônia oficial de premiação, prevista para o mês de novembro, em Curitiba. O regulamento completo está disponível na página www.cafequalidadeparana.com.br.

Fonte: Governo PR

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Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu

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O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações, dragagens, construções de canais, túneis e diques.

A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos foram elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), contratada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.

“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.

A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.

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De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.

“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.

Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.

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“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.

HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.

Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.

Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

Fonte: Governo PR

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