Paraná
Estado promove encontro de turismo rural e gastronomia regional em Foz do Iguaçu
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setu), promoveu terça-feira (9) o Encontro Regional de Turismo Rural e Gastronomia Regional, em Foz do Iguaçu. O evento, realizado no Mercado Público Barrageiro, reuniu gestores públicos, produtores da agricultura familiar, empreendedores e lideranças do setor com o objetivo estratégico de impulsionar a convergência entre a produção do campo, a culinária típica e o setor de viagens, abrindo novas frentes econômicas para as comunidades locais.
A ação foi realizada pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu), com com uma ampla rede de parceiros institucionais: a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Comercial, Trabalho e Agricultura de Foz do Iguaçu, a Abrasel Paraná, o Senar Paraná, a Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec, o Mercado Público Barrageiro e a Instância de Governança Regional (IGR) Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu.
Para o secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu, o encontro consolida a identidade cultural e a culinária como pilares fundamentais para expandir o turismo de experiência de forma regionalizada. “O turismo rural e a nossa gastronomia são fantásticos porque mexem diretamente com a identidade do Paraná. Foz do Iguaçu já é um gigante mundial do turismo, e quando a gente traz essa força para o ambiente do campo e para a agricultura familiar, criamos uma conexão única de hospitalidade, afeto e geração de renda. O Governo do Estado está investindo muito nessas capacitações regionais para estruturar os destinos, valorizar as nossas raízes e mostrar que o Paraná sabe receber bem e tem um sabor incomparável”, ressaltou.
Bartolomeu afirma que o encontro consolida a identidade cultural e a culinária como pilares para a expansão do setor no interior do Paraná. “A atividade turística no ambiente rural paranaense carrega um diferencial expressivo ao unir a potência do nosso agronegócio com o acolhimento característico das nossas famílias. Investir em capacitações descentralizadas é o caminho ideal para diversificar a renda no campo e estruturar produtos turísticos inovadores, pautados no respeito ao meio ambiente e na preservação das nossas raízes”, ressaltou.
TENDÊNCIAS E MERCADO DE EXPERIÊNCIA – Os debates técnicos figuraram entre os momentos centrais da programação, trazendo análises detalhadas sobre as transformações do mercado global e o comportamento dos viajantes em 2026, que buscam cada vez mais sustentabilidade, autenticidade e conexões reais com a história dos territórios.
De acordo com a coordenadora de Gestão e Sustentabilidade do Turismo da Setu, Alessandra Xavier, este ciclo de encontros cumpre o papel de dar visibilidade e impulsionar o segmento de forma integrada no Estado. “O fortalecimento desse modelo de turismo demonstra o enorme potencial dos municípios paranaenses em formatar produtos ligados à vida no campo, à natureza e às tradições. A troca de saberes entre os produtores e as instituições ajuda a estruturar propostas coordenadas que valorizam a essência e a gastronomia de cada região”, pontuou.
GASTRONOMIA ANCESTRAL E INOVAÇÃO – Além do compartilhamento de dados técnicos, o evento proporcionou atividades focadas na qualificação dos empreendedores e profissionais de hospitalidade. Um dos momentos de destaque foi a discussão sobre o uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), apresentada pelo biólogo Wilson Fernandes, evidenciando como a biodiversidade regional pode se transformar em um elemento diferenciado e atrativo no cardápio do turismo rural.
A programação também contou com um Workshop Demonstrativo de Gastronomia Regional conduzido por Douglas Pulpero, especialista em gastronomia ancestral e referência em cozinha rural. A aula-show apresentou a história da colonização do Oeste do Paraná, a formação da identidade gastronômica regional e o preparo da tradicional Quirera dos Colonos.
A assessora técnica da Setu, Vera Lucia Meza, explicou que as dinâmicas buscam oferecer ferramentas práticas para que as regiões ganhem autonomia na roteirização de seus atrativos. “O objetivo das oficinas é expandir os horizontes dos operadores locais, capacitando-os para transformar receitas históricas em experiências mercadológicas viáveis e competitivas. O Oeste do Paraná já desfruta de segmentos consolidados, mas a inclusão da gastronomia e da memória afetiva agrega um valor único, permitindo mapear novas oportunidades e estruturar caminhos que potencializam o que a comunidade já produz com excelência”, afirmou.
RESULTADOS PRÁTICOS – A importância dessa integração foi defendida pela comunidade acadêmica. A professora e pesquisadora da área de gastronomia no Instituto Federal do Paraná (IFPR) Paola Stefanutti, que participou do evento, destacou o papel de pertencimento que a culinária gera. “Sem gastronomia, o turismo rural nem existe. Ela é um dos grandes pilares desse setor, seja no desenvolvimento de novos produtos, na criação de receitas ou na entrega de experiências únicas para os visitantes. Quando valorizamos isso, fazemos com que os produtores locais se sintam verdadeiramente representados e motivados a desenvolver e aprimorar seus produtos e serviços nessa área”, disse.
O encerramento do evento deu lugar a um Almoço Experiencial, proporcionando uma imersão direta na culinária territorial e nos produtos apresentados ao longo do dia. A escolha do Mercado Público Barrageiro como sede reforçou a proposta de integração social, servindo como ponto de encontro entre os produtores rurais e o público do setor. Com a iniciativa, a Secretaria de Estado do Turismo do Paraná reitera sua política de interiorização do desenvolvimento, investindo na sustentabilidade e na atratividade dos destinos paranaenses.
Fonte: Governo PR
Paraná
Museu Casa Alfredo Andersen inaugura unidade satélite em Ponta Grossa
O Museu Casa Alfredo Andersen oficializou na noite desta quarta-feira (10) a abertura de sua segunda unidade satélite em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O evento marca a quinta entrega do projeto Museus Satélites, iniciativa estratégica da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) que prevê a implantação de oito novos espaços museais pelo Paraná até julho deste ano.
Considerada uma das principais políticas públicas culturais da história do Estado, a ação visa democratizar o acesso a acervos históricos e artísticos, aproximando a comunidade regional da produção de diversos artistas, incluindo os discípulos de Alfredo Andersen, pai da pintura paranaense.
A iniciativa se baseia na política pública de descentralização do patrimônio histórico e artístico paranaense. Os Museus Satélites promovem a circulação contínua de obras dos equipamentos estaduais por todas as macrorregiões do Estado, expandindo a atuação das instituições para além da Capital. Ao ocupar novos espaços no Interior, a ação fortalece a presença cultural no território e democratiza o contato do público com os acervos.
O diretor de Memória e Patrimônio da SEEC, André Avelino, destacou o compromisso do Governo do Paraná com a descentralização cultural e a ampliação do acesso da população aos museus e acervos estaduais. “Este projeto representa uma mudança importante na forma como pensamos os museus públicos. Pela primeira vez, os museus estaduais ultrapassam os limites da Capital e passam a estabelecer presença permanente em diferentes municípios, compartilhando seus acervos, suas histórias e suas ações educativas com a população de todo o Paraná. Museus do Estado, por todo o Estado”, disse.
Para o secretário municipal da Cultura de Ponta Grossa, Alberto Portugal, a chegada do Museu Satélite representa um marco para a cidade e para os Campos Gerais. “Para a gente, coloca Ponta Grossa em um gabarito diferente dentro do cenário cultural do Paraná. Este espaço tem dois anos de existência com o nosso acervo municipal de obras de arte e receber Calderari em Ponta Grossa é um ato revolucionário para a cultura da nossa cidade”, afirmou Portugal. “Nossos artistas vão se sentir inspirados. Sem dúvida nenhuma, é um dia histórico para que a cidade continue seguindo a linha da cultura de mais alta qualidade, de forma democrática e acessível para toda a comunidade”, acrescentou.
A pró-reitora de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Beatriz Gomes Nadal, falou sobre a importância da iniciativa para a formação de público e para a circulação cultural na região. “Toda iniciativa de cultura é mais do que válida. Com a vinda deste Museu Satélite teremos mais essa iniciativa de descentralização do trabalho e da produção cultural, trazendo acervos que serão acessíveis para a comunidade em geral. O fato de termos mais pontos de cultura potencializa, na comunidade, a fruição”, disse.
EXPOSIÇÃO – O MCAA Ponta Grossa apresenta a exposição “Calderari: Amar, além do mar”. A mostra presta homenagem a Fernando Calderari, um dos pioneiros do abstracionismo no Paraná, reunindo pinturas e gravuras que revelam sua trajetória artística e sua contribuição para a arte paranaense. O título remete à amplitude e à riqueza de sua produção, que vai muito além das conhecidas cenas marítimas.
Com o passar dos anos, Calderari aprimorou técnicas que uniam pintura e gravura, tornando-se referência no abstracionismo paranaense e acrescentando à sua obra um conjunto expressivo de autorretratos, que consolidaram sua identidade criativa.
A mostra também evidencia a linhagem artística do Paraná, da qual Calderari faz parte: discípulo de Theodoro De Bona, que por sua vez foi discípulo de Alfredo Andersen, considerado o pai da pintura paranaense. Assim, a mostra ressalta a continuidade e a força de uma tradição que une mestres e discípulos, marcando gerações de artistas no Estado.
A historiadora Juliana Bellafronte destacou o alcance regional da iniciativa. “É muito válido termos um Museu Satélite aqui em Ponta Grossa. Levar oportunidades de acesso à cultura para outras regiões é fundamental para o desenvolvimento do Estado e da sociedade como um todo”, afirmou.
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Entre os visitantes da inauguração, a estudante de Artes Visuais da UEPG, Patrícia Rio Branco, citou o potencial inspirador da exposição. “Essa exposição é muito importante para inspirar as pessoas, os estudantes como nós. A mostra é maravilhosa”.
MUSEUS SATÉLITES – O cronograma de descentralização dos acervos estaduais no Paraná segue em ritmo acelerado. Com a inauguração do MCAA Ponta Grossa, o Museu Casa Alfredo Andersen passa a contar com duas unidades satélites fora da Capital. Ao todo, mais de 3 milhões de itens dos acervos estaduais estão sendo distribuídos pelo território paranaense por meio do projeto.
Dentro desse calendário, o público já pôde celebrar as entregas das unidades do Museu Paranaense (MUPA) em Londrina e Pato Branco, do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná) em Maringá e do Museu Casa Alfredo Andersen em Paranaguá. Os próximos passos da expansão incluem as inaugurações do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) em Tunas do Paraná e Guarapuava, e do MAC Paraná em Cascavel.
Serviço
Museu Satélite – MCAA Ponta Grossa
Aberto ao público com entrada gratuita.
Horários de funcionamento
Terça a sexta-feira: das 8h às 20h
Sábados: das 8h às 17h
Endereço: Rua Augusto Ribas, 722 – Centro – Ponta Grossa – PR
Saiba mais sobre o projeto Museus Satélites AQUI.
Fonte: Governo PR
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