Brasil
Ministro do Turismo cumpre agenda no Amapá com ações voltadas ao crédito para empreendedores do setor e ao desenvolvimento do turismo de fronteira
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participa na próxima segunda-feira (8) de cerimônias de entregas, anúncios e ações do Governo do Brasil no Amapá. As agendas acontecem na capital, Macapá, e em Oiapoque.
Também participam das agendas os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional; e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Às 9h, no Oiapoque, o ministro anuncia a realização de um Diagnóstico e um Plano de Ação voltados ao desenvolvimento do turismo fronteiriço brasileiro. O projeto tem objetivo de analisar as condições atuais da atividade turística nas regiões de fronteira e identificar desafios e oportunidades e da elaboração de estratégias e ações que promovam o intercâmbio cultural, econômico e turístico entre o Brasil e os países vizinhos, contemplando o Pará, o Amapá, a Guiana Francesa e o Suriname.
Em Macapá, haverá ainda assinatura do Protocolo de Intenções entre MTur e MIDR, com objetivo de desenvolver a cooperação em projetos de desenvolvimento regional sustentável aplicados ao setor do turismo, visando o fortalecimento da atividade turística e a melhoria do acesso ao crédito para empreendedores do setor, com especial atenção às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Em ambos os municípios, acontece também a 4ª edição do ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’: uma ação nacional, integrada com Estados e municípios, com foco no atendimento aos prestadores de serviços turísticos para viabilizar o acesso ao crédito do Fundo Geral do Turismo (Fungetur).
Serviço
Oiapoque
O que: Anúncio de realização de Diagnóstico e Plano de Ação voltados ao desenvolvimento do turismo fronteiriço brasileiro.
Data: 8 de janeiro (segunda-feira)
Horário: 9h
Local: Escola Estadual Joaquim Caetano da Silva (av. Coaracy Nunes, n. 40, Centro, Oiapoque)
Macapá
O que: Assinatura do Protocolo de Intenções entre MTur e MIDR
Data: 8 de janeiro (segunda-feira)
Horário: Às 15h
Local: Salão Macapá – Sebrae. (av. Avenida Ernestino Borges, 740, Laguinho, Macapá)
4ª edição do ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’
Oiapoque: das 9h às 17h, na Escola Estadual Joaquim Caetano da Silva.
Macapá: das 13h às 17h, no Sebrae.
Haverá ainda, nos dois municípios, orientações sobre o Cadastur (sistema oficial do Ministério do Turismo que cadastra e regulariza pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor turístico)
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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