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Pesquisa da UEPG descobre nova espécie de molusco em fóssil em Ponta Grossa

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Uma publicação na última edição da Historical Biology, periódico científico de Paleobiologia do Reino Unido, confirma a descoberta de uma nova espécie de molusco encontrado na região de Ponta Grossa. O trabalho é desenvolvido por um professor e um acadêmico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Eles identificaram o Actinopteria grahni a partir da análise de um fóssil de 400 milhões de anos. A espécie foi encontrada em um sítio paleontológico localizado no Jardim Giana, conhecido como Curva 2 – um afloramento rico em fósseis conhecido desde os anos 80.

O trabalho levou aproximadamente um ano e meio, desde a descoberta da espécie até a publicação no periódico internacional, no dia 19 de maio. O professor Elvio Pinto Bosetti e o aluno do doutorado em Geografia, Kevin William Richter, ambos da UEPG, convidaram os professores do Museu Nacional (UFRJ), Sandro Marcelo Scheffler, e da Unesp de Bauru, Renato Ghilardi, para colaborar com a pesquisa.

A descoberta acontece depois que o Actinopteria langei, um molusco do mesmo gênero e com grande semelhança com a nova espécie, já havia sido encontrados nesta região de Ponta Grossa. Inicialmente, a proposta era encontrar mais exemplares deste molusco. “O Kevin decidiu que faria um artigo com esses bichos. Ele falou: vou voltar lá no campo onde vocês encontraram e vou procurar mais. Ele achou mais umas 20. Nesses 20, veio uma espécie que o especialista do Museu Nacional disse: olha, isso aqui é uma espécie nova”, conta o professor Elvio.

As atividades que resultaram na publicação integram o grupo de pesquisa Palaios de Paleontologia Estratigráfica. “Encontrar a espécie é sorte, né? Nós mais ou menos sabemos onde procurar, mas encontrar um bicho raro é sorte”, alega o professor. 

Os primeiros registros de espécies Actinopteria na região foram realizados na década de 60 pelo paleontólogo Setembrino Petri. Com a nova descoberta, o número de espécimes conhecidos aumenta e permite melhor compreensão da fauna e dos padrões de dispersão entre bacias sedimentares. “Do ponto de vista paleoecológico, o estudo permitiu interpretar que essas espécies viviam em ambientes marinhos rasos e parcialmente enterradas no substrato, apresentando adaptações relacionadas a esses paleoambientes”, explica Kevin.

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Com o avanço da pesquisa, Elvio e Kevin decidiram reforçar a equipe. O professor Sandro Scheffer, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, especializado em taxonomia e classificação, integrou o trabalho. Já o professor Renato Ghilardi e seu aluno de pós-doutorado Victor Rodrigues Ribeiro, ambos da Unesp de Bauru, também contribuíram na parte de paleografia e distribuição das espécies na América do Sul.

“A maioria dos fósseis são fruto de catástrofes. Você tem o período devoniano, de 400 milhões de anos, que é de um mar marcado por tempestades. Essas tempestades que fossilizam, matam a vida e fica o registro”, explica Elvio. Ele conta que a região de Ponta Grossa foi fundo de mar e integrava a bacia do Paraná. “É a bacia do Paraná, onde esse mar ocorreu, com 1.600.000 km². Ela pegava da Argentina até o Tocantins e, em Ponta Grossa, essas camadas ficaram preservadas”, explica.

A partir da análise e comparação entre as imagens das espécies Actinopteria langei e Actinopteria grahni, foi possível detectar que se tratava de uma nova espécie. O contorno da concha, a morfologia da aurícula anterior, a expansão posterior e a ornamentação radial foram alguns dos pontos examinados em que se pôde perceber a diferença entre as espécies.

“A bem desenvolvida aurícula lobular, embora ocupe uma pequena área da margem anterior, distingue essa espécie de todas outras espécies brasileiras, particularmente da Actinopteria lancei, na qual a aurícula é muito pequena”, explica um trecho do artigo.

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De acordo com o professor Elvio, a próxima etapa da pesquisa é encontrar mais conchas do Actinopteria grahni. “Vamos voltar a esse local para encontrar mais espécies como essa. A ideia é que museus e pessoas que trabalham com isso, que tinham materiais como esse, reavaliem o que eles tinham e acreditavam ser outra espécie. Afinal, a ciência é uma constante reavaliação”, explica.

Outra perspectiva é o interesse que a descoberta pode gerar para o setor produtivo. “Quanto mais eu conheço esses mares antigos, maior o potencial de encontrar gás natural. Eu barateio o custo de produção, porque onde tem matéria orgânica é um indício de onde pode ter óleo ou gás”, explica.

NOME – O nome da espécie homenageou o professor sueco Carl Yngve Grahn, falecido em 2025, pelas suas contribuições na bioestatigrafia do Brasil – especialmente, na Escarpa Devoniana no Paraná. “Ele nos ajudou muito no laboratório e trabalhou 20 anos com a gente. Basicamente, foi ele quem nos colocou no meio internacional e decidimos fazer essa homenagem”, explica Elvio. Ele reforça que Grahn esteve na UEPG várias vezes, faleceu quando morava na Espanha e morou por muito tempo no Brasil. “Era um sueco que não aguentava mais o frio”, brinca o professor.

PESQUISA – O grupo Palaios foi fundado em 2000, com vínculo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), e credenciado pela UEPG. Atualmente, pesquisadores de sete universidades distintas participam. São 17 doutores que integram o grupo, que é composto por geólogos, biólogos e geógrafos, sendo todos paleontólogos. Trabalhos de campo são desenvolvidos no Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Piauí.

Fonte: Governo PR

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Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem

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Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.

Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.

Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”. 

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CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida. 

A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.

NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.

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Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.

VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.

Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.

Fonte: Governo PR

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