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Educação

MEC realiza seminário internacional sobre matemática

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Para promover a troca de experiências e a reflexão sobre iniciativas capazes de garantir o direito à aprendizagem, ampliar a qualidade da educação e contribuir para a redução das desigualdades educacionais, o Ministério da Educação (MEC) realiza, entre 1º e 2 de junho, o I Seminário Internacional do Compromisso Nacional Toda Matemática, em Brasília (DF). 

O evento reúne gestores, pesquisadores, especialistas e profissionais da educação para debater políticas, práticas e estratégias voltadas ao fortalecimento do ensino de matemática no Brasil. Nos dois dias, serão discutidos desafios e perspectivas para a implementação de políticas públicas, a formação de profissionais da educação e o desenvolvimento de práticas pedagógicas que favoreçam a aprendizagem matemática em diferentes contextos. Para isso, serão apresentadas experiências nacionais e internacionais. 

Durante a abertura, nesta segunda-feira (1º), a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, falou sobre a especificidade do processo de aprendizagem para cada indivíduo. Segundo ela, a recomposição da aprendizagem não pode apenas tentar preencher lacunas no currículo, pois, na verdade, é uma grande janela de oportunidades para garantir uma aprendizagem continuada. “Nós temos muita potência e nós vamos revelar isso quando as nossas crianças, adolescentes e jovens brasileiros derem um salto na aprendizagem da matemática”, afirmou. 

No período da tarde, o evento foi marcado pelo lançamento do Relatório da Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática, uma das maiores iniciativas de escuta já realizadas no país sobre o trabalho docente na área. A pesquisa ouviu mais de 57 mil professores e professoras de mais de 24 mil escolas, alcançando 75% dos municípios brasileiros. A iniciativa contou com a parceria do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); e do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais (Consec), além do apoio técnico da Fundação Itaú; do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede); do Instituto Porvir; e da Rede de Conhecimento Social (ReCoS). 

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Outros pontos abordados no evento serão os padrões de desempenho em matemática e o olhar para os currículos e avaliações; a implementação e consolidação de políticas públicas subnacionais; o conhecimento pedagógico do conteúdo nas licenciaturas em matemática; a alfabetização matemática como base para aprendizagens futuras; a formação continuada de professores de matemática para a educação básica; e práticas pedagógicas e possibilidades de ensino da matemática da educação infantil ao ensino médio.  

Compromisso – O Compromisso Nacional Toda Matemática é uma política pública voltada ao fortalecimento da aprendizagem de matemática, que visa assegurar o direito ao ensino da matemática de qualidade para todos, bem como promover a melhoria contínua do desempenho acadêmico e dos resultados de aprendizagem da matemática dos alunos ao longo de toda a educação básica, por meio de apoio técnico e financeiro às redes de ensino e escolas em diversas estratégias. O compromisso pretende reduzir desigualdades regionais, impulsionando a aprendizagem e consolidando a matemática como ferramenta essencial para o desenvolvimento educacional dos estudantes e do país como um todo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Projeto da Univasf utiliza o esporte para apoiar jovens com TEA

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No meio do Sertão Pernambucano, em Petrolina, um projeto de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tem transformado a vida de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) que necessitam de suporte nível 1. Há pouco mais de dois anos, de forma gratuita e aberta à comunidade, a iniciativa “Vem para o Jogo” utiliza o esporte para trabalhar não só a coordenação motora e os aspectos físicos dos jovens, mas também o respeito, o trabalho em equipe, o convívio social, o raciocínio lógico e tantas outras habilidades necessárias para o dia a dia. 

“Eu falo com os pais que o esporte é uma simulação da vida, porque ele desenvolve habilidades que serão fundamentais para todos os aspectos da nossa convivência”, explicou o professor responsável pelo projeto, Fernando de Aguiar. “Quando você está em um emprego, por exemplo, você tem um chefe, faz parte de uma equipe e tem um trabalho a cumprir, em que será necessário seguir regras e respeitar todos os envolvidos. O esporte também tem tudo isso e, por isso, nós conseguimos trabalhar várias dessas habilidades essenciais para que os alunos possam se desenvolver da melhor forma”. 

Para as pessoas no espectro autista, que podem necessitar de diferentes níveis de suporte, o esporte surge como uma possibilidade de exercitar habilidades que podem ser afetadas pela neurodivergência, como a capacidade de se expressar, de entender contextos sociais e de superar frustrações. O projeto atua com crianças e adolescentes que se encontram no nível 1 de suporte e que têm boa autonomia para as atividades cotidianas, mas que podem precisar de eventuais apoios para enfrentar desafios sociais e de rotina. 

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De acordo com o professor, como o esporte é uma atividade que exige comunicação, trabalho em equipe e inteligência para superar desafios, o projeto consegue auxiliar os estudantes a driblarem certas dificuldades que teriam em decorrência do TEA. “O que nós vemos com o projeto é que muitas crianças que já estão conosco há mais tempo conseguem antecipar certas situações e auxiliar aquelas que acabaram de entrar sobre as melhores formas de navegar por meio da prática esportiva. Assim, elas conseguem desenvolver uma nova percepção do mundo e do ambiente, com mais controle emocional, autoestima e capacidade de se autorregular”, afirmou. 

Além de desenvolver as atividades físicas, o projeto também fornece aos pais, a cada seis meses, um relatório completo com informações sobre padrões alimentares e de sono, além de dados sobre as habilidades cognitivas, psicológicas, emocionais e motoras dos filhos. Esse material pode ajudar a orientar familiares acerca do atendimento aos estudantes, a fim de se organizarem de acordo com a rotina deles. 

Luana Marques, mãe de um dos alunos, explicou que o projeto mudou completamente a vida do filho. “Logo que ele entrou, os meninos eram maiores do que ele, então eu senti que ele ficou um pouco desconfortável, mas ele disse que queria continuar. Desde então, ele se desenvolveu de uma forma que anos de terapia não teriam ajudado. Ele se sente mais capaz de fazer as atividades, de aprender coisas novas, de interagir com os colegas e de confiar nos amigos. Ele cresceu muito na parte social”, afirmou. 

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Desenvolvimento profissional – Por ser um projeto de pesquisa e extensão, desenvolvido em uma universidade federal, o “Vem para o Jogo” também contribui para o crescimento profissional dos estudantes de graduação. No projeto, que envolve os departamentos de educação física e ciências da computação, os alunos da universidade participam da criação de aplicativos que ajudam a mapear a rotina dos estudantes; da concepção de relatórios sobre comportamentos e preferências; e da avaliação física e psicológica das crianças e adolescentes atendidas.  

Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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