Brasil
Ministério do Turismo apresenta potencial turístico do Brasil a associação que reúne mais de 3 mil agências da China
O Ministério do Turismo intensificou sua estratégia internacional para atrair turistas chineses ao Brasil. Em missão em Xangai, o ministro Gustavo Feliciano se reuniu, nesta terça-feira (26), com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil agências de turismo. A iniciativa faz parte de uma articulação do Ministério para consolidar o país como destino prioritário para viajantes daquele país.
A agenda ocorre em um momento em que o Brasil dispensou a exigência de visto para cidadãos chineses que desejam visitar o país, medida em vigor desde 11 de maio e que é considerada estratégica para impulsionar a entrada de turistas vindos da China. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.
Como parte dessa preparação, o ministério já credenciou, somente neste ano, 325 agências brasileiras aptas a receber turistas chineses, garantindo estrutura para atender às especificidades desse mercado.
Segundo Gustavo Feliciano, as ações adotadas pelo governo já começam a fortalecer a presença do Brasil no mercado chinês. “As medidas adotadas estão criando um ambiente favorável para atrair turistas chineses e posicionar o Brasil como destino competitivo no cenário internacional”, afirmou o ministro.
Mercado chinês em expansão
A diversidade natural, a riqueza cultural e a oferta de destinos têm sido apresentadas como diferenciais na promoção do Brasil no mercado chinês. Entre os locais mais procurados por visitantes do país estão a Amazônia, o Pantanal e os Lençóis Maranhenses, além de Rio de Janeiro, São Paulo e as Cataratas do Iguaçu.
Durante o encontro, o ministro destacou que o Brasil está estruturando uma política permanente de aproximação com o setor turístico chinês. A meta é estimular a inclusão de roteiros brasileiros nos catálogos das principais operadoras asiáticas.
“Nosso foco é tornar o país cada vez mais desejado por esse público. Esperamos que essas trocas resultem em aumento do fluxo desses turistas, consolidando o Brasil como uma das principais apostas do turismo internacional”, concluiu Gustavo Feliciano.
Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
No Brasil, 574 mil pessoas já usaram plataforma de autoexclusão de bets; 41% justificam impactos na saúde mental
Mais de 574 mil pessoas já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. A página do Ministério da Fazenda permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil em uma única solicitação, ligada ao CPF da pessoa. Do total de cadastrados, 207 mil usuários (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão.
Para direcionar a busca por assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado. “Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos, além de fortalecer a oferta de acolhimento e atenção em saúde mental no SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Entre os demais motivos informados para a autoexclusão, 18% dos usuários afirmaram buscar prevenir o uso indevido de seus dados nas plataformas. Outros 14% optaram por não informar o motivo da exclusão, enquanto 13% disseram ter tomado a decisão de forma voluntária. Já as dificuldades financeiras foram apontadas por 12% das pessoas como principal razão para solicitar o bloqueio.
Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto. Durante o processo, os usuários podem definir por quanto tempo desejam permanecer fora das casas de apostas. Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Outros 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado.
Pesquisa nacional de jogos, apostas e saúde mental
O Ministério da Saúde também investe na área de pesquisa para ampliar o conhecimento sobre os impactos das bets na saúde da população. Nesta terça-feira (26), foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS.
O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.
RAPS: onde buscar ajuda
O cuidado em saúde mental ocorre de forma articulada na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que integra as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Pessoas que identificarem prejuízos relacionados às apostas podem buscar apoio nessas unidades, que funcionam em modelo de portas abertas e estão presentes em todas as regiões do país.
Canais como o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS também estão disponíveis para orientar a população, ampliar o acesso ao acolhimento e fortalecer a continuidade do cuidado. Neste ano, o SUS passou a ofertar, de forma inédita, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado a casos relacionados a jogos e apostas, com investimento de R$ 2,5 milhões. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem capacidade para atender até 650 pacientes por mês.
Autoteste do Jogo: saiba quais são os sinais de alerta
Outro mecanismo de cuidado com a saúde mental disponibilizado pelo Ministério da Saúde é o Autoteste do Jogo, ferramenta digital que auxilia as pessoas a refletirem sobre sua relação com jogos e apostas. O instrumento não faz o diagnóstico, mas apresenta perguntas simples que ajudam a reconhecer sinais de alerta, como irritação ou inquietação ao tentar reduzir ou interromper o jogo.
De acordo com a pontuação obtida, a pessoa recebe orientações claras sobre quando e onde buscar ajuda, como indicação de UBS e Centro de Atenção Psicossocial. Integrado às estratégias do SUS, o autoteste estimula a busca precoce por apoio e contribui para evitar o agravamento do sofrimento psíquico.
Acesse a plataforma de autoexclusão de sites de apostas e saiba como buscar apoio no SUS
Conheça o guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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