Brasil
Grupo suspeito de fraudes bancárias é alvo de operação com apoio do Ciberlab
São Paulo, 26/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), integrou operação com as polícias civis de Santa Catarina (PCSC) e de São Paulo (PCSP) que resultou no desmantelamento de uma associação criminosa especializada em estelionato virtual por meio do golpe do falso empréstimo. A ação ocorreu na sexta-feira (22), na capital paulista, e prendeu seis pessoas em flagrante. Outros quatro adolescentes foram apreendidos no local.
A investigação começou após a apuração de um golpe que causou prejuízo superior a R$ 40 mil a uma vítima de Santa Catarina. Com apoio técnico e trabalho de inteligência do Ciberlab/MJSP, foi possível identificar a localização de uma central telefônica clandestina usada pelos criminosos para aplicar golpes de falso empréstimo com uso indevido do nome de uma instituição financeira privada.
Com base no compartilhamento de informações, equipes da 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos da PCSP localizaram o núcleo das atividades em um espaço de coworking na Zona Norte de São Paulo. No local, as autoridades flagraram dez pessoas operando a estrutura de fraudes.
Foram apreendidos:
• scripts e roteiros usados para induzir vítimas ao erro;
• crachás falsificados da instituição financeira;
• equipamentos eletrônicos e computadores, incluindo dados da vítima de Santa Catarina.
“O estelionato praticado por meio de falsas centrais telefônicas é um crime dinâmico, que desafia as fronteiras estaduais. A troca rápida de informações e o suporte técnico do Ciberlab foram fundamentais para localizarmos o foco da atividade ilícita em São Paulo. Essa integração demonstra que as forças de segurança estão cada vez mais preparadas e unidas para sufocar essas estruturas criminosas”, destacou o delegado de Santa Catarina Osmar Carraro Jr.
Os investigados poderão responder por estelionato qualificado por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Brasil
Ministério da Saúde participa de oficina no Panamá sobre formação profissional e desenvolvimento de competências na atenção primária
O Ministério da Saúde esteve presente em uma oficina no Panamá com o objetivo de avaliar os avanços e desafios dos itinerários formativos do Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com ênfase no fortalecimento da atenção primária. A iniciativa contou com a participação de especialistas, instituições formadoras, organizações profissionais e organismos de cooperação.
A oficina integra uma agenda internacional de educação permanente, com discussão sobre competências, certificação e reconhecimento de aprendizagens, inovação e transformação digital, qualidade educacional e monitoramento de resultados.
Itinerários formativos são percursos de aprendizagem orientados ao desenvolvimento progressivo de competências, com articulação de diferentes ofertas educacionais, como cursos, oficinas, seminários, webinários e atividades práticas em território. A proposta busca aproximar a aprendizagem das necessidades dos serviços locais de saúde. Dessa maneira, propõe-se também criar um senso de compreensão e pertencimento nas trabalhadoras e nos trabalhadores de saúde.
Duas representantes do Ministério da Saúde brasileiro, a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, Grasiela Damasceno de Araújo, e a coordenadora-geral de Saúde da Família e Comunidade, Ana Cláudia Cardozo Chaves, participaram do painel Educação continuada na região das Américas: perspectiva dos países e das organizações profissionais, em tradução livre.
“Não há como fortalecer o Sistema Único de Saúde sem fortalecer quem faz o SUS todos os dias. O Brasil tem trabalhado para que a formação dos profissionais de saúde esteja cada vez mais conectada às necessidades reais dos serviços, dos territórios e da população. Participar deste debate com outros países das Américas também é uma oportunidade de compartilhar a experiência brasileira e avançar em estratégias que transformem conhecimento em melhores práticas de cuidado”, destacou a diretora.
Para Ana Cláudia Cardozo Chaves, a participação do Brasil identificou oportunidades de articulação com as estratégias já existentes no País de educação permanente. “Foi possível avaliar novas agendas de qualificação das equipes e a importância dessa construção para o fortalecimento da educação permanente na atenção primária à saúde (APS) brasileira. Além disso, a interlocução com experiências internacionais foi estratégica em função da complexidade do SUS, que demanda políticas de educação capazes de articular formação, trabalho, território e necessidades específicas da população”, explicou a coordenadora.
Entre os destaques da atividade, a APS foi apresentada como eixo prioritário para a construção dos itinerários formativos, enquanto organizadora da Rede de Atenção em Saúde. Os percursos de formação devem priorizar a equidade como dimensão transversal para dialogar com diferentes perfis de necessidades em saúde e não apenas com as atribuições regulares dos trabalhadores. Nesse sentido, é necessária a reflexão sobre as competências dos profissionais de saúde diante da inteligência artificial, considerando não apenas o domínio de conhecimentos, mas o desenvolvimento da capacidade de análise, pensamento crítico e aplicação em contextos diversos.
Foi apresentada, ainda, a experiência brasileira de formação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, destacando estratégias que aproximam a formação das necessidades dos serviços e dos territórios. Entre as iniciativas compartilhadas estão o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), o Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde (AfirmaSUS), o Programa Nacional de Vivências no SUS, a formação permanente vinculada ao Mais Médicos para a atenção primária, além da expansão das residências em saúde e das estratégias de formação técnica para trabalhadores do SUS. A experiência brasileira reforça uma concepção de educação permanente que parte do cotidiano do trabalho para qualificar práticas, fortalecer as equipes e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.
A oficina Taller de Evaluación de Avances y Desafíos de los Itinerarios Formativos del Campus Virtual de Salud Pública – Aportes al fortalecimiento de la APS ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto e também contou com participantes do México, da Colômbia, do Panamá, do Uruguai, da Argentina, da República Dominicana, de Barbados, do Peru e de El Salvador.
Agnez Pietsch
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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