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Educação

MEC realiza missão à China para tratar de IA na educação

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, entre 11 e 13 de maio, missão oficial à Hangzhou e Xangai, na China, para conhecer os avanços do país nas áreas de inteligência artificial (IA) e transformação digital aplicada à educação. A comitiva da pasta se encontrou com instituições chinesas interessadas em construir soluções em conjunto, a fim de atuar sobre os desafios atuais da educação. 

As atividades acontecem em paralelo à participação do Brasil na quarta edição da Conferência Mundial de Educação Digital (WDEC), realizada também em Hangzhou, que culminou na assinatura de dois memorandos de entendimento entre Brasil e China, um voltado para a cooperação em educação e o outro para a transformação digital e inteligência artificial. 

“Voltamos com memorandos celebrados, mas, sobretudo, com um olhar diferente de como a educação pode ser. A China nos mostrou que a tecnologia, quando bem aplicada, não substitui o professor – ela o libera para fazer o que só o ser humano pode fazer: criar vínculo, despertar curiosidade e captar melhor as dificuldades dos alunos”, explicou o secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Araújo. 

Em visita técnica ao Centro de Tecnologia Educacional de Zhejiang, o secretário informou-se sobre as tecnologias adotadas pela província, que lidera, há mais de nove anos, o índice nacional de digitalização da educação. A região estimula parcerias entre governo, universidades e empresas para o desenvolvimento de tecnologias educacionais. 

11 a 13/05/2026 - Missão à China para tratar de IA na educação.

Araújo também conheceu escolas de diferentes níveis e modalidades da educação básica que têm adotado novas tecnologias para auxiliar professores e alunos em atividades que vão desde exercícios de caligrafia até exercícios de educação física. 

A agenda incluiu, ainda, visita à Universidade de Zhejiang, instituição que se destaca nos principais rankings acadêmicos nacionais e internacionais. De acordo com a instituição, um dos motivos para esse desempenho é o uso das novas tecnologias na gestão universitária, tornando os processos acadêmicos mais ágeis e integrados. 

A instituição tem, atualmente, 34 estudantes brasileiros, o que demonstra a vitalidade do intercâmbio acadêmico entre os países, mas também seu potencial de crescimento. Uma dessas alunas, Amanda Scupinari, mestranda em Economia, afirma que complementaridades estruturais impulsionam as trocas bilaterais entre Brasil e China. 

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“No comércio de bens, a restrição de terras aráveis na China gera sinergia com insumos brasileiros, como a soja, consolidando cadeias produtivas complementares. No plano tecnológico, mais estratégico, o Brasil possui um agronegócio de ponta, ao passo que a China detém expertise avançada em manufatura e avança cada vez mais em inteligência artificial. O intercâmbio entre essas áreas de excelência tem o potencial de promover uma modernização integrada. Mais do que ganhos de eficiência, o estreitamento das relações sino-brasileiras abre caminho para um desenvolvimento econômico mútuo”, defendeu. 

Formação de professores – As visitas aconteceram concomitantes à missão educacional e cultural da delegação de professores medalhistas da Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMbr), ocorrida na última semana, em Xangai. 

“Mais do que a matemática, aprendemos muito com a cultura chinesa […], mais do que a matemática para quê, mas a matemática para quem, para resolver os problemas das crianças, dos mais velhos e da desigualdade”, afirmou Wanessa Trevizan de Lima, professora do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em Suzano. 

A cerimônia de encerramento da missão – realizada no Centro de Formação de Professores sob os auspícios da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – contou com a participação do secretário Evânio Araújo. Posteriormente, a comitiva do MEC se encontrou com o vice-presidente da Universidade Normal de Shanghai, Li Ye, e com o diretor do Unesco-TEC, Zhang Minxuan.

Para tratar da formação de professores, Araújo visitou, ainda, a Universidade Normal do Leste da China (Ecnu), instituição de referência na área, e que mantém acordos com instituições de ensino superior brasileiras. Na ocasião, se reuniu com a diretora do Conselho Universitário, Mei Bing, com o vice-presidente da universidade, Wu Jian, e com os principais diretores da instituição, que apresentaram os principais marcos das reformas curriculares da China, além de novas ferramentas de inteligência artificial para auxiliar os estudantes. 

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Todas as instituições educacionais visitadas têm, em seus quadros, estudantes ou professores do Brasil e demonstraram interesse em ampliar esse número. Os diálogos incluíram a sinalização da oferta de bolsas para os melhores estudantes. 

“O Brasil e a China têm mais a aprender um com o outro do que imaginamos – não apenas no que tange à tecnologia, mas naquilo que a tecnologia não resolve: a formação de quem ensina. Visitamos laboratórios sofisticados, plataformas de inteligência artificial, escolas com recursos impressionantes – e o que ficou foi a certeza de que, em qualquer lugar do mundo, o aprendizado começa e termina na relação entre um professor e um aluno”, disse Araújo. 

Ano Cultural Brasil-China – Este ano marca uma série de iniciativas com o intuito de ampliar a intercompreensão e o intercâmbio entre os dois países. No mês passado, em Pequim, houve o lançamento da tradução em chinês do livro O Povo Brasileiro, escrito por Darcy Ribeiro, antropólogo, educador e ex-ministro da Educação. Por ocasião da visita, o vice-ministro da Educação da China foi presenteado com um exemplar pelo secretário Evânio, que ressaltou a importância da obra para compreender a formação do povo brasileiro. 

Neste mês, também foi anunciada a isenção recíproca de vistos para viagens de até 30 dias. A expectativa é de que a isenção contribua para o aprofundamento do intercâmbio e das relações entre os dois países, inclusive na área educacional. 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Assessoria Internacional e da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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