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Cidades de Goiás passam a integrar pacto nacional e recebem R$ 2,8 milhões para reforço da segurança pública

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Goiânia, 19/5/2026 – O Programa Município Mais Seguro, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), executada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), passou a contar com a participação de três cidades do estado de Goiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia e Formosa. A formalização ocorreu nesta terça-feira (19), na capital goiana, reunindo autoridades locais e federais em ação voltada ao fortalecimento das Guardas Civis Municipais (GCMs).

Com a assinatura dos Termos de Adesão, os três municípios passam a integrar a estratégia nacional de fortalecimento das guardas dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com acesso imediato a cerca de R$ 2,8 milhões em equipamentos de proteção e instrumentos de menor potencial ofensivo.

O diretor substituto do Susp, Marcio Mattos, destacou que o programa amplia a integração entre União e municípios, com investimentos em capacitação, equipamentos e acesso a sistemas estruturantes de dados.

“Muitos municípios já exercem papel estratégico na segurança pública, e o programa reforça essa atuação. Para nós, do Governo Federal, chegar de maneira mais forte e presente nos municípios, com cursos e equipamentos, é mais do que uma obrigação: é um dever sendo cumprido”, afirmou.

Segundo Mattos, o Governo já atua em mais de 60 cidades brasileiras.

O diretor de Gestão e Integração de Informações (DGI), Joaquim Carvalho Filho, ressaltou a importância da tecnologia e da produção de dados qualificados para o fortalecimento das políticas públicas de segurança. Segundo ele, os sistemas disponibilizados pelo Governo Federal permitem maior agilidade no atendimento de ocorrências e contribuem para uma atuação baseada em evidências.

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“A segurança pública também se faz com soluções tecnológicas de ponta e baseada em evidências. São os profissionais que atuam diretamente nas ocorrências que alimentam os sistemas e produzem dados usados na formulação de políticas públicas”, enfatizou.

Carvalho Filho também ressaltou o papel estratégico dos agentes responsáveis pela coleta e alimentação das informações utilizadas na formulação de políticas públicas.

“Estamos aqui para fornecer soluções intuitivas, gratuitas e que tragam maior celeridade ao trabalho durante o atendimento de ocorrência, permitindo um serviço mais qualificado para as guardas municipais”, completou.

O investimento contempla a entrega de 640 armas de incapacitação neuromuscular (taser) e 1.370 espargidores, além de ações nas áreas de gestão, governança, tecnologia, capacitação e valorização profissional. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A escolha dos municípios levou em consideração o porte das corporações. Goiânia, Aparecida de Goiânia e Formosa integram o Grupo 1 do programa, formado por cidades com mais de 200 guardas municipais e efetivos já armados. Juntas, as três corporações somam cerca de 1.900 agentes, responsáveis pela proteção de uma população superior a 2 milhões de pessoas.

O comandante da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, Gustavo Toledo, destacou a importância da parceria com o MJSP para ampliar a capacidade de atuação das forças municipais de segurança. Segundo ele, os investimentos em equipamentos e capacitação representam valorização e melhores condições de trabalho para os agentes.

“A Senasp e o Governo Federal trazem recurso, valorização e dignidade ao trabalho desses profissionais de segurança pública que estão nas ruas todos os dias lidando com os problemas da sociedade e atuando na resolução de conflitos”, disse.

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Toledo ressaltou ainda que os recursos destinados à corporação, incluindo armamentos de menor potencial ofensivo, reforçam a capacidade operacional da Guarda e contribuem para a manutenção dos baixos índices de criminalidade em Goiânia.

“São mais de R$ 2,8 milhões em equipamentos valiosíssimos para quem está na ponta, como taser e spray de pimenta. Esse investimento é fundamental para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais”, explicou.

Capacitação e atendimento aos agentes

Além do reforço material, a iniciativa aposta na qualificação técnica e na atuação preventiva. Entre as primeiras ações previstas estão cursos nacionais voltados ao policiamento comunitário, ao uso diferenciado da força e à atuação da Patrulha Maria da Penha, com foco no atendimento humanizado a mulheres em situação de violência.

Outro eixo do programa é o cuidado com os profissionais de segurança. Por meio do Projeto Escuta Susp, desenvolvido em parceria com universidades federais, os guardas terão acesso a atendimento psicológico on-line e suporte especializado em saúde mental.

A adesão também estabelece um canal permanente de cooperação entre os municípios e o MJSP, inserindo Goiás em um plano nacional que prevê mais de R$ 170 milhões em investimentos. Desse total, R$ 100 milhões serão destinados ao uso qualificado da força, R$ 65 milhões à polícia comunitária e R$ 5,67 milhões às capacitações gerais das guardas municipais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA mensageiro e amplia respostas contra crises sanitárias

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O Ministério da Saúde investiu R$ 210 milhões no desenvolvimento de plataformas de RNA mensageiro (mRNA) no Brasil, uma estratégia para ampliar a capacidade científica, tecnológica e produtiva do país e garantir respostas próprias a emergências sanitárias. A iniciativa reúne três centros nacionais com capacidade para desenvolver vacinas com essa tecnologia — Fiocruz, Instituto Butantan e Centro de Competência em Vacinas da UFMG — e já produz resultados concretos: a Fiocruz vai iniciar os estudos clínicos da primeira vacina desenvolvida integralmente no país com RNA mensageiro.

Esses investimentos fazem parte do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e da redução da dependência de tecnologias externas. Por meio do Novo PAC Saúde, foram destinados R$ 77 milhões à plataforma de RNAm da Fiocruz e R$ 73 milhões ao Butantan, enquanto o Centro de Competência em Vacinas da UFMG recebeu R$ 60 milhões. Os recursos apoiam a infraestrutura de pesquisa e produção, o desenvolvimento de produtos estratégicos para o SUS e a realização de estudos clínicos.

Mais do que viabilizar uma vacina específica, a estratégia cria uma infraestrutura tecnológica nacional capaz de gerar diferentes vacinas e produtos de interesse do SUS. A tecnologia de RNA mensageiro funciona como uma plataforma: as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. Por isso, as estruturas apoiadas pelo Ministério da Saúde também têm potencial para o desenvolvimento de produtos contra doenças como leishmaniose e tuberculose, além de aplicações terapêuticas, inclusive na área de câncer.

A iniciativa integra ainda o Programa Nacional de Inovação Radical, criado pelo Ministério da Saúde para aproximar a pesquisa científica das necessidades do SUS e transformar conhecimento em soluções concretas, como vacinas, medicamentos, diagnósticos e terapias. A política organiza uma carteira de projetos estratégicos e amplia o acesso de pesquisadores e instituições à infraestrutura científica e tecnológica avançada, fortalecendo a articulação entre governo, academia, setor produtivo e parceiros estratégicos.

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“Enquanto tem país que cortou o investimento em RNA mensageiro, rasgou o contrato com empresa, parou pesquisa, o Brasil tem três plataformas, vem avançando e se preparando cada vez mais para o desenvolvimento de vacinas. Temos muito orgulho de que vamos nos apropriar, enquanto país, dessa plataforma tecnológica”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Primeira vacina em testes clínicos

A primeira vacina com RNA Mensageiro é contra a Covid-19 e foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) a partir da plataforma própria de RNAm, cuja planta piloto é a primeira da América Latina com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

“A consolidação dessa plataforma amplia a capacidade nacional de responder a emergências sanitárias, reduz a dependência de tecnologias externas e cria uma base para o desenvolvimento de novos produtos voltados a diferentes desafios do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

O estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliará a vacina como dose de reforço, conforme a estratégia atualmente prevista no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O recrutamento dos voluntários para a primeira fase do estudo está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027.

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A vacina passou por estudos pré-clínicos, que demonstraram eficácia na proteção contra a doença, além de avaliações toxicológicas e estudos de escalonamento. Agora, na Fase 1 dos testes clínicos, serão avaliadas principalmente a segurança e a capacidade de resposta da vacina. Os participantes serão acompanhados durante um ano.

Essa vacina é o primeiro produto desenvolvido na plataforma de RNAm de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Mas o potencial da tecnologia vai além da Covid-19. A tecnologia de RNA mensageiro permite utilizar uma mesma plataforma e modificar as instruções destinadas ao sistema imunológico de acordo com o agente ou doença que se pretende combater.

Butantan e CTV-RNA

Além da Fiocruz, os investimentos do Ministério da Saúde impulsionam uma carteira diversificada de projetos baseados em RNA mensageiro e outras aplicações de RNA. No Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA), estão em desenvolvimento projetos para vacinas contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de soluções terapêuticas inovadoras, como imunoterapia contra o câncer baseada em siRNA, vacinas contra o câncer com antígenos tumorais e uma metodologia para CAR-T baseada em RNA.

No Instituto Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade de desenvolvimento e produção de vacinas de RNA mensageiro, inicialmente voltada à produção de imunizantes contra Covid-19 e Raiva.

O projeto integra uma estratégia de cooperação internacional, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para transformar a plataforma brasileira em um ativo de saúde de alcance global.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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