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Ministério Público do Paraná formaliza acordos para monitorar uso de agrotóxicos em produção hidropônica

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O Ministério Público do Paraná viabilizou, nesta terça-feira (19), a destinação de recursos para um estudo inédito focado na qualificação da produção hidropônica no estado. A iniciativa é fruto da assinatura de dois Acordos de Não Persecução Penal e um Termo de Ajustamento de Conduta com empresas autuadas em inquérito civil conduzido pela instituição.

Os valores serão aplicados em um projeto-piloto que será executado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), com o objetivo de monitorar o uso de agrotóxicos em cultivos hidropônicos na Região Metropolitana de Curitiba. O intuito é monitorar o uso de agrotóxicos neste tipo de cultivo, e assim gerar informações técnicas para aperfeiçoar a produção, orientar agricultores e direcionar políticas públicas.

Em reunião com o Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, Coordenador da Regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), também realizada nesta terça-feira (19), representantes da Tecpar assinaram o contrato de repasse de recursos para o projeto, que em seguida foi encaminhado para assinatura das empresas autuadas. Participaram do encontro, na sede do MPPR, em Curitiba, o Presidente da Tecpar, Eduardo Marafon, o Diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais, Celso Kloss, O Diretor de Tecnologia e Inovação, Lanes Marques, a Gerente de Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente, Alessandra Bispo, e o Gerente de Gestão de Contratos, Rogério de Oliveira.

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MPPR formaliza acordos para monitorar uso de agrotóxicos em produção hidropônica

Reparação de danos

De acordo com o Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, o custeio do projeto por aqueles que anteriormente comercializavam agrotóxicos de forma irregular, representa não só uma resposta pedagógica à prática de ilícitos ambientais, mas também uma forma de reparar os danos causados ao meio ambiente. 

“As mesmas empresas e indivíduos que inseriram no mercado agrotóxicos sem o devido registro e controle agora assumem a responsabilidade financeira de viabilizar o monitoramento rigoroso de resíduos químicos em cultivos hidropônicos. Com isso, uma conduta que antes colocava a saúde da população em risco converte-se numa ferramenta de garantia da qualidade de parcela dos alimentos que estão sendo cultivados na Região Metropolitana de Curitiba”, explicou o Promotor de Justiça.

O projeto

No projeto-piloto, o objetivo é monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos em diferentes espécies vegetais produzidas pelo sistema hidropônico na Região Metropolitana de Curitiba e validar uma tecnologia que possa ser expandida para todo o Paraná. Segundo o Tecpar, atualmente, não existem dados regionais sobre o uso de agrotóxicos na produção hidropônica, e o programa proposto visa suprir essa lacuna.

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Além do monitoramento laboratorial, o projeto prevê a capacitação de agricultores e propõe a criação de um certificado de boas práticas agrícolas na produção hidropônica, permitindo que o consumidor final escolha, com segurança, produtos que respeitam o meio ambiente e a saúde humana.

Hidroponia

A hidroponia é uma técnica de cultivo em uma solução de água com nutrientes, sem a presença de terra, e é considerada uma alternativa sustentável e eficiente à agricultura convencional.

Nesse tipo de cultivo, o uso de agrotóxicos é permitido, mas em quantidade muito menor do que no cultivo convencional em solo. Quando utilizados de maneira correta, os agrotóxicos combatem doenças e ajudam no aumento da produtividade da lavoura. Por outro lado, o uso inadequado pode comprometer a qualidade dos produtos colhidos e oferecer riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Fonte: Ministério Público PR

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Encontro debate integração científica no contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia

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Iniciativa coordenada pela Fundação Araucária, Curitiba sedia nesta terça e quarta-feira (19 e 20) o Encontro de Agências de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Sul da América do Sul, que reúne representantes de instituições de fomento e pesquisa do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai. O objetivo é discutir estratégias conjuntas de cooperação científica, inovação e desenvolvimento sustentável no contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia.

O evento acontece no Campus da Indústria – Fiep e reúne representantes das Fundações de Amparo do Pará (Fapespa), Santa Catarina (Fapesc), do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do Mato Grosso do Sul (Fundect), além de instituições internacionais como o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai (Conacyt), a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação do Uruguai (ANII), a Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Chile (Ania) e o Instituto Politécnico de Bragança.

Segundo o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o acordo entre Mercosul e União Europeia exige, cada vez mais, competitividade, sustentabilidade e inovação dos países do bloco de integração da América do Sul. Ele afirmou que a ciência e tecnologia têm um papel fundamental nesse processo, ajudando a construir soluções e pesquisas que fortaleçam a participação da América do Sul nesse novo cenário internacional.

“O que estamos fazendo aqui é dando início a uma aproximação entre as agências de ciência e tecnologia do Sul do Brasil e dos países do Mercosul, buscando identificar agendas comuns e possibilidades de atuação conjunta”, disse.

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O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, ressaltou o protagonismo do Estado na promoção da integração científica sul-americana. “A Europa já possui uma tradição consolidada de cooperação em ciência e tecnologia e queremos discutir aqui como avançar em trabalho em rede, colaboração e financiamento conjunto na América do Sul em temas de interesse transfronteiriço”, comentou.

A programação inclui apresentações institucionais, debates sobre prontidão tecnológica, oficinas colaborativas e construção de estratégias conjuntas voltadas ao fortalecimento da integração regional em áreas estratégicas como bioeconomia, agroalimentação, sustentabilidade, logística, energia e digitalização produtiva.

“A construção de estratégias regionais exige integração entre os diferentes biomas e realidades da América do Sul e este encontro poderá contribuir para novas agendas cooperativas em bioeconomia, sustentabilidade e inovação regional”, disse o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Marcel do Nascimento Botelho.

AGENDA COMUM – Entre os destaques do encontro está a construção da chamada “Agenda Comum de Curitiba”, documento que deverá consolidar prioridades de pesquisa aplicada, mecanismos de financiamento conjunto e estratégias de compartilhamento de infraestrutura científica entre os países participantes.

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A representante da ANII, Sofia Riobo, destacou que o momento é especialmente importante para fortalecer a cooperação científica regional. “Estamos em um momento em que a cooperação entre as agências da região é fundamental. Esperamos ampliar iniciativas de pesquisa colaborativa em rede com foco em temas relevantes para toda a América do Sul”, afirmou.

O encontro integra a estratégia da Fundação Araucária de fortalecer as chamadas “Rotas de Integração Sul-americanas em CT&I”, proposta voltada à construção de uma integração regional baseada em ciência, tecnologia e inovação, tendo como eixo central o desenvolvimento sustentável e os ativos compartilhados do território sul-americano.

Nesta quarta-feira (20) acontece a assinatura do memorando de entendimento do programa Ganhando o Mundo da Ciência entre a Fundação Araucária e o Conicet, da Argentina, ampliando as ações de internacionalização da ciência paranaense e a cooperação acadêmica entre os países.

“Este programa nos permite integrar jovens em ambientes científicos e tecnológicos, promover intercâmbio e fortalecer a integração entre pessoas e equipes de pesquisa. Para o Conicet, essa parceria com o Paraná é muito importante porque amplia as possibilidades de cooperação em áreas estratégicas e aproxima nossos sistemas científicos em uma agenda comum de desenvolvimento e inovação”, comentou o diretor do Conicet, Walter Sione.

Fonte: Governo PR

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