Brasil
Ministro Luiz Marinho participa da abertura da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou da abertura oficial da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira (19), em Brasília, ao lado do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. O vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, além de outros ministros e autoridades, também estiveram presentes na ocasião.
Em sua fala, o vice-presidente Alckmin ressaltou as ações do Governo do Brasil voltadas aos municípios e destacou a importância desses entes federativos para a implementação de ações de caráter nacional. “A Marcha dos Prefeitos é a marcha do municipalismo e da descentralização em um país que é o quinto maior do mundo. Então, é fundamental descentralizar e fortalecer o governo local, onde as pessoas vivem e onde o governo entende os problemas porque convive com eles e sente suas necessidades”, pontuou.
A XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios acontece de 18 a 21 de maio de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), reunindo gestores públicos de todo o país. Trata-se do maior evento municipalista da América Latina, organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que reúne lideranças públicas para discutir políticas, gestão e desenvolvimento dos municípios brasileiros.
Promovido pela CNM, o evento tradicionalmente reúne milhares de prefeitos, vereadores, secretários e outros gestores municipais. A edição deste ano da Marcha traz, em sua programação, painéis sobre temas desafiadores e de grande relevância para as cidades brasileiras, como federalização climática, segurança pública, saúde, educação e diretrizes para emendas parlamentares.
Brasil
“Estamos reconstruindo o SUS”, destaca ministro Padilha em Assembleia Mundial da OMS
No segundo dia da Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Suíça, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância de reconstruir o Sistema Único de Saúde (SUS), uma realização do governo do Brasil empreendida nos últimos quatro anos. Para ele, nesse período, o sistema conquistou avanços significativos, como o recorde em cirurgias eletivas, a maior cobertura vacinal e a construção de uma rede de serviços e hospitais inteligentes.
Na agenda desta terça-feira (19), o país também voltou a ganhar protagonismo com uma proposta inédita e global para a venda de alimentos ultraprocessados, além de conquistar a certificação da OMS por eliminar a transmissão vertical do HIV.
Em seu discurso, o ministro destacou que o compromisso com a vida, a importância de valorizar a ciência e aumentar os investimentos públicos são iniciativas que impulsionam o setor de saúde. “Sob a liderança do presidente Lula, estamos reconstruindo o SUS. Em 2025, alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, o maior número de equipes de atenção primária da nossa história, recordes de cirurgias eletivas e exames especializados, 42% acima do último ano de negacionismo em nosso país. Além disso, estamos construindo a maior rede pública gratuita de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer e ressuscitamos a farmácia popular”, defendeu o ministro.
Os avanços, segundo o titular da Saúde, também passam por construir serviços a partir de inovações tecnológicas, como a transformação digital do SUS, que já recebeu mais de 6 milhões de atendimentos por telessaúde. Além disso, a pasta projeta levar internet a 100% das unidades básicas e alcançar o índice de 85% das equipes utilizando prontuário eletrônico nacional.
Regulamentação para venda de ultraprocessados
Na Assembleia, o ministro Padilha propôs criar uma regulamentação global para a venda de alimentos ultraprocessados. Inédita no mundo, a proposta do governo do Brasil visa determinar regras que dispõe sobre a publicidade, o monitoramento e a comercialização desses produtos. Na prática, o foco da iniciativa é preservar crianças e adolescentes do acesso a produtos nocivos à saúde, bem como incentivar o consumo de dietas saudáveis e contribuir para reduzir a carga global de doenças crônicas não transmissíveis.
“Nossa proposta chama atenção para práticas que exigem respostas regulatórias urgentes, como a publicidade direcionada, o marketing por influenciadores, os jogos publicitários, a personalização baseada em dados e os conteúdos digitais transfronteiriços”, disse o ministro.
O governo do Brasil espera promover integração entre as nações, a OMS e os especialistas para desenvolver um modelo, com regras especificas, que possa ser votado já no início de 2027, durante a próxima edição da Assembleia Mundial da Saúde. A projeção é estipular sistemas de classificação claros e baseados em evidências para alimentos ultraprocessados.
Eliminação da transmissão vertical do HIV
Na oportunidade, o Brasil também se consolidou como referência global no combate ao HIV. Durante o evento, o ministro Alexandre Padilha recebeu, da OMS, o certificado oficial que reconhece a eliminação da transmissão vertical do HIV no Brasil.
Em dezembro de 2025, o país já tinha recebido outra certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Na ocasião, o Brasil se tornou o único país de dimensão continental a atingir esse marco, resultado do trabalho realizado para ampliar o acesso gratuito à terapia antirretroviral, da alta cobertura de pré-natal e testagem, além de estratégias modernas de prevenção.
O reconhecimento também reflete avanços recentes no enfrentamento ao HIV e à aids no país. Entre 2023 e 2024, o número de mortes por aids caiu 13%, atingindo a menor taxa em mais de 30 anos, impulsionada pela ampliação da testagem, do tratamento precoce e do uso de ferramentas de prevenção como PrEP e PEP.
Brasil na 79ª Assembleia Mundial da Saúde
A Assembleia é o órgão supremo de decisão da Organização Mundial da Saúde. Nesta edição, o evento reúne delegações de mais de 190 países para definir prioridades de saúde global. O ministro cumpre missão oficial na Suíça entre os dias 17 e 20 de maio, com agendas em Genebra para promover o multilateralismo e a justiça climática, além do debate sobre acesso à inovação em saúde e a regulamentação das apostas online como questão de saúde pública.
Além de participar dos debates centrais da Assembleia Mundial da Saúde, a delegação brasileira tem se destacado em painéis temáticos sobre pautas em que o Brasil assume protagonismo internacional, como saúde mental, produção regional de tecnologias em saúde e combate às desigualdades no acesso a tratamentos.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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