Agro
Ministro André de Paula participa de agendas voltadas à exportação e à caprinovinocultura no sertão de Pernambuco
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, cumpre agenda nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE) e Dormentes (PE), no sertão pernambucano. Entre os compromissos estão a abertura da Caravana do Agro Exportador, visitas técnicas ao setor produtivo e participação na Caprishow.
Pela manhã, o ministro participa da abertura da Caravana do Agro Exportador, iniciativa voltada ao fortalecimento das exportações do agronegócio brasileiro. Em seguida, visita o packing house da Fazenda Argofruta, onde será realizado ato simbólico de registro da carga de uvas exportadas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia.
À tarde, André de Paula visita o frigorífico Daterra, no distrito de Rajada (PE), e encerra a agenda na Caprishow, em Dormentes (PE). Na ocasião, irá particidar da cerimônia de inauguração do Pátio de Feiras e Eventos Ervécio Coelho de Macedo e homologação da certificação da raça Berganês.
A Caprishow 2026 reafirma Dormentes como referência nacional da caprinovinocultura, reunindo negócios, inovação e fortalecimento do agronegócio nordestino. A feira também impulsiona a economia regional, com impacto direto na geração de renda, no comércio e na valorização da produção rural.
SERVIÇO:
Ministro André de Paula cumpre agenda em Petrópolis (PE) e Dormentes (PE)
10h00 – Abertura da Caravana do Agro Exportador
Local: Auditório da Valexport – Rodovia BR-235, Km 14, Zona Rural, Petrolina/PE
11h00 – Visita ao packing house da Fazenda Argofruta e ato simbólico de registro da carga de uvas exportadas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia
Local: Fazenda Argofruta – Petrolina/PE
15h00 – Visita ao frigorífico Daterra
Local: Distrito de Rajada, Petrolina/PE
17h00 – Cerimônia na Caprishow
Local: Dormentes/PE
CREDENCIAMENTO: Os profissionais de imprensa interessados em cobrir a agenda deverão enviar solicitação de credenciamento para o e-mail [email protected] até as 15h do dia 21 de maio.
Informações à imprensa
[email protected]
Agro
Proteína animal brasileira enfrenta pressão da Europa por atualização de protocolos sanitários
A proteína animal brasileira voltou ao centro das discussões no comércio internacional diante da necessidade de atualização de protocolos sanitários exigidos pela Europa. O setor produtivo afirma que o Brasil já cumpre as normas sanitárias adotadas pelos mercados mais rigorosos do mundo, mas alerta que a falta de atualização documental pode gerar riscos comerciais para exportadores.
Segundo o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, Edwal Portilho, o desafio atual não está relacionado à qualidade sanitária da produção nacional, mas à necessidade de reforçar a comunicação técnica junto aos órgãos reguladores europeus.
Brasil já atende protocolos sanitários exigidos pela Europa
De acordo com Portilho, o sistema produtivo brasileiro de proteína animal já opera dentro dos padrões internacionais exigidos pelos principais mercados importadores.
“O Brasil já atende a todos os protocolos. A Europa é um dos mercados mais exigentes”, afirmou o presidente da Adial.
A entidade representa cerca de 85% do PIB agroindustrial goiano e acompanha diretamente os impactos das exigências sanitárias sobre as cadeias exportadoras do Centro-Oeste.
O dirigente destacou que os protocolos atualmente adotados por frigoríficos e produtores brasileiros são modernos e seguem critérios rigorosos de controle sanitário, rastreabilidade e segurança alimentar.
Bovinos, aves e suínos concentram preocupação do setor exportador
Entre os segmentos mais sensíveis às exigências europeias estão as cadeias de bovinos, aves e suínos, principais produtos da pauta exportadora brasileira de proteína animal.
Segundo Portilho, os protocolos adotados nessas cadeias já passaram por modernizações importantes ao longo dos últimos anos.
“Tanto o protocolo para bovinos, aves e suínos, que são os produtos mais exportados de proteína animal, já é muito mais moderno”, declarou.
Embora outros produtos como ovos, mel, pescados e derivados também estejam inseridos no debate sanitário internacional, a maior atenção do setor está concentrada nas carnes bovina, suína e de frango devido à relevância econômica dessas cadeias nas exportações brasileiras.
Protocolos apresentados à Europa estariam desatualizados há cerca de 20 anos
Segundo o presidente da Adial, representantes da Frente Parlamentar da Agricultura identificaram, durante visita à Europa, que documentos antigos ainda estariam sendo utilizados como referência pelos reguladores europeus.
“Acontece que foi constatado, até via Frente Parlamentar da Agricultura, numa visita à Europa, que o protocolo apresentado há 20 anos é o mesmo que está lá e não foi renovado”, afirmou.
A avaliação do setor é que o Ministério da Agricultura e Pecuária já está conduzindo o processo de atualização das informações técnicas, demonstrando às autoridades internacionais as práticas atualmente adotadas pela produção brasileira.
Setor espera regularização até setembro para evitar impactos comerciais
A expectativa da cadeia exportadora é que o processo de atualização seja concluído até setembro, evitando qualquer interrupção relevante nas exportações brasileiras de proteína animal.
“Certamente, em setembro já estará tudo sanado para continuidade”, disse Portilho.
Apesar do otimismo, o setor reconhece que eventuais restrições poderiam afetar volumes exportados, preços e a remuneração da cadeia produtiva.
A manutenção de mercados abertos é considerada estratégica diante das oscilações da demanda global e da necessidade de diversificação dos destinos das exportações brasileiras.
Europa, Japão e Estados Unidos seguem como mercados estratégicos
Mesmo sem liderar as compras da carne bovina brasileira, a Europa continua sendo considerada um mercado importante para a valorização da proteína animal nacional.
Portilho também destacou o grau de exigência sanitária de países como Japão e Estados Unidos, considerados referências internacionais em controle de qualidade e segurança alimentar.
“É importante manter esses mercados porque outros mercados também oscilam em suas demandas. A gente tem que estar com o máximo possível de mercado aberto para valorizar nosso produto internamente, para que o produtor e a cadeia possam ser bem remunerados”, afirmou.
Setor defende uso técnico das exigências sanitárias
O presidente da Adial defendeu que medidas sanitárias internacionais sejam aplicadas exclusivamente com base em critérios técnicos e situações sanitárias concretas, sem interferências políticas.
Segundo ele, o Brasil precisa continuar atualizando e comprovando suas práticas sanitárias para evitar questionamentos indevidos sobre a produção nacional.
“Nós temos que estar muito atentos e comprovar realmente o que temos feito, para que medidas como essa não sejam utilizadas por força política, e sim somente quando ocorrer alguma situação sanitária”, afirmou.
Para produtores rurais, frigoríficos e exportadores, o avanço da atualização documental junto aos órgãos reguladores internacionais será decisivo para preservar a previsibilidade das exportações e garantir competitividade à proteína animal brasileira no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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