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Agro

Mercado do milho entra em alerta com riscos climáticos para a safrinha, aponta Itaú BBA

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O mercado brasileiro de milho segue em estado de atenção diante das incertezas climáticas que afetam a segunda safra de 2025/26. De acordo com o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a combinação entre chuvas irregulares, estresse hídrico em importantes regiões produtoras e competitividade reduzida no mercado externo pode impactar a produção nacional e sustentar os preços internos do cereal.

Segundo a análise, abril foi marcado por preços relativamente estáveis em Chicago, enquanto o mercado brasileiro sofreu pressão da ampla oferta da primeira safra. Ainda assim, o clima passou a ganhar protagonismo nas últimas semanas, especialmente em estados estratégicos para a safrinha, como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Clima preocupa e pode reduzir produção da safrinha

O relatório aponta que a produção total de milho no Brasil deve alcançar 138 milhões de toneladas na safra 2025/26, queda de 2% em relação ao ciclo anterior. A principal razão é a revisão negativa para a segunda safra, cuja estimativa foi reduzida para 110 milhões de toneladas devido à piora das condições climáticas.

A consultoria destaca que o desempenho da safrinha ainda depende das chuvas previstas para maio. Caso o clima seco persista nas regiões centrais do país, novas revisões negativas de produtividade poderão ocorrer.

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Além disso, o cenário climático de abril trouxe preocupação para o desenvolvimento das lavouras. Enquanto Mato Grosso manteve condições mais favoráveis, estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais registraram estresse hídrico, elevando os riscos de perdas no potencial produtivo.

Exportações brasileiras de milho devem cair

Outro ponto de destaque do estudo é a revisão das exportações brasileiras de milho para a safra 2025/26. O Itaú BBA reduziu a projeção de embarques de 44 milhões para 40 milhões de toneladas.

Entre os fatores que pressionam a competitividade brasileira estão o avanço da oferta de milho nos Estados Unidos e na Argentina, além da valorização do real frente ao dólar, que reduz a atratividade do produto brasileiro no mercado internacional.

Mesmo com estoques considerados confortáveis no mercado interno, o banco alerta que uma quebra mais intensa na segunda safra pode provocar movimentos de sustentação nos preços domésticos, reduzindo ainda mais o ritmo das exportações.

Demanda interna continua firme

Apesar das pressões sobre os preços em abril, a demanda doméstica segue aquecida, especialmente pelos setores de ração animal e etanol de milho. Esse cenário ajudou a limitar quedas mais acentuadas nas cotações internas.

Em Campinas (SP), a média do milho caiu 4% em abril na comparação com março, fechando em R$ 68 por saca. Já em Chicago, o cereal encerrou o mês com média de US$ 4,52 por bushel, praticamente estável em relação ao mês anterior.

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Safra americana avança com clima favorável

Enquanto o Brasil enfrenta incertezas climáticas, os Estados Unidos apresentam um cenário mais positivo para o milho. O relatório destaca que o plantio norte-americano avança em ritmo acelerado, beneficiado por chuvas regulares e boas condições de solo no Meio-Oeste.

A expectativa é de que o clima favorável continue ao longo de maio, junho e julho, reduzindo os riscos para a produção americana e ampliando a oferta global do cereal.

Mercado seguirá sensível ao clima nas próximas semanas

Na avaliação da Consultoria Agro do Itaú BBA, o comportamento climático nas próximas semanas será decisivo para a definição da safra brasileira de milho. O mercado deve continuar acompanhando de perto o desenvolvimento da safrinha, especialmente nas regiões mais afetadas pela falta de chuvas.

A depender da intensidade das perdas produtivas, os preços internos poderão ganhar sustentação adicional, em um cenário de maior cautela entre produtores, exportadores e consumidores do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cooxupé amplia investimentos em educação, gestão cooperativista e sustentabilidade na cafeicultura

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, Cooxupé, vem ampliando seus investimentos em educação, formação cooperativista e sustentabilidade, consolidando programas voltados ao desenvolvimento técnico e profissional de cooperados, colaboradores e comunidades ligadas à cafeicultura brasileira.

Com iniciativas que envolvem capacitação em gestão, bolsas de estudo, programas acadêmicos e ações de educação ambiental, a cooperativa reforça sua estratégia de fortalecimento do cooperativismo e preparação do setor cafeeiro para os desafios do mercado, da sucessão familiar e da gestão rural.

Nos últimos anos, a Cooxupé intensificou parcerias acadêmicas, programas de qualificação e projetos socioambientais, acompanhando as transformações da cafeicultura e ampliando o acesso ao conhecimento dentro e fora das propriedades rurais.

Programa de formação cooperativista fortalece produtores de café

Entre os principais destaques está o Programa de Desenvolvimento em Gestão e Educação Cooperativista, realizado em parceria com a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) e o Sistema OCEMG/Sescoop-MG.

Em maio deste ano, a cooperativa celebrou a formatura da sétima turma do programa, reunindo 39 cooperados. Desde o início da iniciativa, aproximadamente 250 produtores já concluíram a formação.

O objetivo do projeto é ampliar os conhecimentos em gestão rural, sucessão familiar, administração cooperativista e princípios do cooperativismo, fortalecendo a atuação dos cafeicultores no mercado.

Além das aulas teóricas, os participantes também realizam experiências práticas e visitas técnicas, incluindo atividades em Santos, onde conhecem o Escritório de Exportação da Cooxupé, o Museu do Café e o Porto de Santos, ampliando a compreensão sobre logística, exportação e cadeia global do café.

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Segundo o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a educação é um dos pilares do fortalecimento do cooperativismo no campo.

“Investir em educação e capacitação é fortalecer o cooperado dentro e fora da propriedade. Quando ampliamos o acesso ao conhecimento, contribuímos para uma cafeicultura mais preparada, sustentável e conectada às transformações do mercado”, destacou.

Cooxupé amplia bolsas de estudo e cursos de capacitação

A cooperativa também vem fortalecendo ações de qualificação profissional voltadas aos colaboradores. Em 2025, foram concedidas 90 bolsas de estudo para cursos de graduação, pós-graduação, MBA e idiomas.

Outro destaque é a Plataforma Universidade Corporativa Cooxupé, que disponibilizou 245 cursos na modalidade Educação a Distância (EAD), totalizando 2.854 matrículas ao longo do ano.

A cooperativa também concluiu mais uma turma do MBA em Gestão de Cooperativas, desenvolvido em parceria com a Fundace, participação da Agrocredi e apoio do Sistema OCEMG/SESCOOP.

Ao todo, 46 alunos apresentaram trabalhos de conclusão de curso voltados a temas estratégicos para o setor, incluindo governança corporativa, gestão financeira, tecnologia, custos operacionais e fidelização de cooperados.

Educação ambiental ganha força nas ações ESG da cooperativa

As iniciativas da Cooxupé também avançam na área ambiental, com fortalecimento dos programas ESG e ampliação das ações de conscientização socioambiental.

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A cooperativa vem estruturando um plano de comunicação voltado à sustentabilidade e desenvolvendo projetos ligados à preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e educação ecológica.

Entre os destaques está o Núcleo de Educação Ambiental (NEA), criado em 2013 no município de Guaxupé. O projeto promove capacitação e conscientização ambiental junto a escolas, cooperados e comunidades locais.

As ações abordam temas como preservação de matas ciliares, proteção de recursos hídricos, conservação da fauna silvestre e recuperação ambiental em propriedades rurais.

Além das atividades educativas, o NEA atua na produção e distribuição de mudas nativas utilizadas em projetos de reflorestamento e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A cooperativa também mantém programas como o Minas D’Água e iniciativas alinhadas a certificações internacionais, entre elas Rainforest Alliance, 4C e o Gerações – Protocolo de Sustentabilidade Cooxupé.

Educação e sustentabilidade ganham protagonismo no agronegócio

Com foco em qualificação, sucessão rural e sustentabilidade, a Cooxupé reforça o movimento crescente do agronegócio brasileiro em direção à profissionalização da gestão e à adoção de práticas alinhadas às exigências dos mercados nacional e internacional.

A ampliação dos investimentos em educação e capacitação também fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira, especialmente em um cenário cada vez mais marcado por inovação, rastreabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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