Brasil
Ministério do Turismo destina mais de R$ 45 milhões para festejos juninos em 72 cidades da Paraíba
Os festejos juninos deste ano na Paraíba contarão com mais de R$ 45 milhões do Ministério do Turismo para fortalecer a infraestrutura e a promoção dos eventos. O anúncio recorde contempla 72 cidades do Estado e foi feito pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante visita a João Pessoa (PB) nesta sexta-feira (15).
O investimento integra a estratégia do Governo do Brasil de consolidar celebrações de São João como motores de desenvolvimento das economias regionais e de valorização da cultura nacional. Em 2025, segundo projeções da pasta, eventos de São João movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões no país.
O ministro Gustavo Feliciano destacou que o apoio federal à organização dos festejos na Paraíba busca favorecer a geração de emprego, renda e inclusão social a partir do significativo aumento do fluxo turístico nas regiões contempladas ao longo de todo o período junino.
“Com essa ação histórica, nós reafirmamos o compromisso com avanços econômicos, sociais e culturais na Paraíba e em todo o Nordeste do país. Estamos enfatizando a capacidade desses eventos de valorizar a identidade nacional e movimentar toda a indústria do turismo, levando oportunidades de trabalho e inclusão para aqueles que mais precisam”, declarou Feliciano.
A destinação de recursos aos eventos juninos na Paraíba faz parte dos esforços do Ministério do Turismo para divulgar celebrações juninas e atrair visitantes ao Brasil. Em março deste ano, a pasta e a Embratur promoveram uma ação inédita na Argentina, quando grupos nordestinos se apresentaram em Buenos Aires.
A iniciativa no país vizinho envolveu tradicionais atrações de Campina Grande (PB), Maracanaú (CE), Mossoró (RN), Petrolina (PE) e Caruaru (PE). O objetivo foi expor o potencial dos destinos e estimular a vinda de argentinos ao Brasil em junho, período de baixa chegada deste público ao país.
Desenvolvimento e tradição
Além do impacto financeiro, celebrações de São João desempenham uma função vital na manutenção do patrimônio imaterial brasileiro. Por meio de danças, culinária típica e manifestações populares, as festas fortalecem laços comunitários e garantem que tradições centenárias atravessem gerações, projetando a imagem do Brasil para o mundo.
“Ao investir nas celebrações juninas na Paraíba, o governo do presidente Lula reforça a posição do Estado como das grandes vitrines do Brasil no exterior durante o período de São João. Esses festejos têm um forte potencial de cativar o interesse de turistas estrangeiros, contribuindo para a boa imagem do nosso país perante o mundo”, acrescentou o ministro Gustavo Feliciano.
Apoio a Campina Grande
Os investimentos anunciados pelo ministro do Turismo para os festejos juninos na Paraíba incluem a promoção do São João de Campina Grande, cidade onde Gustavo Feliciano esteve nesta quinta-feira (14). O evento, o maior do gênero no Brasil, com 33 dias de duração, terá início em 3 de junho, envolvendo shows de artistas como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.
No ano passado, foram movimentados, em Campina Grande, mais de R`$ 740 milhões durante o período de celebração, com um público de mais de 3,2 milhões de pessoas. Em 2026, a expectativa é que os festejos injetem mais de R$ 800 milhões na economia local, com a presença de cerca de 3,5 milhões de pessoas.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral
Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).
A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.
“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.
A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.
As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.
Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.
“Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.
Próximos passos
Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.
Comunidades quilombolas
Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.
Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.
Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.
Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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