Agro
Preço do terneiro em SC se estabiliza para machos e fêmeas ganham força nos leilões
Mercado de reposição mantém firmeza em Santa Catarina
Os leilões de terneiros em Santa Catarina registraram estabilidade nos preços dos machos e avanço mais consistente nas cotações das fêmeas, segundo a décima parcial divulgada pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Udesc, com apoio do Sistema Faesc/Senar-SC.
O levantamento considera dados de 64 leilões realizados até 13 de maio e mostra um mercado de reposição ainda aquecido, embora em ritmo mais moderado para os machos após meses consecutivos de valorização.
Machos estabilizam e fêmeas seguem em valorização
A média estadual dos machos ficou em R$ 16,13 por quilo de peso vivo, avanço discreto de R$ 0,01 em relação à semana anterior. O comportamento sinaliza acomodação nas cotações após forte recuperação do mercado pecuário.
Já as fêmeas apresentaram desempenho mais positivo, com valorização de R$ 0,06 e média estadual de R$ 15,54 por quilo.
O movimento reforça a demanda consistente por animais de reposição, especialmente em categorias voltadas à recomposição de plantel e retenção de matrizes.
Planalto Serrano lidera preços do terneiro em SC
O Planalto Serrano segue como a região mais valorizada da pecuária catarinense. Nos 22 leilões contabilizados, os preços médios alcançaram:
- Machos: R$ 16,62/kg
- Fêmeas: R$ 16,29/kg
O desempenho reflete a forte procura por animais padronizados e a tradição regional na produção pecuária de qualidade.
Meio Oeste mantém mercado firme e próximo das máximas
O Meio Oeste catarinense também apresentou forte desempenho nos leilões. Nos 16 eventos realizados, as médias ficaram em:
- Machos: R$ 16,42/kg
- Fêmeas: R$ 15,49/kg
A diferença reduzida em relação ao Planalto Serrano mostra a competitividade da região no mercado estadual de reposição bovina.
Oeste catarinense mantém liquidez e grande volume de negócios
Principal polo pecuário de Santa Catarina em volume de animais comercializados, o Oeste contabilizou 21 leilões na parcial analisada.
As médias registradas foram:
- Machos: R$ 15,39/kg
- Fêmeas: R$ 14,74/kg
Mesmo com valores inferiores aos de outras regiões, o mercado segue com elevada liquidez e forte movimentação comercial.
Norte Catarinense registra preços elevados
O Norte Catarinense participou da parcial com quatro eventos e manteve preços competitivos:
- Machos: R$ 16,33/kg
- Fêmeas: R$ 15,98/kg
Apesar do menor número de leilões, a região apresenta patamares próximos aos das áreas mais valorizadas do estado.
Mercado de reposição segue sustentado pela demanda
A estabilidade dos machos e a valorização das fêmeas indicam um cenário de sustentação no mercado pecuário catarinense, impulsionado pela procura por reposição e pela oferta de animais de melhor padrão genético.
O levantamento integra o programa de extensão “Conexão Udesc e a Produção Animal”, desenvolvido pelo Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
As informações completas estão disponíveis nos canais oficiais do GMG e do Sistema Faesc/Senar-SC.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas
Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história
A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.
O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.
A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.
Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais
Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.
A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.
Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.
Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix
Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.
A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.
A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.
O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.
Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR
Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.
O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.
As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.
Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.
Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários
Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.
Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.
Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.
No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.
Maturação da cana ganha importância estratégica na safra
A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.
No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.
Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.
Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.
Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.
Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético
O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.
Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.
Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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