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Parques nacionais registram recorde de turistas; confira o TOP 10

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O turismo de natureza no Brasil atingiu patamares históricos, com viajantes buscando cada vez mais experiências autênticas e conexão com o meio ambiente. Em 2025, os Parques Nacionais registraram recorde de mais de 11,8 milhões de visitantes, quase um milhão a mais que o registrado em 2024, que foi de 10,9 milhões.

O aumento de 8% na visitação foi impulsionado por um conjunto de destinos que se destacam pela beleza e pela diversidade de atividades oferecidas.

“O viajante de hoje está esgotado da rotina acelerada e das telas. Ele quer experiências autênticas, quer se conectar com a natureza, quer saúde e bem-estar. Os recordes de visitação nos Parques Nacionais provam que preservar a natureza é o melhor caminho para gerar emprego, renda e desenvolvimento para a nossa população”, defende o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Mas, afinal, quais foram os destinos preferidos? Para inspirar o seu próximo roteiro, o Ministério do Turismo preparou o ranking dos mais visitados, revelando as belezas e os atrativos que conquistam o coração de milhões de viajantes. Confira:

1 – Parque Nacional da Tijuca (RJ): Registrando mais de 4,9 milhões de visitantes no ano passado, é o lar da maior floresta urbana replantada do mundo. O parque oferece trilhas, cachoeiras, mirantes panorâmicos e abriga o icônico Cristo Redentor, permitindo caminhadas e escaladas em meio a uma metrópole.

2 – Parque Nacional do Iguaçu (PR): Famoso pela Trilha das Cataratas e pela passarela da Garganta do Diabo, o destino atraiu mais de 2,2 milhões de pessoas em 2025. Os visitantes desfrutam do Macuco Safari, de sobrevoos de helicóptero, de trilhas na mata e da recém-inaugurada rota da Usina São João.

3 – Parque Nacional de Jericoacoara (CE): Mais de 1,3 milhão de visitantes conheceram esse destino paradisíaco consolidado, que é impulsionado por atrativos como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça e os manguezais do Rio Guriú, além de ser uma referência mundial para o kitesurf.

4 – Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE): O coração ecológico do arquipélago atraiu 792 mil turistas, que puderam usufruir da famosa Baía do Sancho e de cenários perfeitos para o mergulho e para o contato com tartarugas e golfinhos.

5 – Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP): Um refúgio de Mata Atlântica que preserva a histórica Trilha do Ouro, cachoeiras exuberantes e uma rica biodiversidade. Em 2025, atraiu mais de 727 mil amantes do ecoturismo.

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6 – Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA): Esse paraíso único, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, deslumbrou mais de 654 mil turistas no ano passado com sua imensidão de dunas de areia branca recortadas por lagoas de águas doces.

7 – Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ): Considerado o trecho de restinga mais bem preservado de todo o Brasil, o local atraiu mais de 335 mil visitantes no ano passado. Além das lagoas, os turistas puderam conferir de perto o refúgio que abriga diversas espécies da fauna e da flora, muitas delas endêmicas ou ameaçadas de extinção.

8 – Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ): Visitado por mais de 330 mil pessoas em 2025, o local é reconhecido como um dos melhores destinos do país para os amantes de esportes de montanha, abrigando a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 quilômetros de percursos para todos os níveis de dificuldade.

9 – Parque Nacional de Ubajara (CE): Situado na Serra da Ibiapaba, o local surpreendeu seus mais de 238 mil turistas com uma paisagem única que mescla elementos da Caatinga e da Mata Atlântica. O grande destaque da unidade é a imponente Gruta de Ubajara, que pode ser acessada por meio de caminhadas acompanhadas por condutores credenciados.

10 – Parque Nacional de Brasília (DF): O coração da capital federal abriga um verdadeiro oásis de Cerrado que convida ao relaxamento. Famoso por suas piscinas de água corrente, o parque atraiu mais de 235 mil pessoas em 2025.

Tendência mundial – A busca por parques nacionais reflete um movimento global no comportamento dos viajantes. A 7ª edição da Revista Tendências do Turismo 2026, lançada pelo Ministério do Turismo, pela Embratur e pela Braztoa, aponta a conexão com a natureza e a busca por saúde e bem-estar como os pilares das viagens atuais.

“O mundo inteiro está redescobrindo o valor do turismo de natureza, e o Brasil tem tudo para liderar esse movimento global. Nós não oferecemos apenas um cenário bonito, oferecemos a biodiversidade mais rica do planeta. Estar alinhado a essa tendência significa transformar o nosso maior patrimônio em desenvolvimento sustentável, mostrando que o futuro do turismo mundial passa, necessariamente, por aqui”, afirma Gustavo Feliciano.

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Ficou curioso para saber o que mais vai movimentar as viagens no próximo ano? Acesse aqui a Revista Tendências do Turismo 2026.

Além dos parques nacionais, outras Unidades de Conservação também se destacaram pela diversidade de experiências oferecidas aos turistas em 2025. Confira alguns desses destinos que vêm impulsionando o turismo de natureza no Brasil:

– APA da Baleia Franca (SC): O grande destaque é a observação de baleias-franca. A área também é muito procurada para caminhadas nas praias.
– Monumento Natural do Rio São Francisco (BA/SE): O local encanta pelos grandiosos cânions e pelos passeios de barco e catamarã pelas águas verdes do “Velho Chico”.
– APA de Fernando de Noronha (PE): Essa Área de Proteção Ambiental permite o convívio direto com vilas charmosas e praias intocadas, integrando a comunidade local e o turismo de base sustentável na ilha.
– Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ): A Resex protege o “Caribe Brasileiro” ao garantir a sustentabilidade da pesca artesanal e, ao mesmo tempo, encantar os turistas com passeios náuticos, praias de areia branca e águas transparentes.

Movimentação econômica – O sucesso da visitação não é apenas de público. A atividade turística nas áreas protegidas gera um impacto econômico direto e significativo em todo o país. Segundo o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo ICMBio, os turistas injetaram R$ 40,7 bilhões em vendas e geraram uma contribuição de R$ 20,3 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Além disso, o setor sustentou mais de 332,5 mil postos de trabalho nacionalmente e gerou R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias locais. O cenário, de acordo com o ministro Gustavo Feliciano, atesta a vocação do Brasil para o turismo sustentável.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação

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Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.   

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.   

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.   

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Cenário internacional   

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.   

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.   

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.   

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Destaque nas Américas   

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.   

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.   

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil. 

Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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