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CATI lança publicações técnicas para fortalecer agricultura sustentável e ampliar renda no campo em São Paulo

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A CATI reforçou seu protagonismo na assistência técnica e extensão rural ao lançar três novas publicações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas paulistas e ao desenvolvimento sustentável no campo. Os materiais técnicos abordam temas estratégicos para o agronegócio, como cacauicultura, conservação da araucária e produção de frutas vermelhas, ampliando o acesso dos produtores rurais à informação qualificada.

A iniciativa fortalece o compromisso histórico da instituição com a geração e difusão de conhecimento técnico aplicado à realidade do campo paulista. Ao longo de sua trajetória, a CATI já produziu mais de mil títulos entre boletins, cartilhas, manuais e documentos técnicos voltados à inovação, produtividade e sustentabilidade agropecuária.

Segundo o diretor da CATI, Ricardo Pereira, os novos materiais reforçam a missão da entidade de aproximar ciência, tecnologia e gestão rural dos produtores.

“Nosso compromisso é levar conhecimento de qualidade ao produtor rural, promovendo inovação com responsabilidade e contribuindo para um desenvolvimento sustentável que beneficie toda a sociedade, gere renda e transforme vidas no campo”, destacou.

Documento técnico destaca expansão sustentável da cacauicultura paulista

Entre os lançamentos está o Documento Técnico 137, intitulado “Cenário Atual da Cacauicultura Paulista e Estratégias para Expansão Sustentável”. A publicação apresenta um panorama atualizado da produção de cacau no estado de São Paulo, destacando o avanço da cultura em regiões tradicionais e em novas áreas agrícolas.

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O estudo evidencia que a cacauicultura paulista vem crescendo apoiada em sistemas produtivos mais tecnificados, sustentáveis e integrados à assistência técnica rural. O material também aponta oportunidades para fortalecimento da cadeia produtiva, desde a produção de mudas até a fabricação de chocolates premium.

Além disso, o documento alerta para desafios relacionados à diversificação genética, adequações regulatórias e necessidade de planejamento estratégico para garantir competitividade e sustentabilidade econômica da atividade.

A publicação busca servir de referência para produtores, técnicos, pesquisadores e gestores públicos interessados no desenvolvimento de uma cacauicultura moderna e sustentável em São Paulo.

CATI reforça integração entre pesquisa, extensão rural e preservação ambiental

Outro destaque é o Documento Técnico 138, “Monitoramento da Polinização da Araucária – Metodologia de coleta, análise de dados e resultados da integração entre extensão rural, pesquisa e educação básica”.

O material aborda estratégias voltadas à conservação da araucária e à valorização do pinhão paulista como alternativa econômica sustentável. A publicação apresenta metodologias de monitoramento, práticas de manejo e ações integradas entre pesquisa científica, extensão rural e educação.

A obra também destaca o potencial do pinhão para geração de renda, conservação ambiental e fortalecimento da agricultura sustentável no estado de São Paulo.

Frutas vermelhas ganham destaque em publicação prática da CATI

Na série “Instruções Práticas”, a CATI lançou ainda o título “Frutas Vermelhas – Cor, Sabor e Saúde”, voltado especialmente aos produtores interessados na diversificação agrícola e agregação de valor à produção.

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A publicação reúne informações técnicas sobre morango, amora, framboesa e mirtilo, destacando propriedades nutricionais, benefícios à saúde e potencial econômico dessas culturas no mercado brasileiro.

Com linguagem acessível e foco prático, o material também apresenta orientações sobre conservação, processamento artesanal e aproveitamento culinário das frutas, incluindo receitas desenvolvidas na Cozinha Experimental da CATI.

A iniciativa integra ações de difusão tecnológica e incentivo à agricultura de maior valor agregado, promovendo geração de renda e alimentação saudável no meio rural.

Publicações técnicas estão disponíveis gratuitamente

As três publicações já estão disponíveis para download gratuito no portal oficial da CATI, ampliando o acesso de produtores rurais, técnicos e estudantes a conteúdos atualizados e alinhados aos desafios do agronegócio brasileiro.

Com os novos lançamentos, a instituição reforça sua atuação estratégica no fortalecimento das cadeias produtivas paulistas e no desenvolvimento de um agro mais eficiente, inovador e sustentável.

Cacauicultura paulistaMonitoramento da Polinização da AraucáriaFrutas Vermelhas – Cor, Sabor e Saúde

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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