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Mercado de terras agrícolas em Santa Catarina dispara em 2025 com força do agronegócio

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O mercado de terras agrícolas em Santa Catarina registrou forte valorização em 2025, impulsionado pelo desempenho robusto do agronegócio estadual, pela expansão das atividades produtivas e pela pressão sobre áreas estratégicas para agricultura e pecuária.

Levantamento realizado pela Epagri/Cepa aponta que os preços variaram significativamente conforme a aptidão produtiva, localização e tipo de uso das propriedades rurais.

As terras de primeira classe, consideradas de maior potencial agrícola, alcançaram os maiores valores do estado. O destaque ficou para o município de Campos Novos, onde o preço médio atingiu R$ 169 mil por hectare.

Já as várzeas sistematizadas, utilizadas principalmente na produção de arroz irrigado, também apresentaram forte valorização. Em Turvo, no Sul catarinense, o valor médio chegou a R$ 164 mil por hectare.

Diferenças regionais moldam mercado de terras em SC

O estudo revela um mercado fundiário altamente diversificado em Santa Catarina, refletindo as particularidades econômicas, ambientais e produtivas de cada região.

Enquanto áreas agrícolas altamente mecanizadas e produtivas lideram os preços, regiões com restrições de uso ou limitações produtivas apresentam valores mais baixos.

Entre os menores preços registrados estão:

  • Terras de segunda classe em Lebon Régis: R$ 38,34 mil/ha;
  • Terras de terceira classe em Calmon: R$ 19,75 mil/ha;
  • Campo nativo em Lages: R$ 19,91 mil/ha;
  • Áreas destinadas à servidão florestal e reserva legal em Otacílio Costa: R$ 10,37 mil/ha.

Segundo a Epagri/Cepa, fatores como aptidão agrícola, legislação ambiental, pressão urbana, turismo rural e presença de cadeias produtivas organizadas ajudam a explicar as diferenças de valorização entre os municípios catarinenses.

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Levantamento da Epagri monitora preços desde 1997

O estudo sobre preços de terras agrícolas é realizado continuamente pela Epagri desde 1997 e se consolidou como uma das principais referências técnicas do mercado fundiário rural em Santa Catarina.

Os dados completos podem ser consultados gratuitamente no Observatório Agro Catarinense, na área temática de Mercado Agropecuário.

O levantamento apresenta valores médios municipais para seis categorias de terras agrícolas e serve de base para políticas públicas, estudos técnicos e planejamento do setor produtivo.

A analista da Epagri, Glaucia de Almeida Padrão, destaca que os números também são utilizados por produtores rurais e administrações municipais em processos declaratórios e avaliações técnicas.

Metodologia considera valor da terra nua

A coleta de informações ocorre entre outubro e janeiro e considera exclusivamente o valor da terra nua, sem incluir benfeitorias.

O trabalho envolve técnicos e agentes de mercado da Epagri/Cepa distribuídos em todas as regiões do estado. As informações são obtidas junto a imobiliárias rurais, cooperativas, sindicatos, cartórios, associações de produtores e órgãos públicos.

De acordo com Glaucia Padrão, cada município e classe de terra conta com pelo menos três fontes consultadas.

“Os dados passam por validação estatística, permitindo identificar preços mínimos, máximos e os valores mais recorrentes em cada município”, explica a analista.

A Epagri ressalta, porém, que os valores divulgados têm caráter referencial e não devem ser utilizados diretamente para negociações imobiliárias ou arbitragens, já que características específicas de cada propriedade podem gerar grandes diferenças de preço.

Agro catarinense impulsiona valorização das propriedades rurais

A valorização das terras acompanha o fortalecimento da agropecuária catarinense nos últimos anos.

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Com sistemas produtivos intensivos e elevada aptidão agrícola, o agronegócio de Santa Catarina vem registrando crescimento consistente. Nos últimos dez anos, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) avançou, em média, 4,3% ao ano em termos reais.

Para 2025, o VPA estadual foi estimado em R$ 74,9 bilhões, crescimento de 15,4% frente ao ano anterior.

A pecuária respondeu por 58% da riqueza gerada no campo catarinense, enquanto os grãos seguem ganhando protagonismo, especialmente nas regiões Oeste e Planalto Norte.

As cadeias de suínos, frangos, leite e soja concentram mais da metade do valor da produção agropecuária estadual.

Soja, arroz e pressão urbana elevam preços das terras

O avanço da soja teve impacto direto na valorização das terras de primeira e segunda classes, principalmente em regiões com agricultura altamente tecnificada.

No litoral catarinense, além do agronegócio, fatores como expansão urbana, atividade industrial e presença portuária também contribuíram para elevar os preços das propriedades rurais.

As terras de terceira classe e áreas de servidão florestal igualmente registraram valorização, influenciadas pela legislação ambiental e pelo crescimento do turismo rural.

Já as várzeas sistematizadas destinadas ao cultivo de arroz foram favorecidas pela valorização do cereal nos últimos anos.

Atualmente, cerca de 60% da área cultivada com arroz em Santa Catarina opera sob sistema de arrendamento, movimento que também influencia a dinâmica do mercado de terras no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Etanol despenca em abril com avanço da safra e pressão da oferta no mercado brasileiro

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O mercado de etanol enfrentou forte pressão em abril, refletindo o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, o aumento da oferta do biocombustível e um ambiente de demanda mais cautelosa. A análise faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que acompanha os principais movimentos das commodities agrícolas e energéticas.

Segundo o levantamento, a entrada mais intensa da nova safra elevou significativamente a disponibilidade de etanol no mercado interno, pressionando as cotações tanto do hidratado quanto do anidro ao longo do mês.

A combinação entre maior moagem de cana, recuperação gradual das usinas após o início da safra e concorrência mais acirrada no mercado de combustíveis contribuiu para o movimento de baixa nos preços.

Avanço da safra amplia oferta de etanol

Com condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras, as usinas aceleraram o ritmo de moagem em abril, ampliando a produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

De acordo com a análise do Itaú BBA, o avanço operacional da safra elevou a oferta disponível no curto prazo, reduzindo a sustentação observada nos preços durante os primeiros meses do ano.

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Além disso, o mercado acompanhou um ambiente de maior competitividade entre os combustíveis, especialmente diante da dinâmica dos preços da gasolina e do comportamento do petróleo no mercado internacional.

Preços do etanol registram forte recuo

O relatório destaca que o etanol hidratado sofreu queda expressiva nas usinas paulistas durante abril, refletindo o aumento da disponibilidade do produto e uma postura mais cautelosa dos compradores.

A pressão sobre os preços também foi intensificada pela necessidade de geração de caixa por parte das usinas no início da safra, elevando o volume ofertado no mercado spot.

Mesmo com o recuo das cotações, o setor segue monitorando fatores que podem trazer maior volatilidade ao mercado nos próximos meses, como o comportamento do petróleo, as políticas de combustíveis e as condições climáticas ao longo da safra brasileira.

Mix entre açúcar e etanol segue no radar do mercado

Outro ponto de atenção destacado pelo Agro Mensal é a estratégia das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e etanol.

Com o mercado internacional do açúcar ainda apresentando níveis atrativos em determinados momentos, parte das unidades pode direcionar maior parcela da cana para a produção do adoçante, limitando uma expansão ainda maior da oferta de etanol.

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Ao mesmo tempo, a demanda doméstica por combustíveis renováveis continua sendo acompanhada de perto, especialmente diante das discussões sobre mistura de biocombustíveis e da evolução do consumo interno.

Cenário deve seguir volátil nos próximos meses

Para os próximos meses, a expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade nos preços do etanol, principalmente em função da evolução da moagem, do ritmo de comercialização das usinas e das oscilações no mercado internacional de energia.

O Itaú BBA ressalta que o comportamento do câmbio, os preços do petróleo e o avanço da safra brasileira continuarão sendo fatores decisivos para a formação das cotações do biocombustível ao longo de 2026.

Apesar da pressão recente, o setor mantém perspectiva de demanda estrutural positiva no médio e longo prazo, sustentada pelo crescimento do mercado de biocombustíveis e pela busca global por fontes de energia mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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