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Brasil

Governo Federal reforça ações para evitar impactos de nova seca na navegação da Amazônia

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Após as secas históricas registradas em 2023 e 2024, o Governo Federal antecipou ações para reduzir os efeitos de uma possível nova estiagem na Amazônia em 2026. As medidas incluem planejamento de dragagens, manutenção hidroviária, reforço da sinalização náutica e avaliação permanente das condições de navegabilidade para evitar prejuízos ao transporte de passageiros, ao abastecimento de cidades e ao fluxo de cargas na região Norte.

Rios como o Amazonas e o Solimões registraram níveis críticos nos últimos anos, comprometendo a navegação e afetando diretamente a mobilidade e o abastecimento de municípios da região. Diante desse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) passaram a estruturar ações permanentes para períodos de seca.

O MPor, por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), prepara o lançamento do Painel de Monitoramento das Hidrovias, ferramenta que permitirá acompanhar, em tempo real, as condições de navegabilidade em diferentes regiões do país. O sistema reunirá dados hidrológicos, informações operacionais e alertas estratégicos para apoiar decisões sobre dragagem, manutenção dos canais e operação logística durante eventos climáticos extremos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a atuação antecipada é fundamental para reduzir impactos sociais e econômicos na Amazônia. “Estamos atuando de forma preventiva para reduzir os impactos de uma possível nova seca na região. Fortalecer o acompanhamento das hidrovias e preparar previamente as ações operacionais é fundamental para garantir abastecimento, mobilidade e segurança à população que depende dos rios no dia a dia”, afirmou.

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Secas históricas e impactos no Norte

As secas registradas em 2023 e 2024 provocaram efeitos diretos no abastecimento e na mobilidade na região Norte. Municípios como Manacapuru, Tabatinga, Itacoatiara e Parintins (todos no Amazonas) registraram níveis críticos dos rios, afetando o transporte de alimentos, medicamentos e água potável, além de comprometer atividades econômicas como pesca e agricultura familiar.

Em Itacoatiara, o Rio Amazonas chegou a atingir 83 centímetros em 2024. Em Parintins, os níveis chegaram a 1,9 metro, menor marca registrada em 49 anos. Além das dificuldades logísticas, a estiagem provocou isolamento de comunidades ribeirinhas e indígenas e aumentou os desafios de abastecimento em municípios dependentes do transporte hidroviário.

Segundo especialistas, eventos climáticos extremos, associados ao aumento da temperatura global e à influência do fenômeno El Niño, têm ampliado os períodos de seca na Amazônia e aumentado os desafios para a navegação na região.

Monitoramento e planejamento

Para ampliar a atuação durante períodos críticos, o MPor e o Dnit vêm reforçando o planejamento das intervenções hidroviárias em pontos considerados estratégicos para a navegação. As ações incluem acompanhamento técnico contínuo das cotas dos rios, definição antecipada de trechos prioritários para dragagem e articulação com operadores logísticos da região Norte.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a atuação preventiva é essencial para reduzir prejuízos à população amazônica. “A Amazônia depende diretamente dos rios para garantir abastecimento, mobilidade e integração regional. Por isso, o governo federal vem atuando de forma preventiva, com acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade e planejamento das ações necessárias para reduzir impactos à população e à logística da região”, afirmou.

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O diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, destacou que a integração de dados e o acompanhamento técnico contínuo devem ampliar a rapidez das respostas operacionais em períodos críticos. “As secas dos últimos anos mostraram a importância de ampliar o acompanhamento técnico das hidrovias e antecipar respostas operacionais. Com maior integração das informações e monitoramento contínuo, será possível identificar pontos críticos com mais rapidez e fortalecer as ações voltadas ao transporte de passageiros, cargas e abastecimento das comunidades amazônicas”, destacou.

De acordo com o diretor do Dnit, Edme Tavares, o governo federal possui atualmente contratos permanentes de manutenção hidroviária, o que amplia a capacidade de atuação em comparação aos anos anteriores. “Hoje temos uma estrutura mais preparada para agir preventivamente. Os contratos em vigor permitem maior planejamento das intervenções necessárias para manter a navegabilidade e reduzir impactos logísticos e sociais na região amazônica”, concluiu.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

MME reforça o papel do planejamento energético para o desenvolvimento da eletromobilidade brasileira

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quarta-feira (13/5), do Congresso Internacional da Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono (Conatre). Durante o encontro, foram destacadas as principais rotas tecnológicas voltadas à mobilidade sustentável, como a eletromobilidade, o hidrogênio e os biocombustíveis.

Representando a Pasta, o diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais, Guilherme Zanetti, ressaltou a importância do planejamento energético para impulsionar o mercado verde e projetar cenários de longo prazo para a eletromobilidade no Brasil.

“O MME trabalha para garantir a evolução da matriz energética brasileira com segurança energética e sustentabilidade. Os instrumentos de planejamento, como o Plano Nacional de Energia 2055, apontam que a descarbonização da indústria será apoiada por um portfólio diversificado de soluções para mitigação de gases de efeito estufa, com destaque para a manutenção da elevada participação da biomassa e para a eletrificação, que juntas poderão representar cerca de 70% do consumo energético industrial em 2055″, destacou.

O diretor destacou ainda como a Política Nacional de Transição Energética (PNTE) fortalece a integração das ações de planejamento e amplia a capacidade do Brasil de expandir sua matriz de forma sustentável, reconhecendo a energia elétrica como insumo básico para o desenvolvimento do país. 

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PDE 2035

Dados do Caderno de Eletromobilidade do Plano Decenal de Energia (PDE) 2035 apontam que a frota de veículos leves eletrificados deverá crescer de maneira exponencial no país, podendo atingir 3,7 milhões de unidades até 2035. Com isso, a demanda de eletricidade associada ao setor poderá saltar de 627 GWh, em 2025, para 7,8 TWh em 2035.

O estudo também destaca o avanço da eletrificação do transporte público. A expectativa é que a frota de ônibus eletrificados alcance 48,5 mil unidades, impulsionada por políticas públicas estaduais e municipais, além dos R$ 7,3 bilhões disponibilizados pela União por meio do Novo PAC. Acesse aqui

O evento reuniu especialistas da indústria, academia e governo para debater inovação e desenvolvimento sustentável no setor de mobilidade.

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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