Paraná
Estado participa de ação que fortalece trilhas de longo curso e turismo comunitário no Litoral
A Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e o Instituto Água e Terra (IAT) participam entre os dias 11 e 16 de maio da “Travessia do Superagui”, evento estratégico de estruturação de trilhas de longo curso no litoral paranaense. Organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ação percorre trajetos na Ilha do Superagui, focando no desenvolvimento sustentável e na preservação da Mata Atlântica.
A atividade reúne gestores públicos e técnicos para vivenciar, na prática, os desafios e oportunidades das trilhas de longo curso.
Para o secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu, a iniciativa reafirma o Paraná como um destino que combina hospitalidade profissional e organização. “Nossa participação reforça o compromisso do Paraná em estruturar produtos turísticos que respeitem o meio ambiente e a experiência do visitante. A organização, segurança e transparência fazem com que o paranaense e os visitantes de fora escolham ficar no Paraná, sabendo que aqui encontrarão um destino profissional, sustentável e, acima de tudo, ético”, afirmou.
De acordo com a diretora de Gestão, Sustentabilidade e Qualificação do Turismo da Setu, Tatiana Nasser, a Secretaria desempenha um papel fundamental na consolidação desses caminhos como produtos turísticos viáveis. “Esse produto que está sendo criado é voltado tanto para o turista quanto para o próprio paranaense. Nossa equipe está acompanhando o processo para garantir que tenhamos profissionais capacitados na gestão dessas rotas”, disse.
A programação incluiu palestras sobre manejo sustentável e oficinas de sinalização e manutenção de trilhas. A coordenadora de Gestão e Sustentabilidade do Turismo da Setu, Alessandra Xavier, explicou que o evento inclui o percurso de travessia para que os gestores possam compreender a experiência real do trilheiro. “É um trabalho direcionado para que quem define as trilhas possa vivenciar a jornada do visitante, do manejo à logística de pernoite”.
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INTEGRAÇÃO E MANEJO AMBIENTAL – A chefe da Divisão de Compensação Ambiental e Uso Público do IAT, Isabel Cristina dos Santos, explica que o objetivo central é a conectividade entre diferentes áreas de preservação. “O IAT faz a gestão de duas unidades de conservação no entorno: o Parque Estadual da Ilha das Cobras e o Parque Estadual da Ilha do Mel e essa capacitação visa promover a estruturação e a conectividade das trilhas de longo curso”, afirmou.
Além da conservação da biodiversidade, o IAT destaca que a estruturação dessas rotas funciona como um vetor de desenvolvimento econômico regional. Através do manejo sustentável e da sinalização adequada, busca-se fortalecer a biodiversidade e a geração de renda das comunidades, envolvendo diretamente os moradores locais na prestação de serviços. “É fundamental que os gestores vivenciem essa experiência na prática”, afirmou Isabel.
TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA E PEABIRU – Um dos pilares da Travessia do Superagui é o fortalecimento do Turismo de Base Comunitária (TBC). O percurso conecta comunidades tradicionais caiçaras, gerando oportunidades de renda por meio de hospedagem, alimentação e serviços de condução, valorizando a cultura local.
O projeto está diretamente alinhado à Rota Turística Caminhos do Peabiru, iniciativa do Governo do Estado que resgata antigos caminhos indígenas para promover a integração regional e a conservação ambiental. “Trabalhamos na consolidação dessas rotas de longo curso como um eixo de desenvolvimento que une cultura, história e natureza”, acrescentou Tatiana Nasser.
CONECTIVIDADE E INFRAESTRUTURA – Além da vivência prática, o evento serviu para diagnosticar necessidades de infraestrutura, como pontos de apoio, comunicação e manejo de resíduos. A integração entre Paraná, São Paulo e Santa Catarina é considerada estratégica para consolidar uma grande rede de trilhas conectadas, transformando a conservação ambiental em um ativo econômico para o Litoral.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Curitiba, MPPR emite recomendação a gestores e responsáveis por Instituições de Longa Permanência de Idosos para coibir maus-tratos e tratamentos indevidos
O Ministério Público do Paraná emitiu recomendação administrativa aos dirigentes e responsáveis técnicos de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) com orientações sobre cuidados que devem ser adotados quanto à utilização de medidas de contenção mecânica (imobilização) em idosos. A recomendação é assinada pelas Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Curitiba e visa preservar os direitos dos idosos e coibir práticas indevidas que comprometam a integridade física e psicológica das pessoas atendidas por essas instituições.
A medida administrativa orienta que as ILPIs não utilizem qualquer forma de contenção como método de disciplina ou punição, nem como substituição de cuidados ou para suprir a ausência dos recursos humanos necessários. O documento lembra ainda que as ILPIs não são unidades de saúde, mas locais destinados ao cuidado e moradia de pessoas idosas, e, também por isso, a utilização de medidas de contenção mecânica devem ser adotadas de forma excepcional, apenas quando comprovada a necessidade, devendo ser adotadas as técnicas adequadas, pelo tempo estritamente necessário. Além disso, a medida recomenda que devem ser promovidas pelos gestores das instituições capacitações periódicas das equipes técnicas e multidisciplinares, abordando os direitos da pessoa idosa, os cuidados não coercitivos, as formas de manejo de comportamentos desafiadores, a comunicação terapêutica e a prevenção de agravos decorrentes do uso de contenção.
As Promotorias de Justiça destacam norma do Conselho Federal de Medicina (Resolução 2.057/2013 – CFM) que estabelece que medidas de contenção física somente devem ser aplicadas mediante justificativa clínica, com obrigatoriedade de registro em prontuário médico, devendo ser previamente autorizadas e supervisionadas.
Caso seja identificado qualquer uso indevido de medidas de contenção em idosos, a ILPI poderá ser alvo de investigação pelo Ministério Público ou pela autoridade policial, que poderá apurar eventual prática dos crimes de tortura, lesão corporal, cárcere privado ou outras condutas ilícitas, sem prejuízo das medidas cabíveis nas esferas cível e administrativa. Nos casos em que ficar comprovada qualquer prática criminosa, os dirigentes e gestores das instituições poderão ser responsabilizados, inclusive por inércia ou omissão, caso não atuem para evitar que os abusos aconteçam.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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