Paraná
Servidor da Sesp já alcançou mais de 1 milhão de jovens com mensagem antidrogas
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) conta com uma unidade executiva exclusiva para a formulação e execução de políticas públicas de enfrentamento ao uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas no estado. O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) atua nos eixos de educação e prevenção, tratamento e reinserção social, essenciais para a efetividade dessas políticas.
Para que a mensagem alcance o maior número possível de paranaenses, as palestras são fundamentais. É nesse contexto que se destaca o servidor da secretaria José Augusto Soavinski. Abnegado, que já ministrou mais de duas mil palestras pelo Paraná desde que ingressou na Sesp, em 2015. E, aos 74 anos, não pretende parar tão cedo.
Soavinski sempre esteve ligado à Igreja Católica e fez do combate às drogas sua missão. Aos 38 anos, foi hospitalizado com um grave quadro de leptospirose e chegou a ouvir que tinha poucas chances de sobrevivência. “Fui desenganado pelos médicos do Hospital Cajuru, em Curitiba”, conta. Durante os três meses de internamento, conheceu dependentes químicos em tratamento, que participavam de orações na capela do hospital.
A partir desse contato, Soavinski diz ter percebido que tinha uma missão, que se tornaria seu propósito de vida. Recuperado e atuante na Pastoral da Sobriedade, passou a se voluntariar na realização de palestras em colégios e reuniões comunitárias de bairros de Curitiba. “Eu xerocava materiais sobre prevenção e usava um retroprojetor que mantinha no porta-malas do meu carro para auxiliar nas palestras”, relembra.
Em 1998, criou um programa na Rádio Capital de Curitiba para difundir a mensagem da sobriedade e alertar sobre os riscos do uso de drogas. Na Rádio Clube, conheceu o apresentador Algaci Tulio e, com ele, produziu peças de teatro com a temática do combate aos entorpecentes. Na emissora, também conheceu o padre Reginaldo Manzotti e o radialista Laércio Men, de quem recebeu incentivo para expandir as palestras. “Senti que precisava percorrer todo o estado”, diz.
As viagens começaram com recursos próprios, provenientes de seu trabalho como economista, e com seu carro, que chegou a rodar 100 mil quilômetros em apenas um ano. “Fazia os contatos com as prefeituras por telefone e visitava os municípios sozinho”, conta. Na época, com o orçamento apertado, contava com a solidariedade de voluntários para custear alimentação e hospedagem.
O servidor estima que, na primeira fase, antes de ingressar na secretaria, realizava cerca de 200 palestras por ano. “Depois, com o aumento da demanda, em 2024 realizei 240 palestras”, afirma. Em cerca de 30 anos de atividade, ele calcula ter alcançado mais de um milhão de jovens com a mensagem de conscientização. O apoio da Igreja Católica sempre foi fundamental. “A Pastoral da Sobriedade foi uma porta que se abriu para as comunidades terapêuticas”, destaca.
Soavinski é um entusiasta das organizações independentes que acolhem pessoas em situação de dependência química. “Atendo o telefone a qualquer hora para conversar, orientar e encaminhar jovens às comunidades terapêuticas”, afirma.
Ele é membro do Rotary Club e também atua em parceria com o Lions Club, que possui capilaridade em todo o estado, contribuindo para a formação de novos multiplicadores de sua mensagem. Soavinski também é técnico em segurança do trabalho e, nessa área, ministra palestras no chamado “chão de fábrica”, voltadas a profissionais em situação de vulnerabilidade.
As palestras sempre foram gratuitas. “Qualquer instituição pode solicitá-las sem custo”, diz. Construtoras, empresas do setor automobilístico e sindicatos estão entre os interessados mais frequentes, por reunirem grande número de trabalhadores, cada um com sua própria trajetória de vida.
Os projetos mantidos pelo Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) também são espaços para as palestras. O programa É Sobre Isso, da Sesp, percorreu 40 escolas de ensino fundamental e médio apenas em 2026. A realidade de muitos lares aparece nesses encontros. “As crianças já têm conhecimento do problema, por casos em casa com pais, irmãos ou vizinhos”, relata o palestrante.
Outro projeto da Sesp, o Vida Nova, leva a conscientização a presídios masculinos e femininos e casas de custódia no Paraná. Ativista antidrogas, Soavinski também fala a caminhoneiros e suas famílias sobre os riscos do uso de drogas nas estradas. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e o Detran Paraná são parceiros na iniciativa.
Soavinski já presidiu o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Bacacheri, em Curitiba. Para ele, os grupos de bairro são fundamentais para disseminar a mensagem de combate às drogas, que também alcança, com o apoio das comunidades, pessoas em situação de rua.
Ele já foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e pelo Movimento Pró-Paraná, além de ter recebido o título de Companheiro Paul Harris, uma das mais altas honrarias do Rotary International.
Para o servidor da Sesp, perceber que os jovens o ouvem e multiplicam a mensagem é recompensador. “Não é técnica, é emoção e motivação”, resume, ao explicar o poder transformador das palestras.
Às famílias, Soavinski deixa um recado direto e profundo sobre a importância do acolhimento nos momentos mais difíceis: “Me ame quando menos mereço, pois é quando eu mais preciso”.
PALESTRAS – O CEPSD disponibiliza palestras gratuitas sobre prevenção ao uso e abuso de drogas para instituições públicas e privadas em todo o Paraná. As solicitações devem ser feitas exclusivamente pelo site www.politicasobredrogas.pr.gov.br e são avaliadas conforme a disponibilidade da equipe. A confirmação ocorre por canais institucionais, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (41) 3313-1646.
CEPSD – O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (CEPSD) é a unidade da Secretaria da Segurança Pública responsável por planejar, coordenar e executar as políticas públicas sobre drogas no Paraná. Alinhado às diretrizes nacionais e internacionais, atua nos eixos de prevenção, tratamento, reinserção social e redução da oferta e da demanda, além de orientar ações nos municípios. A atuação integrada com diferentes setores reforça a efetividade das políticas públicas e a prevenção ao uso e abuso de drogas no Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Bombeiros do Paraná mantêm busca por sobreviventes na força-tarefa na Venezuela
Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela, onde restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada mais favorável para localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas. Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto que devastou o país na última quarta-feira (24), as equipes permanecem mobilizadas em uma operação iniciada após a detecção de indícios da presença de uma vítima com vida em um edifício de oito pavimentos colapsado.
A missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca e resgate. Desde a tarde desta quarta-feira (1º), bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham ao lado de equipes do Equador e da Inglaterra na tentativa de acessar o ponto onde foram identificados sinais compatíveis com a presença de um sobrevivente. Os trabalhos avançaram durante toda a noite e seguiram ao longo desta quinta-feira (02).
“Na data de ontem, as nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício que foi totalmente destruído. Já foram removidos alguns corpos aqui, mas foi detectada vida tanto pela nossa equipe quanto pelas equipes do Equador e da Inglaterra. Esse trabalho começou na tarde de ontem, durou toda a noite, hoje o dia inteiro e deve continuar amanhã”, relatou em vídeo enviado ao comando do CBMPR, em Curitiba, o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.
CORRIDA CONTRA O TEMPO – As operações entram agora na fase mais crítica das buscas. De acordo com protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso de edificações concentram as maiores chances de localização de sobreviventes. Isso ocorre porque algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais — vazios formados entre elementos estruturais da construção —, onde ainda conseguem respirar e aguardar o resgate. Com o passar dos dias, porém, as possibilidades diminuem em razão da desidratação, da falta de alimento e do agravamento das condições no interior dos escombros.
Segundo o tenente-coronel Gabriel, embora a maior parte das vítimas de mais fácil acesso já tenha sido retirada pelas equipes locais, ainda há registros de pessoas sendo encontradas com vida, o que mantém mobilizadas as forças de resgate internacionais
“A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Nesse momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas elas ainda estão sendo encontradas. Ontem foram localizadas mais duas vítimas com vida e nós seguimos nessa corrida. Até completar dez dias do terremoto vamos trabalhar com esforço máximo para tentar localizar pessoas que ainda estejam sob os escombros e retirá-las com vida”, afirma.
MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização da força-tarefa brasileira teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Os militares embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira
Na sexta-feira (26), a equipe embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. Após a chegada ao país, os bombeiros instalaram a base operacional e iniciaram as buscas em campo na manhã de sábado (27). Desde então, permanecem atuando continuamente nas operações de busca e resgate em estruturas colapsadas ao lado de equipes brasileiras e de diversos outros países mobilizados para a resposta ao desastre.
Fonte: Governo PR
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