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Sanepar entrega em Cascavel área revitalizada após obra de desassoreamento do Lago Municipal

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A Sanepar entregou nesta quinta-feira (7) a revitalização de um terreno no bairro Cascavel Velho para a prefeitura da cidade. A área, que recebeu cerca de 22 mil metros cúbicos de lodo provenientes do desassoreamento do Lago Municipal, foi totalmente restaurada e preparada para receber equipamentos públicos que atendam às necessidades da comunidade.

Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, a Sanepar transformou o que era um passivo ambiental em um ativo social. O trabalho incluiu o nivelamento do solo, criação de platôs, plantio de grama, cercamento e construção de calçadas.

Em visita ao local, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, disse que a iniciativa reflete o compromisso social da Companhia. “Estamos entregando para a comunidade uma obra que é fruto dessa grande parceria com a prefeitura. Além do desassoreamento, fizemos todo um trabalho de estabilização e urbanização. Isso demonstra o lado social da Sanepar, transformando o que poderia ser um problema ambiental em um benefício para a sociedade”, afirmou.

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Ele ressaltou ainda que a Sanepar trata a questão como saúde pública: “Tiramos o lodo, revitalizamos o parque onde fica o Lago e aqui, onde o material foi depositado, criamos um espaço seguro que deve ser bem aproveitado por toda a comunidade”.

O prefeito Renato Silva anunciou que o município planeja construir no local um ginásio de esportes, com capacidade para 1.200 pessoas. “Era um problema que tínhamos: tirar esse lodo e achar um lugar adequado. Achamos o local, a Sanepar fez o trabalho técnico de excelência e agora o terreno está restabelecido e com árvores plantadas. É uma relação ganha-ganha para a natureza e para a sociedade”, disse.

O presidente da associação de moradores do bairro, Walmir Severgnini, lembrou que o local era fonte de preocupação para a vizinhança e agora é motivo de orgulho. “No início, nós ficamos um pouco preocupados de como seria essa destinação do lodo, mas acompanhando o passo a passo da obra vimos que foi um trabalho muito bem feito pela Sanepar. Uma área que antes era um local que trazia preocupação para nós, hoje se torna um cartão-postal aqui para o bairro Cascavel Velho”.

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PROCESSO – O material retirado do Lago Municipal (composto basicamente de areia e terra) foi transportado por uma tubulação de 3,5 mil metros de extensão diretamente para o terreno no Cascavel Velho. Após o depósito, a Sanepar fez um rigoroso processo de drenagem para retirar a umidade do material, com monitoramento constante do solo para garantir a estabilidade dos taludes e a segurança da área.

O desassoreamento do Lago, concluído em 2024 após dez meses de trabalho, é fundamental para a preservação e longevidade de um dos principais cartões-postais de Cascavel. Esse cuidado contribui para a saúde da água e a proteção de todo o ecossistema do local.

Fonte: Governo PR

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Estado homologa decreto que permite atendimento célere a Rio Bonito do Iguaçu por mais seis meses

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Seis meses após o tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, o Governo do Estado homologou nesta quinta-feira (7) um novo decreto de estado de calamidade pública para o município. O documento teve como base o parecer da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, com aval da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, e dá lugar ao antigo decreto, que tinha validade de 180 dias.

Válido pelo mesmo período, o novo decreto facilita as contratações para dar continuidade à reconstrução da cidade, que teve 90% de sua área urbana afetada pelo tornado. O documento também permite que o município acesse recursos estaduais e federais para esse trabalho, já que, sozinho, não consegue arcar com todas as despesas.

Além de atender as necessidades do município, o estado de calamidade pública permite a execução de despesas durante o período eleitoral. “A legislação eleitoral traz muitas restrições administrativas à União e ao Estado, que não podem implementar ações que envolvam a transferência de recursos, o que pode limitar a execução de obras no município. A lei eleitoral, porém, não impede o auxílio em situações emergenciais”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.

Segundo o parecer do órgão, mesmo com a mobilização de recursos e a adoção de medidas emergenciais desde a data do desastre, os impactos do evento persistem no município. Ainda há registro de danos em edificações públicas que prestam serviços essenciais e residências danificadas.

O documento diz ainda que há comprometimento dos serviços públicos, especialmente nas áreas de assistência social, educação e atendimento à população, além de prejuízos expressivos nos setores de agricultura, pecuária, comércio, indústria e serviços, com reflexos diretos na economia local. Soma-se a isso a ocorrência de danos ambientais relevantes, como a destruição de vegetação, áreas de preservação permanente e degradação de ecossistemas, além das dificuldades de acesso a algumas comunidades, principalmente na zona rural.

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HISTÓRICO – No dia 7 de novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado com índice F3 na escala Fujita, recebendo essa classificação por conta dos danos e da intensidade dos ventos, que ultrapassaram 250 km/h. O evento atingiu cerca de 90% das residências e prédios comerciais da cidade e provocou cinco mortes.

O Governo do Estado montou uma força-tarefa para dar uma resposta rápida à população da cidade, com ações em diversas áreas. Já foram investidos mais de R$ 60 milhões na cidade. A prefeitura recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para a compra de materiais de construção e aquisição de ônibus escolares e pela Fomento Paraná foram R$ 18,6 milhões para empresas atingidas pelo tornado.

O governo também enviou projetos para a Assembleia Legislativa do Paraná para alterar as regras do Fecap, permitindo o repasse direto de recursos para famílias e empresas afetadas por desastres. O fundo também recebeu um aporte de R$ 50 milhões para auxiliar na reconstrução da cidade.

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O Fecap custeou, por exemplo, o programa Reconstrução, que liberou de R$ 20 mil a R$ 50 mil a mais de 830 famílias que tiveram suas residências destruídas ou danificadas pelo tornado. Esse valor pode ser utilizado na reconstrução das moradias e na compra de materiais de construção. Outra ação é o programa Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias afetadas pelo desastre.

Até maio, o programa destinou R$ 10,9 milhões aos moradores, beneficiando 1.983 famílias: 1.369 receberam seis parcelas, 268 cinco parcelas e 346 quatro parcelas.

As empresas do município que também tiveram perdas materiais vão contar com uma subvenção do Estado por meio do Fecap, que vai destinar R$ 10 milhões a cerca de 300 empreendimentos de diferentes portes do comércio, prestadores de serviços e indústria.

Outras frentes de trabalho envolveram a reconstrução de prédios públicos danificados pelo tornado, como o Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidades básicas de saúde, ginásio, escolas e o centro municipal de educação infantil, além da construção de moradias pré-fabricadas pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) – além das casas entregues, o Estado assinou um convênio de R$ 10,4 milhões com a cidade para a construção de mais 80 moradias.

Fonte: Governo PR

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