Connect with us


Agro

Ministro André de Paula inaugura 98 novas estações automáticas do Inmet no Rio Grande do Sul

Publicado em

O ministro da Agricultura e Pecuária, André Carlos Alves de Paula Filho, inaugurou nesta quinta-feira (7), em Porto Alegre, novas estações meteorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Rio Grande do Sul. Com a iniciativa, o estado passa a contar com 98 estações automáticas que ampliam a capacidade de monitoramento climático, fortalecem as ações de prevenção a eventos extremos e reforçam o suporte à agricultura gaúcha.

A cerimônia contou também com a presença do diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, além de autoridades, técnicos e representantes do setor produtivo. O projeto integra o conjunto de ações do governo federal após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

Durante o evento, o ministro André de Paula destacou que a entrega das novas estações representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo governo federal com o povo gaúcho. “Essas novas estações automáticas vão ser muito importantes tanto do ponto de vista do apoio à segurança civil e às comunidades, quanto, sobretudo, no apoio aos nossos agricultores”, afirmou o ministro.

Segundo André de Paula, a ampliação da rede vai aprimorar a previsão meteorológica e auxiliar o planejamento agrícola. “Os agricultores terão agora dados que permitirão um melhor planejamento das suas safras e a previsão de qualquer incidente climático com antecedência, mitigando os efeitos sobre a agricultura”, ressaltou.

O ministro afirmou ainda que o projeto representa uma transformação histórica no monitoramento meteorológico do estado. “O que nós estamos fazendo aqui divide a história das questões climáticas no Rio Grande do Sul em dois momentos: antes e depois. Nós tínhamos 44 estações antigas e analógicas. Agora elas são automáticas, são 98, e o estado está completamente coberto”, declarou.

A expansão da rede contou com investimento de R$ 12,8 milhões e praticamente dobrou a capacidade de observação meteorológica no território gaúcho. Das 98 unidades, 44 substituíram equipamentos antigos e outras 54 foram instaladas em localidades que antes não contavam com monitoramento.

Leia mais:  Expointer 2023 começa a receber animais e promete quebrar recordes

As estações operam de forma automatizada, com transmissão contínua de dados em tempo real, monitorando variáveis como temperatura do ar, umidade relativa, precipitação, vento, radiação solar, pressão atmosférica e condições do solo.

O diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, ressaltou que a nova estrutura trará mais precisão às previsões meteorológicas e reforçará o apoio ao setor agrícola. “Com isso, a nossa previsão meteorológica para o Rio Grande do Sul terá mais precisão e mais interação com a população. Todas as novas estações têm sensor de temperatura e umidade do solo, o que vai dar previsibilidade sobre as condições do solo e auxiliar diretamente a agricultura”, afirmou.

Segundo o diretor, os dados das novas estações também serão integrados ao Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), auxiliando produtores rurais no planejamento das atividades agrícolas.

Além da modernização da rede, André de Paula destacou investimentos recentes no fortalecimento institucional do Inmet. “Depois de 20 anos, o presidente Lula autorizou concurso para o Inmet. Saímos de 202 servidores para 304, um aumento de 50% no quadro técnico, reoxigenando a instituição”, disse.

Com a nova estrutura, o Rio Grande do Sul passa a figurar entre os estados brasileiros com maior cobertura de estações meteorológicas automáticas, consolidando um novo padrão de monitoramento climático e gestão de riscos no país.

Confira a lista das estações meteorológicas automáticas:

  • Porto Alegre – Jardim Botânico
  • Rio Grande
  • Santa Maria
  • Santo Augusto
  • Canguçu
  • Caçapava Do Sul
  • Rio Pardo
  • Alegrete
  • Bagé
  • Erechim
  • São Borja
  • Quarai
  • Santiago
  • Tramandai
  • Jaguarão
  • Camaquã
  • Passo Fundo
  • Bento Gonçalves
  • Santana Do Livramento
  • Uruguaiana
  • Santa Rosa
  • São Luiz Gonzaga
  • Cruz Alta
  • Frederico Westphalen
  • Palmeira Das Missões
  • São José Dos Ausentes
  • São Gabriel
  • Soledade
  • Lagoa Vermelha
  • Tavares – Farol De Mostardas
  • Vacaria
  • Dom Pedrito
  • Canela
  • São Vicente Do Sul
  • Serafina Corrêa
  • Teutonia
  • Ibiruba
  • Campo Bom
  • Tupancireta
  • Capão Do Leão (Pelotas)
  • Cambara Do Sul
  • Encruzilhada Do Sul
  • Cachoeirinha
  • Garruchos
  • Santa Vitória Do Palmar – Barra Do Chuí
  • Jóia
  • Porto Xavier
  • Ajuricaba
  • Esperança Do Sul
  • Alegrete (Maronna)
  • Barra Do Quaraí
  • Itacurubi
  • Maçambará
  • Dilermando De Aguiar
  • Lavras Do Sul
  • Bom Jesus (Inmet)
  • Bom Jesus – Santo Inácio
  • Casca
  • Muçum
  • Relvado
  • São José Do Ouro
  • Sapucaia Do Sul
  • Parque Eldorado
  • Sertão Santana
  • Charqueadas
  • Minas Do Leão
  • Montenegro
  • Taquari
  • Santa Maria Do Herval
  • Caxias Do Sul – Criúva
  • Caxias Do Sul – Aeroporto
  • Rolante
  • São Francisco De Paula
  • Santana Da Boa Vista
  • Cachoeira Do Sul
  • Pinheiro Machado
  • Porto Alegre – Belem Novo
  • Herval
  • Bagé – Centro
  • Aceguá
  • Santa Vitoria Do Palmar (Reserva Do Taim)
  • Santa Vitoria Do Palmar (Centro)
  • São Lourenço Do Sul
  • Capão Da Canoa
  • Cruz Alta (Centro)
  • Palmares Do Sul
  • Salto Do Jacuí
  • Santo Antonio Da Patrulha
  • Sobradinho
  • Torres-Aeroporto
  • Carazinho
  • Santo Angelo
  • Nonoai
  • Itaqui
  • Mostardas – Bacupari
Leia mais:  Setor orizícola pressiona por medidas para conter queda nos preços do arroz

Todas as estações já estão em operação, com dados meteorológicos disponibilizados ao público em tempo quase real por meio do portal do Inmet. Acesse em: https://portal.inmet.gov.br/

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook

Agro

Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

Published

on

Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

Leia mais:  Expointer 2023 começa a receber animais e promete quebrar recordes

O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

Leia mais:  Entidades começam a discutir crédito, seguro e alívio para dívidas no Plano Safra 2026/2027

Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262