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Projeto de lei prevê viabilizar operação de R$ 1,5 bilhão no BRDE para infraestrutura resiliente no Sul

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (4) à Assembleia Legislativa (Alep) um projeto de lei para viabilizar uma operação de crédito internacional do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A proposta autoriza o Estado a oferecer contragarantia à União em um financiamento de até € 257,12 milhões junto ao Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), valor que corresponde a cerca de R$ 1,5 bilhão atualmente.

Os recursos serão destinados a projetos de infraestrutura resiliente e sustentável na Região Sul, com foco em adaptação climática, modernização da infraestrutura econômica e urbana, manutenção de empregos e apoio ao desenvolvimento local. A operação busca ampliar a capacidade de municípios, empresas e cadeias produtivas de prevenir, resistir e se recuperar de eventos climáticos extremos, como enchentes, enxurradas, vendavais, estiagens e outros desastres naturais.

Na prática, o projeto prevê autorização para que o Estado ofereça uma garantia à União. Essa garantia é uma etapa necessária para que o governo federal possa, por sua vez, garantir a operação externa do BRDE com o banco multilateral. Trata-se de uma estrutura usual em financiamentos internacionais: o AIIB empresta ao BRDE, a União garante a operação e o Estado oferece contragarantia à União.

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Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, a operação reforça o papel do banco como ponte entre recursos internacionais de longo prazo e as necessidades concretas da economia regional. “A adaptação climática deixou de ser uma agenda distante. Ela passou a fazer parte da segurança das cidades, da continuidade dos negócios e da competitividade das cadeias produtivas. Ao estruturar uma operação dessa escala, o BRDE amplia a capacidade do Sul de investir em infraestrutura resiliente e conectada aos desafios do nosso tempo”, afirma.

O financiamento permitirá ao BRDE ampliar a oferta de recursos de longo prazo para projetos ligados à reconstrução, prevenção e adaptação climática. Os recursos poderão apoiar municípios direta ou indiretamente, inclusive por meio de parcerias público-privadas e concessões, além de empresas e outros agentes econômicos.

O diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, explica que a operação junto ao AIIB insere-se também na estratégia de diversificação das fontes de recursos do banco. Até 2019, cerca de 97% da captação do BRDE era advinda do BNDES. Desde então, a instituição ampliou sua rede de fundings, o que acaba por aumentar a segurança operacional, salienta o diretor.

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“O BNDES continua sendo parceiro histórico e essencial, mas hoje o BRDE conta com mais de uma dúzia de alternativas de captação, tanto em instituições nacionais como internacionais, algumas das quais voltadas a objetivos específicos, como inovação e sustentabilidade. Isso também significa mais solidez e qualidade operacionais”, diz. 

A mensagem enviada à Alep destaca que a operação busca responder aos impactos de desastres naturais, cuja frequência e intensidade têm aumentado nos últimos anos, além de fortalecer a capacidade das cidades de manter serviços públicos essenciais e proteger a população diante de eventos extremos.

Se aprovada pelo Poder Legislativo, a autorização permitirá avançar nos trâmites junto à União, à Secretaria do Tesouro Nacional e ao AIIB, viabilizando uma nova fonte de financiamento para obras e investimentos.

Fonte: Governo PR

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Estado investe na infraestrutura hospitalar de Curitiba com foco em obras e atendimento de alta complexidade

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), vem consolidando um pacote histórico de investimentos voltado à expansão, reforma e modernização da infraestrutura hospitalar de Curitiba. Com foco na ampliação de leitos, novos centros cirúrgicos e descentralização do atendimento de alta complexidade, os aportes financeiros fortalecem a rede assistencial da Capital, reduzindo filas de cirurgias eletivas e aumentando a capacidade de prontos-socorros pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora Curitiba possua gestão plena do sistema de saúde, o que significa que o município administra a própria rede assistencial e gerencia o custeio rotineiro dos atendimentos com recursos próprios e repasses fundo a fundo, o Governo do Estado atua como um parceiro estrutural decisivo. São mais de R$ 275 milhões em recursos estaduais repassados pela Sesa nos últimos anos, aplicados ou viabilizados em parceria com complexos públicos, filantrópicos e universitários. Esse valor é referente exclusivamente a obras físicas, novas construções, ampliações e modernização tecnológica, transformando a Capital em um polo de alta complexidade e agilizando o atendimento hospitalar pelo SUS.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, diz que a reestruturação física reflete diretamente na ponta do atendimento. “Investir na infraestrutura de saúde de Curitiba é sinônimo de reduzir filas e salvar vidas. Quando aplicamos recursos na ampliação do Pronto-Socorro do Hospital do Trabalhador, no novo AME Curitiba ou na construção de novas alas pediátricas como o HCzinho e o Pequeno Príncipe, o impacto é direto: o cidadão espera menos tempo por exames e cirurgias”, disse. “O Governo do Estado trabalha para garantir um SUS moderno, ágil e com atendimento digno para toda a população e essa parceria com a Prefeitura de Curitiba é fundamental para isso”, afirmou.

ESPECIALIDADES – Uma das principais frentes de descentralização do atendimento especializado na Capital é a construção do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Curitiba, anexo do Hospital do Idoso. A obra conta com investimento total de R$ 22,5 milhões, sendo R$ 20 milhões do Governo do Estado e R$ 2,5 milhões de contrapartida do município. A nova estrutura com 2.046,12 m² foi projetada para otimizar consultas e exames especializados, agilizando o diagnóstico e o encaminhamento de pacientes de forma integrada à rede de saúde. A nova unidade do AME terá dois pavimentos e contará com 22 consultórios e 19 especialidades médicas.

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COMPLEXO HOSPITALAR DO TRABALHADOR – Um dos maiores pacotes de intervenção ocorreu no Hospital do Trabalhador (HT). A unidade recebeu R$ 26,8 milhões para a ampliação do seu pronto-socorro e a aquisição de equipamentos de ponta. Desse total, R$ 2,5 milhões foram aplicados diretamente nas obras que expandiram o PS em mais de 424 metros quadrados. A intervenção triplicou a capacidade física do local, saltando de uma média de 300 para até 900 atendimentos diários.

Outros R$ 19,3 milhões do pacote contemplam a entrega de sete novas ambulâncias, tomógrafos computadorizados e de impedância elétrica, 350 camas eletrônicas e a criação do Centro de Simulação Realística do Paraná, em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESPP).

Além disso, o HT ganhou um novo Centro Cirúrgico e uma nova enfermaria com 30 leitos. O investimento somou R$ 13,8 milhões, sendo R$ 11,7 milhões para a estrutura cirúrgica e mais R$ 2,1 milhões para a ala de internamento.

Somado a isso, o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) do HT também recebeu R$ 13 milhões em investimentos do Estado. Oferece à população 26 especialidades médicas, contando com um corpo clínico de 85 médicos e 40 residentes, além de uma equipe assistencial com 4 enfermeiros, 10 técnicos de enfermagem e 10 recepcionistas.

Com uma média de 600 pacientes circulando pela unidade diariamente, o AME oferta cuidado, diagnóstico e um percurso terapêutico completo. A estrutura moderna, que inclui 24 consultórios, salas para exames complementares e uma farmácia especializada, foi projetada para atender a crescente demanda por serviços do Sistema Único de Saúde na Região Metropolitana de Curitiba.

Integrado ao complexo em 2019, o Centro de Hospital de Reabilitação (CHR) ganhou o reforço de novos leitos de UTI com uma modernização do espaço e novos equipamentos, ampliando a retaguarda de alta complexidade em Curitiba. Hoje, a unidade faz, em média, 80 mil atendimentos anuais e é referência na reabilitação multiprofissional, cirurgias de alta complexidade e ações voltadas à autonomia e reinserção social de pacientes, com atendimento 100% SUS. Ao lado do CHR também será construído um novo hospital para ampliar o atendimento especializado.

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NOVO HOSPITAL – Na região sul da cidade, a reestruturação da saúde em Curitiba também avança com a assinatura do convênio para a construção de um novo hospital. O Hospital Bairro Novo receberá um investimento massivo de R$ 98 milhões do Estado para a consolidação de sua nova estrutura, junto com mais R$ 2 milhões de contrapartida municipal.

A nova unidade será construída no local onde atualmente funciona o Centro Médico Comunitário Doutor Orlando Greca, que possui 40 leitos de média complexidade e apresenta limitações estruturais. Com aproximadamente 13,6 mil metros quadrados de área construída, o hospital contará com 235 leitos de internação — 195 a mais que a estrutura atual —, sendo 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de quatro salas cirúrgicas.

REFORÇO NA SAÚDE PEDIÁTRICA – A assistência a crianças e adolescentes na Capital conta com três grandes frentes de obras que contam com recursos do tesouro estadual. Para a construção da nova unidade do Hospital Pequeno Príncipe (HPP), o Estado destinará R$ 55 milhões. O novo hospital visa otimizar cirurgias eletivas e ampliar procedimentos de alta complexidade, desafogando a atual estrutura no bairro Água Verde.

Outro aporte, de R$ 20 milhões, foi repassado pelo Governo do Paraná para a primeira fase das obras do Instituto Pediátrico do Hospital de Clínicas da UFPR, o chamado “HCzinho”. Na ala oncológica, o Estado investe R$ 12 milhões para a construção do Hospital Erastinho (primeiro hospital oncopediátrico do Sul do País) e mais R$ 8,1 milhões para a compra de mobiliário e equipamentos.

FILANTROPIA – O Hospital Filantrópico São Vicente recebeu investimentos que passam dos R$ 11 milhões, divididos em etapas. Foram R$ 2,3 milhões para a reforma, construção e implantação do Centro de Especialidades e Quimioterapia em um imóvel na Rua Brigadeiro Franco. Além disso, o Estado garantiu mais de R$ 7 milhões para a modernização do novo Centro de Imagem da instituição, estrutura que promete reduzir o tempo dos exames em até 50%. A modernização geral do hospital recebeu mais R$ 1,9 milhão.

Fonte: Governo PR

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