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Indústria têxtil aposta em capacitação própria para aumentar produtividade e formar especialistas no Brasil

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Capacitação interna ganha protagonismo na indústria têxtil

A busca por produtividade e qualidade tem levado indústrias têxteis a investir cada vez mais na formação de mão de obra qualificada. Em Santa Catarina, responsável por cerca de 26% da produção nacional do setor, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a capacitação técnica se consolidou como um dos principais pilares de competitividade.

Nesse contexto, empresas vêm adotando estratégias próprias de formação profissional para reduzir lacunas do mercado e garantir eficiência operacional.

Educação corporativa impulsiona crescimento industrial

A Incofios, sediada em Indaial (SC), estruturou um modelo de capacitação contínua que integra sua estratégia de crescimento. A empresa passou a investir de forma sistemática na qualificação técnica e comportamental de seus colaboradores, consolidando a educação corporativa como eixo central da gestão.

Segundo a área de Recursos Humanos, o objetivo é preparar profissionais para um ambiente industrial cada vez mais exigente em precisão e conhecimento técnico.

Universidade interna fortalece formação técnica

Para viabilizar essa estratégia, a empresa criou a Unitex, uma universidade corporativa voltada ao desenvolvimento dos colaboradores.

O modelo funciona de forma híbrida, combinando:

  • Treinamentos presenciais em estrutura própria
  • Plataforma de ensino a distância
  • Trilhas de aprendizagem técnicas e comportamentais
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Os conteúdos abrangem áreas como fiação, qualidade, segurança do trabalho e liderança, permitindo formação alinhada às demandas reais da operação.

Treinamento alinhado à operação aumenta eficiência

Na prática, cada colaborador é capacitado de acordo com o equipamento e o processo em que atua. Esse alinhamento reduz variáveis no processo produtivo e contribui para elevar o padrão de qualidade dos fios — fator crítico para o desempenho final dos produtos têxteis.

A estratégia também impacta diretamente a eficiência industrial, ao promover padronização e maior controle das operações.

Meta de crescimento depende de mão de obra qualificada

A formação contínua é considerada essencial para sustentar os planos de expansão da empresa. A projeção é atingir produção de 5 mil toneladas mensais até 2030, meta que depende não apenas de tecnologia, mas da qualificação das equipes.

O investimento em capacitação inclui programas técnicos, desenvolvimento humano e formação de lideranças, reforçando a conexão entre desempenho operacional e conhecimento especializado.

Desenvolvimento de lideranças fortalece cultura organizacional

Além da formação técnica, a empresa mantém iniciativas voltadas à formação de gestores, como o Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL).

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O objetivo é fortalecer uma cultura baseada em:

  • Autonomia operacional
  • Gestão colaborativa
  • Tomada de decisão orientada por dados e técnica

Essa abordagem contribui para maior integração entre equipes e melhoria contínua dos processos.

Estratégia contribui para competitividade do setor

A capacitação interna também dialoga com agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente nas frentes de educação de qualidade e trabalho decente.

Ao formar especialistas dentro da própria operação, a empresa reduz a dependência de mão de obra externa, acelera o aprendizado e contribui para o fortalecimento do polo têxtil do Vale do Itajaí — um dos principais do país.

Formação contínua se consolida como diferencial competitivo

Diante de um mercado cada vez mais exigente, a qualificação profissional deixa de ser apenas um suporte e passa a ser um diferencial estratégico.

A aposta na formação de especialistas dentro da própria indústria reforça a capacidade de inovação, aumenta a produtividade e garante maior competitividade para o setor têxtil brasileiro no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de soja superam 3,4 milhões de toneladas e ritmo deve acelerar

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Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais mostram que o País embarcou cerca de 3,48 milhões de toneladas do grão entre 19 e 25 de abril, com previsão de aceleração para 4,46 milhões de toneladas no intervalo de 26 de abril a 2 de maio.

O desempenho reflete o pico do escoamento da safra e a maior fluidez operacional nos portos. O Porto de Santos concentrou o maior volume, superando 1,4 milhão de toneladas na semana, seguido pelo Porto de Paranaguá, com mais de 400 mil toneladas. No Arco Norte, terminais como Porto de Barcarena e Porto do Itaqui ampliaram participação no escoamento, reforçando a mudança estrutural da matriz logística.

Além da soja em grão, o farelo e o milho também registraram movimentação relevante, indicando maior integração entre cadeias e aproveitamento da capacidade instalada nos principais corredores de exportação.

No consolidado de abril, o volume total embarcado deve variar entre 18 milhões e 20 milhões de toneladas, considerando todos os produtos monitorados pela ANEC. A soja responde pela maior parcela, com cerca de 14,9 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,75 milhões de toneladas. O farelo apresenta recuperação em relação aos meses anteriores, ainda que em volumes menores.

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No acumulado de 2026, o Brasil já ultrapassa 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional. A comparação com 2025 reforça a tendência de crescimento, especialmente no primeiro quadrimestre. Abril, em particular, supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o volume registrado no mesmo mês do ano passado.

A demanda segue concentrada na Ásia. Entre janeiro e março, a China respondeu por aproximadamente 75% das importações de soja brasileira, consolidando-se como principal destino. Na sequência aparecem países como Espanha e Turquia, além de outros mercados asiáticos e do Oriente Médio que vêm ampliando participação. No milho, a pauta é mais diversificada, com destaque para Egito, Vietnã e Irã.

O ritmo das exportações é sustentado por três vetores principais: safra volumosa, demanda internacional aquecida e ganhos logísticos, com maior uso dos portos do Norte e redução relativa da dependência dos corredores tradicionais do Sul e Sudeste. A tendência, segundo o setor, é de manutenção desse patamar nos próximos meses, acompanhando o avanço da comercialização e o fluxo global de grãos.

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Fonte: Pensar Agro

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