Brasil
MME lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, nesta quarta-feira (29/4), a consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O Plano de ação interministerial do Governo do Brasil busca transformar a produção e o consumo de energia nos próximos 30 anos.
O Plante foi elaborado em um processo participativo, com amplo envolvimento do Governo, da sociedade civil e do setor produtivo, envolvendo mais de 40 instituições representadas no Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte).
A secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, destacou que o Plano é fruto do amplo engajamento de diversas partes interessadas e sua construção é baseada em evidências. “Com planejamento como eixo central, o Plante orienta uma transição que contribui para a neutralidade de emissões, amplia o acesso à energia limpa e de qualidade, gera oportunidades e assegura um sistema energético seguro, confiável e resiliente, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
Apresentado em dois volumes: um com diretrizes estratégicas e outro, o “Caderno de Ações”, com as etapas do primeiro ciclo (2026-2029), o plano está estruturado em três pilares temáticos que se apoiam entre si, sistematizando 15 blocos de ação e cerca de 200 iniciativas:
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Pilar 1: Segurança e Resiliência Energética;
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Pilar 2: Justiça Energética, Climática e Ambiental;
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Pilar 3: Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono.
Com horizonte de longo prazo (30 anos), o documento é dividido em ciclos de quatro anos, alinhados ao ciclo típico de políticas públicas. Esses intervalos permitem monitorar ações e avaliar resultados com base nos cenários do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, verificando a aderência ao objetivo final.
Ao final de cada ciclo, será realizada uma revisão para ajuste de rota, com possibilidade de redefinir prazos, incluir novas ações e incorporar fatores como inovações tecnológicas, incertezas geopolíticas e novas tendências. Assim, o ciclo seguinte (2030-2033) será iniciado com planejamento atualizado, baseado nos resultados e ajustes necessários da etapa anterior.
Planejamento energético
O Plante integra a política energética com base nos instrumentos de planejamento já existentes. O Balanço Energético Nacional (BEN) reúne dados anuais; o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) projeta a expansão do setor em 10 anos; e o PNE define cenários e estratégias de longo prazo.
Embora o PNE 2055 apresente cenários com diferentes níveis de ambição climática, todos indicam tecnologias e soluções essenciais para a transição energética. As diferenças entre cenários concentram-se na intensidade de implementação e nas premissas econômicas. O Plante define ações no presente para viabilizar os resultados de longo prazo previstos no PNE 2055.
Política Nacional de Transição Energética
O Plante integra a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), criada em agosto de 2024 por resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), composto por 17 ministérios para promover sinergia entre as políticas governamentais sobre o tema.
O Fonte, também é um fórum consultivo permanente com 87 membros, representando sociedade civil, setor produtivo e governo. O espaço promove diálogo e articulação sobre a transição energética e conta com câmaras técnicas alinhadas aos pilares do Plante.
A consulta pública do plano ficará aberta por 45 dias a partir da publicação e poderá ser acessada nos portais do MME e do Participa + Brasil, permitindo contribuições da sociedade, do setor produtivo e de especialistas.
Confira abaixo o infográfico sobre o Plano.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Senasp fortalece cooperação internacional em agenda do El Paccto 2.0
Brasília, 29/4/26 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realizou, nesta quarta-feira (29), reunião com autoridades internacionais para tratar do programa El Paccto 2.0. A agenda ocorreu na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília (DF).
A pauta incluiu o fortalecimento da cooperação internacional, a integração entre órgãos de segurança e justiça e o alinhamento das ações brasileiras aos eixos do programa, que abrangem cibercrime, corrupção, lavagem de dinheiro, direitos humanos e questões de gênero.
Participaram da reunião representantes das coordenações-gerais de Operações Integradas (CGOI), de Comando e Controle (CGCCO), de Inteligência (CGINT), de Operações de Fronteira (CGRON) e de Combate ao Crime Cibernético (CGCIBER).
Também estiveram presentes o representante da Polícia Judiciária da União Europeia, António José Simões Morais, e o diretor adjunto do programa El Paccto 2.0, Nuno Miguel Lopes Costa, reforçando a parceria entre o Brasil e a União Europeia no enfrentamento ao crime organizado.
O El Paccto
O Programa Europeu de Cooperação contra o Crime Transnacional Organizado, conhecido como El Paccto, integra o Programa Regional de Cooperação Técnica da União Europeia para a América Latina e o Caribe.
Voltado ao tema Segurança e Estado de Direito, o programa busca fortalecer o Estado de direito e a segurança cidadã nos países participantes.
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