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Com operação integrada, Paraná amplia coleta de perfis genéticos em unidades penais

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O Paraná realiza nesta semana uma operação integrada de coleta de material genético em unidades penais, reforçando a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para fins de investigação criminal. A ação iniciou segunda-feira (27) e segue até quinta-feira (30) nas nove regionais do Estado e deve resultar na coleta de cerca de 2.400 amostras, que serão inseridas no BNPG. A iniciativa integra um movimento do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) que reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com o objetivo de fortalecer a atuação nas unidades penais da região Sul. 

“A ampliação do banco de perfis genéticos demonstra o alinhamento entre as forças de segurança e o compromisso do Estado com o aprimoramento dos processos na política penal. Com investimentos em efetivo, estrutura e tecnologia, a iniciativa fortalece a coleta contínua e qualificada, amplia a integração de informações e contribui diretamente para a elucidação de crimes, com rigor técnico e em conformidade com a legislação”, destaca o secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.

A operação é realizada de forma coordenada entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), com apoio dos Centros de Operações Integradas de Segurança Pública (COISP) e estruturas equivalentes nos demais estados envolvidos. A ação também contou com a participação do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCPR), garantindo a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas realizadas.

“A coleta de material genético nas unidades penais, aliada à inclusão desses dados no banco nacional, fortalece a atuação integrada das forças de segurança e qualifica o sistema de justiça criminal. A medida contribui para uma gestão mais estratégica do sistema prisional e atua tanto na resolução de crimes quanto na redução da reincidência, reforçando a confiança nas instituições”, destaca a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.

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A proposta da Codesul estabelece um fluxo contínuo e organizado para a coleta de material biológico, com foco na qualificação dos processos e no aumento da eficiência investigativa.

BANCO NACIONAL — O BNPG concentra dados de DNA de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. A cada nova inclusão, o material é confrontado com os registros já existentes, permitindo identificar suspeitos, estabelecer vínculos entre ocorrências, auxiliar na localização de desaparecidos e avançar na resolução de casos, inclusive os mais antigos.

No contexto nacional, o Banco é composto majoritariamente por categorias relacionadas à persecução penal. De acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), de novembro de 2025, 74% dos registros totais correspondem a referências criminais, totalizando 206.642 cadastros. Outros 14% são oriundos de vestígios, com 38.475 perfis, enquanto cerca de 5% abrange a categoria ligada a pessoas desaparecidas.

No Paraná, o banco estadual contabiliza atualmente 12.809 perfis cadastrados, sendo 9.876 relacionados à identificação criminal. O Estado tem se destacado nacionalmente pelo avanço contínuo na inserção e qualificação desses dados. Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, foram inseridos 4.135 novos perfis na categoria criminal e 4.401 no total geral.

Esse desempenho colocou a PCIPR na segunda posição nacional no ranking do BNPG, em número absoluto de inserções na categoria de identificação criminal, consolidando o Estado como uma das principais referências do país na área.

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“A coleta de DNA de pessoas condenadas permite que esse material seja comparado com vestígios de diferentes cenas de crime ao longo do tempo, o que pode ser decisivo para identificar a autoria e esclarecer casos. Com o avanço da tecnologia e da capacidade operacional, o Paraná se consolidou entre os principais laboratórios do país, reforçando a eficiência das análises e fortalecendo investigações criminais”, afirma o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta. 

Um exemplo prático da importância do BNPG é o caso da menina Rachel Genofre, assassinada em 2008, em Curitiba. A identificação do autor ocorreu em 2019, após a inclusão do perfil genético no banco nacional, coletado durante um mutirão em um presídio paulista. O cruzamento com o vestígio preservado desde a época do crime permitiu chegar ao responsável.

CAPACITAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO — No Estado, a operação foi precedida por uma capacitação técnica realizada pela PCIPR e PPPR, que formou 50 policiais para atuar na coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa teve como foco preparar servidores para atuarem como multiplicadores dentro das unidades prisionais, ampliando a capacidade operacional do Estado e garantindo maior padronização nos procedimentos.

A formação incluiu etapas teóricas e práticas, com treinamento em protocolos de coleta, uso de equipamentos e integração entre as forças de segurança. Com a medida, a Polícia Penal passou a assumir a coleta diretamente nas unidades, enquanto a Polícia Científica mantém o suporte técnico e a inserção dos perfis no banco nacional.

Fonte: Governo PR

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DER/PR vai corrigir erosão e melhorar drenagem de águas em rodovia de Ourizona

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), publicou um edital para realizar obra de correção de erosão e melhorias no sistema de drenagem no km 16 da PR-552 em Ourizona, na região Noroeste. O investimento estimado é de R$ 826.138,34.

Está prevista a implantação de novas caixas de contenção em cada lado do bueiro existente, para controlar o escoamento superficial de água e reter sedimentos, além de novas sarjetas de concreto em ambos os lados da rodovia, bem como novas defensas metálicas.

Para a erosão, classificada como voçoroca, será executado prolongamento do bueiro e uma nova boca de bueiro, descidas de água, dissipador de energia, barreiras com pedra de mão, valetas e outros dispositivos para melhorar a drenagem no local, e recomposição do aterro danificado.

O prazo para execução dos trabalhos será de 90 dias, após contratação e emissão de ordem de serviço.

DISPUTA – A sessão de disputa está marcada para o dia 03 de junho, no portal de compras do governo federal, o Compras.gov.br, com as empresas interessadas devendo realizar propostas de preços cada vez menores, até uma ser declarada a melhor classificada.

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Na sequência ela deverá encaminhar uma planilha de preços atualizada e documentos de habilitação para análise da agente de contratação da Superintendência Regional Noroeste do DER/PR.

Fonte: Governo PR

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