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IAT emite Licença de Operação que autoriza funcionamento da Ponte de Guaratuba e acessos

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O Instituto Água e Terra (IAT) emitiu nesta segunda-feira (27) a Licença de Operação da Ponte de Guaratuba e dos acessos da PR-412 nas duas margens da Baía de Guaratuba, no Litoral do Paraná. A licença foi concedida ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) responsável pela obra, e libera o funcionamento da ponte.

O documento estabelece requisitos básicos e uma série de condicionantes que devem ser atendidos durante a operação do empreendimento, de acordo com o previsto na Lei Estadual 22.252/24 e no Decreto nº 9.541/25. A Licença de Operação é a última etapa do processo de licenciamento ambiental da ponte, emitida após a finalização da obra.

Antes dela, o IAT já tinha liberado a Licença Prévia, prevista na etapa de planejamento, após a aprovação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), elaborado em 2019; e a Licença de Instalação, quando foi autorizado o início das obras, com o cumprimento de uma série de ações previstas nos programas ambientais e no Plano Básico Ambiental, apresentado em abril de 2024.

“O Instituto Água e Terra participou desde o início da obra, com a emissão de três tipos diferentes de licença ambiental. Concluímos o processo com a certeza de que o meio ambiente foi respeitado, que todas as condicionantes foram cumpridas e que essa ponte transformará ainda mais o Litoral do Paraná, promovendo, de fato, o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

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Esta última etapa prevê a continuidade dessas ações durante toda a operação da ponte. As condicionantes incluem, por exemplo, a restrição do tráfego de veículos pesados e a proposição de um programa de recuperação de áreas degradadas, para que os locais que tiveram intervenção retornem às condições próximas às características originais do terreno.

Os resíduos sólidos gerados durante a fase de operação também deverão ser armazenados e destinados de forma ambientalmente correta, como prevê a legislação. Além disso, também estão previstos plano de emergência para eventuais acidentes que possam ocorrer durante a operação.

MONITORAMENTO DA FAUNA – Outra preocupação é em relação à fauna local, com ações específicas de monitoramento de espécies residentes, como o boto-cinza, toninha, tartaruga-verde, mergulhões e guará, e as migratórias, como os pássaros bobo-pequeno e albatroz-de-bico-laranja. Também devem ser monitoradas espécies exóticas e invasoras e dos moluscos incrustados nas estruturas da ponte.

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A licença também prevê uma análise de cenários para comparar o impacto do fim da atividade do ferry boat nos recursos pesqueiros, incluindo a produção de ostras, já que a Baía de Cabaraquara, que fica próxima ao empreendimento, é reconhecida pela qualidade de suas ostras.

Além disso, as condicionantes incluem ainda a apresentação, em até 90 dias, da proposta de conclusão do Programa de Diversificação das Atividades Econômicas Produtivas, voltado aos trabalhadores informais que exerciam atividades no ferry boat, e do Programa de Apoio às Comunidades Tradicionais.

PONTE DE GUARATUBA – Aguardada há mais de 40 anos, a Ponte de Guaratuba será inaugurada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O Governo do Estado investiu cerca de R$ 400 milhões no projeto, que põe fim à travessia por ferry boat na baía, conectando as cidades de Matinhos e Guaratuba.

A ponte conta com mais de 1.240 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Considerando ainda os acessos terrestres nas duas entradas da ponte, a ponte abrange pouco mais de 3 quilômetros.

Fonte: Governo PR

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Com educação digital integrada ao currículo, Paraná se antecipa às diretrizes nacionais

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Com a melhor educação do Brasil, de acordo com o Ideb, o Paraná também sai na frente quando o foco é a educação digital. Desde 2020, na rede estadual de ensino ela já está integrada ao currículo escolar por meio de diversas ferramentas e estratégias, uma diretriz que se antecipa ao novo Plano Nacional de Educação (PNE).

O PNE – assinado na semana passada e que vai vigorar até 2036 – prevê o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação. O avanço atende à Política Nacional de Educação Digital (PNED), que reconhece o tema como direito de todos os estudantes e define diretrizes como inclusão digital, formação docente e uso pedagógico das tecnologias.

A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) já estruturou nos últimos anos um conjunto de políticas e ferramentas que incorporam a tecnologia ao cotidiano escolar, articulando acesso, qualidade e equidade, um dos pilares que orientam o novo plano nacional.

“O Paraná já trabalha desde 2020 com a integração estruturada da tecnologia ao currículo. Não se trata apenas de disponibilizar ferramentas, mas de garantir que elas estejam a serviço da aprendizagem, com programas voltados ao desenvolvimento da leitura, da escrita, do raciocínio matemático, da aprendizagem de idiomas e do pensamento computacional”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Entre as iniciativas em curso, destacam-se recursos que conectam tecnologia ao desenvolvimento de habilidades essenciais, como leitura e escrita. O Leia Paraná, biblioteca digital da rede, amplia o acesso a livros e audiolivros e incentiva o protagonismo dos estudantes na construção de repertório cultural. Em 2025, o programa registrou mais de 1,44 milhão de livros concluídos e mais de 50 milhões de atividades realizadas.

Já o Redação Paraná utiliza inteligência artificial para apoiar a produção textual dos alunos, oferecendo feedback automatizado com base nos critérios do Enem e de vestibulares. A ferramenta permite que o estudante revise seus textos e acompanhe sua evolução ao longo do tempo. O recurso já faz correções mediadas por IA para textos dissertativo-argumentativos no modelo do Enem. Em 2025, mais de 6 milhões de redações foram concluídas, com média de 7,7 textos por aluno.

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Em 2026, a tecnologia foi ampliada para os gêneros conto, crônica e relato, dentro de um modelo que favorece maior objetividade e padronização nas avaliações.

A chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski, destaca que o avanço da educação digital no Estado passa, necessariamente, pela formação docente.

“Até o final de 2025, cerca de 16,7 mil professores concluíram formações relacionadas à educação digital, com temas que vão de pensamento computacional à inteligência artificial. Isso garante que o uso das tecnologias esteja alinhado ao currículo e às práticas pedagógicas visando a melhoria da aprendizagem e a preparação dos estudantes para os desafios impostos pelos contextos educacionais atuais”, explica.

Segundo ela, programas como o Formadores em Ação e a estratégia de professores embaixadores fortalecem a disseminação dessas práticas nas 32 regionais de ensino. Ao mesmo tempo, explica Ane, os recursos digitais são capazes de gerar dados sobre o desempenho dos estudantes, permitindo a identificação, o acompanhamento e o progresso das aprendizagens. A partir desses dados, é possível aprimorar estratégias para potencializar as práticas de ensino.

Outras frentes ampliam essa estratégia ao incorporar a tecnologia em diferentes áreas do conhecimento. O programa Matemática Paraná utiliza o Khanmigo, assistente baseado em inteligência artificial que apoia o desenvolvimento do raciocínio lógico por meio de metodologia socrática, conduzindo o estudante com perguntas e pistas. Entre janeiro e setembro de 2025, o uso da ferramenta alcançou 93,77% dos alunos, com média de 31 interações por estudante e mais de 4,8 milhões de registros.

Já o Inglês Paraná trabalha com trilhas adaptativas que integram listening, speaking, reading e writing, oferecendo atividades personalizadas e ampliando o tempo de contato com o idioma, com acompanhamento contínuo por meio de relatórios de desempenho.

Complementando esse ecossistema, o Programação Paraná incentiva o pensamento computacional desde o Ensino Fundamental, articulando programação, robótica e cultura digital em projetos conectados ao contexto dos alunos e voltados à resolução de problemas.

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Ela ressalta que o conjunto de ações já implementadas coloca o Paraná em um estágio avançado de maturidade na área. “Há uma integração consistente entre currículo, formação docente, avaliação e uso pedagógico das tecnologias a favor da aprendizagem. Isso se reflete tanto no engajamento dos estudantes quanto em indicadores educacionais e na preparação para avaliações nacionais e internacionais, como o PISA”, diz Ane Carolina.

INVESTIGAÇÃO DIGITAL – Essa abordagem também se materializa em programas como o Desafio Paraná, voltado à recomposição e ao fortalecimento das aprendizagens na rede estadual e que atende cerca de 867 mil estudantes. A iniciativa articula metodologias ativas, gamificação, integração entre componentes curriculares, uso pedagógico de tecnologias digitais e a pesquisa como princípio educativo.

Entre essas ações está o Projeto Investigação, que mobiliza estudantes na análise de desafios socioambientais de seus municípios – uma experiência que já resultou em mais de 400 propostas, algumas transformadas em leis municipais.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Attilio Codato, em Cambé, o Projeto Investigação envolveu oito turmas de estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio no ano passado. A iniciativa, voltada à temática da sustentabilidade, integrou disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e Biologia em atividades interdisciplinares mediadas por tecnologias digitais. Com metodologias ativas, os alunos participaram de pesquisas, experimentos, produção de vídeos, podcasts e simulações de telejornais, além de utilizarem recursos digitais para atividades e minissimulados semanais.

Pedagoga da escola, Alessandra Cristina Mazia Bocate acompanhou a implementação da iniciativa. “O Projeto Investigação tem promovido aprendizagens mais significativas, ao integrar teoria e prática e desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe. A tecnologia entra como meio para ampliar essas possibilidades”, relata.

Os resultados incluem maior engajamento dos estudantes, fortalecimento das competências digitais e desenvolvimento de habilidades de pesquisa e resolução de problemas – todas essas aprendizagens que estão alinhadas às demandas contemporâneas.

Fonte: Governo PR

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