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Paraná

1,5 milhão de refeições por dia: novo livro do Fundepar reforça trabalho das merendeiras

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A rede estadual de ensino do Paraná serve cerca de 1,5 milhão de refeições por dia em 2.081 colégios, com base em remessas periódicas de alimentos distribuídas ao longo do ano. O foco é oferecer refeições saudáveis e variadas, conciliando qualidade nutricional.

Para apoiar o trabalho das quase 7,9 mil merendeiras na utilização desses insumos, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) desenvolveu a nova edição do livro digital “Inspirações culinárias – sugestões de receitas para o cardápio padronizado”, publicado desde 2025, que orienta o preparo das refeições a partir dos ingredientes entregues às escolas.

A publicação institucional, disponível no site do Fundepar, foi elaborada como uma ferramenta prática com atualização contínua de receitas, valorizando a cultura alimentar regional e os sabores locais. O material também contempla preparações voltadas a estudantes com restrições alimentares, como veganos e vegetarianos.

Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o livro nasce da rotina das escolas e do trabalho diário das merendeiras, que lidam com o desafio de transformar os insumos disponíveis em refeições nutritivas e atrativas. “Ao sistematizar essas preparações, conseguimos compartilhar soluções práticas, valorizar esse conhecimento e ampliar o acesso a receitas que já funcionam na rede”, comenta.

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O conteúdo reúne receitas com proteína animal, arroz, feijão, saladas, acompanhamentos, lanches, molhos, patês e sobremesas. Entre os destaques estão a panqueca de beterraba e a bisnaguinha de batata-doce, que incentivam o aproveitamento integral dos alimentos.

O material também traz opções vegetarianas, como lasanha de berinjela e suflê de legumes, além de preparações veganas, como quibe com proteína texturizada de soja (PTS). Entre as receitas regionais, destaca-se a cuca de doce de leite. Parte das receitas do livro integra o quadro “Delícias da Escola”, divulgado nas redes sociais do Fundepar.

A publicação também orienta as merendeiras sobre boas práticas de manipulação, incluindo limpeza das áreas de preparo, higiene pessoal, controle de temperatura dos alimentos e armazenamento adequado dos gêneros alimentícios e hortaliças.

“A iniciativa foi elaborada para apoiar as merendeiras da rede estadual, reunindo preparações acessíveis e criativas, alinhadas aos itens encaminhados nessa etapa de distribuição, com o objetivo de facilitar o planejamento e a oferta da alimentação escolar”, explica a chefe da Divisão de Planejamento da Alimentação Escolar do Fundepar, Rosangela Slomski Oliveira.

MANHÃ DE AUTÓGRAFOS – “Tempero da Escola: das merendeiras para sua casa”, outra obra lançada nesta semana, foi produzida por 58 merendeiras de 16 escolas e reúne 32 receitas dos cardápios escolares. Com 50 páginas, o livro teve tiragem de 100 exemplares, destinados à comunidade escolar.

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O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (23), no Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, com uma manhã de autógrafos que reuniu merendeiras autoras das escolas Anita Canet, Costa Viana, Godofredo Machado e Tarsila do Amaral, além do Colégio Estadual Décio Dossi, de Fazenda Rio Grande.

CAPACITAÇÃO CONTINUADA – Quase 2 mil merendeiras da rede estadual participaram, no ano passado, de capacitação presencial voltada ao aprimoramento das boas práticas de manipulação, ao aproveitamento integral dos alimentos e ao preparo de receitas mais atrativas e nutritivas com itens do cardápio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A formação foi realizada em parceria com o Senac-PR, em cozinhas-escola distribuídas em 22 polos, com a participação de uma merendeira por colégio para multiplicarem os conhecimentos nas unidades em que atuam.

Para julho deste ano, a capacitação será ampliada para 24 polos e contará com duas unidades móveis equipadas com cozinha industrial, que atenderão os municípios de Laranjeiras do Sul e Telêmaco Borba. O investimento estadual nas duas capacitações soma cerca de R$ 700 mil.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Atendendo recurso do MPPR, Supremo Tribunal Federal reconhece provas da investigação de homicídios praticados na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba

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Em resposta a Recurso Extraordinário apresentado pelo Ministério Público do Paraná, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade de provas colhidas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão realizadas no curso das investigações sobre crimes ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva Geral do Hospital Evangélico de Curitiba entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013.

A decisão, publicada no dia 30 de agosto último, responde a recurso (agravo) formulado pela Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR e reforma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2025, que havia anulado diversas provas, entre elas, informações constantes em 1.670 prontuários médicos de pessoas que faleceram na UTI da unidade hospitalar no período investigado.

Provas legítimas – A alegação anterior do STJ para não reconhecer a validade das provas era de que as buscas, realizadas com autorização judicial em 2013, teriam violado princípios fundamentais do processo penal, argumento que foi refutado pela recente decisão do STF. “A diligência decorreu de investigação previamente estruturada, respaldada em indícios concretos de autoria e materialidade, e foi delimitada de forma compatível com a natureza do delito investigado, homicídios reiterados, praticados em série, por profissional em posição de controle sobre o ambiente em que ocorreram os óbitos”, concluiu a decisão.

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As provas embasaram diversas denúncias criminais oferecidas pelo Ministério Público do Paraná, que imputou à médica responsável pela UTI e outros profissionais crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.

Investigações – A partir de investigações conduzidas pela autoridade policial, por meio do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) da Polícia Civil do Paraná, ficou demonstrado que os denunciados atuaram para que fossem ministrados sem a devida justificativa terapêutica medicamentos que levaram à morte pelo menos 101 pacientes.

Com a recente decisão do STF, voltam a tramitar diversas ações penais que estavam suspensas por decorrerem de denúncias criminais oferecidas pelo MPPR com base nas provas anteriormente anuladas e que agora foram reconhecidas como legítimas, e assim também vários inquéritos policiais que estavam suspensos por se basearem em prontuários médicos apreendidos naquela operação de busca e apreensão.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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