Agro
CTC inaugura unidade inédita e lança tecnologia de sementes sintéticas para transformar a produção de cana-de-açúcar
CTC inaugura unidade pioneira e inicia nova fase na produção de cana-de-açúcar
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou, em Piracicaba (SP), a primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), estabelecendo um marco para o setor sucroenergético brasileiro.
A estrutura viabiliza a aplicação em escala da tecnologia de sementes sintéticas, que substitui o tradicional plantio por colmos por um sistema mais leve, padronizado e de alta precisão. O projeto recebeu investimentos superiores a R$ 100 milhões e conta com parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
Sementes sintéticas substituem modelo tradicional e aumentam eficiência
A principal inovação apresentada pelo CTC é a introdução das sementes sintéticas, desenvolvidas para modernizar o sistema produtivo da cana-de-açúcar.
A tecnologia substitui o plantio convencional, baseado no uso de grandes volumes de colmos, por um modelo mais eficiente e sustentável. Com isso, o plantio se torna mais simples, preciso e com maior controle de qualidade.
O desenvolvimento dessa solução teve início em 2013 e envolveu cerca de 150 especialistas, com investimento estimado em R$ 1 bilhão até sua fase de lançamento comercial.
Estratégia faz parte da meta de dobrar a produtividade até 2040
A iniciativa integra a estratégia Visão 2040 do CTC, que tem como objetivo dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros sem a necessidade de expansão de área.
A proposta está alinhada à transição energética e à redução das emissões de carbono, fortalecendo o papel do Brasil como protagonista na produção de bioenergia.
Sistema integrado de inovação reúne genética, biotecnologia e dados
O novo modelo produtivo apresentado pelo CTC é baseado em um sistema integrado de quatro frentes tecnológicas:
- Melhoramento genético
- Biotecnologia
- Ciência de dados
- Sementes sintéticas
O melhoramento genético é responsável por gerar variedades mais produtivas, enquanto a biotecnologia atua na proteção contra pragas e doenças. Já a ciência de dados permite maior precisão no manejo agrícola, conectando informações e apoiando a tomada de decisão no campo.
As sementes sintéticas funcionam como o elo que integra todas essas tecnologias, permitindo que os avanços cheguem de forma mais rápida e eficiente à produção.
Plataforma tecnológica amplia produtividade e estabilidade no campo
Entre as soluções desenvolvidas, destaca-se a série CTC Advana, que apresenta produtividade superior em cerca de 10% em comparação às principais referências do mercado, com alta taxa de desempenho em diferentes ambientes.
Na área de biotecnologia, a plataforma VerdPRO2 reforça a proteção contra pragas e plantas daninhas, garantindo maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo.
Além disso, o CTC investe em agronomia digital, com ferramentas como Benchmarking, CTC Sat e soluções baseadas em inteligência artificial, ampliando a capacidade de análise e recomendação no campo.
Unidade de Produção de Sementes conecta pesquisa à escala industrial
A nova UPS foi desenvolvida para transformar pesquisa em aplicação prática em larga escala. Com 10 mil m² de área construída, a unidade possui capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano, com possibilidade de expansão.
O processo produtivo combina ambiente laboratorial controlado com automação industrial, resultando em sementes com alto padrão de sanidade, uniformidade e qualidade.
Novo sistema reduz custos, melhora logística e libera área produtiva
A adoção das sementes sintéticas traz ganhos estruturais relevantes para o setor.
O volume de material necessário para o plantio de um hectare cai de cerca de 16 toneladas de cana para aproximadamente 400 kg de sementes, reduzindo custos logísticos e operacionais.
Outro impacto significativo é a eliminação dos viveiros, o que pode liberar até 5% da área agrícola atualmente utilizada para produção de mudas, equivalente a cerca de 500 mil hectares.
Tecnologia contribui para sustentabilidade e redução de emissões
Além dos ganhos produtivos, a inovação também traz benefícios ambientais. O novo sistema reduz o consumo de diesel, diminui a compactação do solo e contribui para a redução da pegada de carbono da produção.
A tecnologia também reduz riscos de disseminação de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades.
Inovação fortalece competitividade do setor sucroenergético
Com o avanço tecnológico, o setor sucroenergético brasileiro tende a ganhar mais eficiência e competitividade. A ampliação da produtividade e o uso de soluções sustentáveis reforçam o papel do país como líder global em bioenergia.
Além disso, o modelo desenvolvido pelo CTC abre oportunidades para exportação de tecnologia para outros países tropicais, consolidando o Brasil como referência em inovação agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.
Recorde para o mês de maio
Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.
Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.
Exportações seguem sustentando o mercado
O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.
Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.
Competitividade brasileira impulsiona vendas
A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.
O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.
Perspectivas para 2026
Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.
Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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