Agro
BASF amplia portfólio de biológicos ao concluir aquisição da AgBiTech
A BASF Soluções para Agricultura concluiu, em 31 de março de 2026, a aquisição da AgBiTech, empresa especializada em soluções biológicas para controle de pragas. A transação foi finalizada após obtenção de todas as aprovações regulatórias, incluindo a do CADE no Brasil, consolidando a companhia como proprietária total da AgBiTech.
Estratégia global e expansão de portfólio
A aquisição da AgBiTech representa um passo estratégico para acelerar a adoção de soluções biológicas e expandir o portfólio da BASF em mercados-chave, especialmente no Brasil, considerado um dos países mais dinâmicos para este segmento.
De acordo com dados da CropLife Brasil, a área tratada com bioinsumos no país cresceu mais de 28% em 2025, alcançando 194 milhões de hectares, reforçando o potencial do mercado para soluções biológicas inovadoras.
Integração de tecnologias biológicas diferenciadas
Para Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura, a aquisição fortalece a posição da empresa no setor de biológicos:
“Adquirir a AgBiTech complementa nosso portfólio com tecnologias biológicas diferenciadas, contribuindo para o crescimento dos negócios dos nossos clientes e expandindo soluções biológicas nos mercados globais.”
Adriano Vilas-Boas, CEO da AgBiTech, destaca o impacto da parceria:
“O alcance global da BASF e sua expertise agrícola ajudarão a acelerar o impacto de nossas tecnologias, tornando o controle biológico acessível aos agricultores em todo o mundo.”
Expertise e tecnologias da AgBiTech
Fundada em 2000, em Fort Worth, Texas (EUA), a AgBiTech foi pioneira no uso do Nucleopoliedrovírus (NPV) para desenvolver soluções biológicas de controle de insetos, especialmente lagartas, em culturas estratégicas como soja, milho e algodão.
A expertise da AgBiTech agora integra o portfólio da BASF, permitindo escalabilidade global das tecnologias e ampliação do impacto sustentável nos cultivos.
Foco no Brasil e sustentabilidade agrícola
Segundo Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da BASF na América Latina:
“Reforçamos nossa capacidade de oferecer soluções inovadoras, sustentáveis e alinhadas às necessidades reais dos agricultores da região, promovendo eficiência e sustentabilidade em cada etapa do sistema produtivo.”
Para Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF no Brasil, a aquisição representa um avanço estratégico:
“Contar com a tecnologia, conhecimento e equipe da AgBiTech é essencial, especialmente em um mercado que se destaca na adoção de tecnologias para manejo integrado de pragas.”
Perspectivas de crescimento global
Com a conclusão da aquisição, a BASF poderá escalar as soluções biológicas da AgBiTech globalmente, integrando-as ao portfólio de proteção de cultivos da empresa e mantendo um forte foco no cliente. A expectativa é apoiar produtores com soluções eficazes, sustentáveis e inovadoras, fortalecendo o crescimento do mercado de biológicos em todo o mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro
A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.
A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.
Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.
O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.
Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.
Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.
A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.
Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.
A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.
O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.
O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.
Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.
Fonte: Pensar Agro
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