Connect with us


Brasil

Com investimento de R$ 57 milhões, Ministério dos Transportes entrega viaduto em Hortolândia (SP) para garantir segurança sobre linha férrea

Publicado em

Motoristas que passam por Hortolândia (SP) já não precisam mais parar nos trilhos nem enfrentar filas para cruzar a linha férrea. O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou, nesta segunda-feira (13), o viaduto Monsenhor Décio Ravagnani, em Vila Real, Hortolândia (SP). A travessia elevada elimina o cruzamento em nível, melhora a fluidez do tráfego e aumenta a segurança para mais de 30 mil motoristas que circulam diariamente pela região.

“Esse viaduto é mais que uma obra. Era uma demanda antiga da população de Hortolândia e agora representa o objetivo maior do governo, que é cuidar das pessoas, da segurança de cada morador. Resolver conflitos urbanos é fundamental para o desenvolvimento do país, e essa estrutura vai melhorar a vida de quem passa por aqui todos os dias”, afirmou o ministro.

Com investimento de R$ 57 milhões, o novo viaduto conecta a Avenida Santana (Jardim Amanda), a Rua Argolino de Moraes (Centro) e a Avenida São Francisco de Assis (Nova Hortolândia).

O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, avalia que a nova estrutura trará maior eficiência para a operação ferroviária e mais segurança para as pessoas. “Agora, os carros passam por cima da ferrovia, o trânsito pela cidade melhora e o trem não precisa mais reduzir a velocidade. Isso é fundamental tanto para a eficiência do transporte de carga quanto para a qualidade de vida de quem mora em Hortolândia”, completou.

Leia mais:  Ministério da Saúde publica manual para mapeamento de indígenas com deficiências

A percepção de quem vive na região confirma o impacto da obra. Edmilson dos Santos, morador de Hortolândia, comemora a entrega. “Agora temos uma travessia muito mais segura. Já ocorreram muitos acidentes no cruzamento com a linha do trem. Eu mesmo já presenciei. Então, não tenho dúvida do quanto essa entrega é um benefício que a gente precisava e que agora se torna realidade.”

Viaduto Monsenhor Décio Ravagnani

O viaduto, construído pela concessionária Rumo Malha Paulista S.A, tem 385 metros de extensão e 21 metros de largura. São quatro pistas, duas em cada sentido, além de ciclovia e calçada para pedestres. O pacote de intervenções inclui, ainda, rotatórias de acesso e saída e a revitalização da Praça da Igreja Matriz.

“Um único trem equivale a mais de 300 caminhões nas estradas, mas quando ele passa por dentro de uma cidade, são quase dois quilômetros e meio de composição interrompendo o trânsito. Aqui em Hortolândia, as composições bloqueavam as passagens por aproximadamente três horas por dia. Com esse viaduto, essas três horas são devolvidas à população mais qualidade de vida para toda a comunidade”, destacou o CEO da Rumo, Pedro Palma.

Leia mais:  Cooperação entre o MJSP e as Polícias Civis de GO e de SP bloqueia quase R$ 3,5 milhões em bitcoins na Operação Cripto Car

Próximas etapas

O projeto de obras completo também compreende a construção futura de um muro paralelo à linha férrea e impede a travessia pela linha do trem. Outra etapa posterior será o prolongamento da rua Sebastião de Paula (Centro Pastoral Dom Bruno Gamberini) até a avenida Amélia Basso Breda (rua da feira), passando por baixo do novo viaduto.

Obras em São Paulo

Em 2025, o Ministério dos Transportes destravou obras históricas em São Paulo, onde se concentram alguns dos mais importantes corredores logísticos do Brasil. Em setembro, a pasta inaugurou o Viaduto Papa Francisco, em Aparecida (SP), que, assim como em Hortolândia, eliminou o cruzamento entre veículos e a linha férrea. O resultado foi mais segurança viária com benefícios diretos para moradores e para os cerca de 150 mil romeiros que visitam anualmente o Santuário Nacional.

As obras da Via Dutra também são destaques na metrópole. Com um investimento previsto de R$ 36,04 bilhões na concessão da BR-116/101/RJ/SP, a rodovia passa por modernização, duplicação e ampliação de capacidade.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

Comentários Facebook

Brasil

Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários

Published

on

O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco. 

Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região 

“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos. 

Leia mais:  Ministério da Saúde publica manual para mapeamento de indígenas com deficiências

Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis. 

A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território. 

El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil 

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. 

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas. 

Leia mais:  MTE amplia qualificação profissional e avança na expansão da Casa do Trabalhador em Pernambuco

No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde. 

Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude. 

Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso. 

Amanda Milan
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262