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Certificações impulsionam vendas de café e aumentam recompra no Brasil

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Mercado de café cresce e exige diferenciação das marcas

Com a expansão do mercado brasileiro de café, as empresas do setor têm buscado novas estratégias para se destacar em meio à forte concorrência. Dados da plataforma EmpresAqui apontam a existência de 38.548 negócios ligados ao segmento no país, reforçando o alto consumo e a competitividade do produto.

Diante desse cenário, diferenciais como design de embalagem, posicionamento de marca e, principalmente, certificações vêm ganhando relevância tanto nas gôndolas físicas quanto no comércio eletrônico.

Certificações influenciam decisão de compra

Além do preço, os consumidores estão cada vez mais atentos à qualidade e à procedência do café. Pesquisa realizada pelo Instituto Axxus em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café, em 2025, revelou que 87% dos consumidores acreditam que produtos com selos e certificações são superiores.

Segundo especialistas do setor, esses selos funcionam como uma garantia adicional para o consumidor, reforçando a confiança no produto adquirido.

Recompra pode crescer até 15% com uso estratégico de selos

Estudos de mercado indicam que a presença de certificações nas embalagens pode impactar diretamente os resultados comerciais. Levantamento da Packster aponta que a taxa de recompra pode aumentar entre 10% e 15% quando os selos são apresentados de forma visível e didática.

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Além disso, produtos recém-lançados com certificações bem comunicadas podem registrar desempenho até 20% superior em sell-in — vendas realizadas para o varejo — especialmente nos primeiros meses.

Certificações como orgânico, fair trade, Rainforest Alliance e carbono neutro são apontadas como algumas das mais valorizadas pelo consumidor.

Sustentabilidade e rastreabilidade ampliam acesso a mercados

Os benefícios das certificações vão além do aumento das vendas. Especialistas destacam que os selos também facilitam o acesso a novos mercados, especialmente aqueles que exigem padrões mais rigorosos de sustentabilidade e rastreabilidade.

Para pequenas e médias torrefações, essa adequação pode representar a entrada em canais mais estruturados, incluindo o mercado internacional, ampliando as oportunidades de crescimento do negócio.

Diversidade de selos exige atenção do consumidor

No Brasil, não existe um número fixo de certificações voluntárias. Esses selos são criados por diferentes organizações, como empresas privadas, ONGs, cooperativas e associações, abrangendo categorias como:

Qualidade do produto

Sustentabilidade ambiental

Impacto social

Inspeção e conformidade

Embora funcionem como instrumentos de credibilidade, a diversidade também exige maior atenção por parte dos consumidores.

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QR Codes ajudam na verificação das certificações

Com a popularização dos selos, cresce também a necessidade de validação das informações apresentadas nas embalagens. Nesse contexto, ferramentas como QR Codes têm se tornado aliadas importantes.

Por meio deles, é possível acessar dados sobre rastreabilidade, processos produtivos e práticas sustentáveis. No caso de produtos com Indicação Geográfica ou Denominação de Origem, a recomendação é verificar se a certificação está realmente vinculada à marca e corresponde à qualidade informada.

Tendência aponta consumidor mais exigente e consciente

O avanço das certificações no mercado de café reflete uma mudança no perfil do consumidor, que busca cada vez mais informações sobre origem, impacto ambiental e responsabilidade social.

Diante desse cenário, a tendência é que empresas do setor invistam cada vez mais em transparência, comunicação estratégica e diferenciação para conquistar e fidelizar clientes em um mercado cada vez mais competitivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fenasucro & Agrocana 2026 reforça agenda ESG com rastreabilidade de emissões e gestão completa de resíduos

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A Fenasucro & Agrocana 2026, considerada o maior evento global voltado ao setor de bioenergia, intensifica sua estratégia de sustentabilidade ao incorporar novas práticas de mensuração de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e gestão integrada de resíduos.

A 32ª edição da feira, realizada entre os dias 11 e 14 de agosto no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), passa a adotar soluções mais robustas para monitoramento ambiental, com foco em transparência, rastreabilidade e redução de impactos ao longo de todas as etapas do evento.

Feira amplia controle de emissões com base no GHG Protocol

Uma das principais novidades desta edição é o aprimoramento do sistema de rastreamento das emissões de GEE, especialmente nas fases de montagem e desmontagem dos estandes.

A metodologia utilizada é baseada no GHG Protocol, padrão internacional mais utilizado para contabilização e reporte de emissões de carbono, o que garante maior confiabilidade e comparabilidade dos dados ambientais gerados pelo evento.

O programa integra o Canaoeste Green, desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), reforçando o compromisso do setor sucroenergético com práticas sustentáveis e mensuráveis.

Compensação de carbono é feita em áreas preservadas

A compensação das emissões de carbono ocorre em áreas de vegetação nativa preservadas por produtores associados à Canaoeste. Esses produtores possuem certificação internacional Bonsucro, que reconhece boas práticas ambientais na cadeia da cana-de-açúcar.

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Segundo o gestor de Sustentabilidade da Canaoeste, Fábio de Camargo Soldera, o programa fortalece um modelo baseado em resultados verificáveis.

“Além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, o programa consolida um sistema de reconhecimento que valoriza produtores com desempenho ambiental mensurável”, afirma o executivo.

Gestão de resíduos integra todas as etapas da feira

Outra frente de destaque é a implementação de um sistema completo de gestão de resíduos, realizado em parceria com a Copercana BioCoop.

O modelo inclui pontos de coleta seletiva distribuídos pelo evento, sinalização específica para separação correta de materiais e uma área dedicada à triagem e destinação adequada dos resíduos gerados durante a feira.

A iniciativa busca ampliar o reaproveitamento de materiais e reduzir o impacto ambiental de um evento que reúne milhares de visitantes e centenas de expositores de todo o mundo.

Sustentabilidade como diretriz estratégica do setor

As ações fazem parte da estratégia da RX, organizadora da Fenasucro & Agrocana, que estabeleceu a meta de zerar suas emissões de carbono até 2040.

De acordo com Ana Paula Dias, gerente operacional de eventos da RX, a sustentabilidade precisa ser integrada ao planejamento sem comprometer a experiência dos participantes.

“Incorporar práticas sustentáveis em eventos de grande porte exige o engajamento de toda a cadeia envolvida, mantendo a eficiência operacional e a qualidade da experiência do público”, destaca.

Feira reforça papel do setor na transição energética

Para o diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, as novas iniciativas refletem uma mudança estrutural na forma como o evento trata e comunica suas práticas ambientais.

“A sustentabilidade já faz parte da essência da feira, considerando que representamos um setor diretamente ligado à transição energética. O avanço atual torna esse compromisso ainda mais concreto e mensurável”, afirma.

Canaoeste recebe reconhecimento internacional em sustentabilidade

Parceira da Fenasucro & Agrocana em ações ambientais, a Canaoeste também foi destaque internacional recentemente ao receber o Prêmio RELX SDG Customer.

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A premiação reconhece iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O reconhecimento foi concedido com base nos resultados do Programa SEMEIA, que promove a disseminação de boas práticas ambientais e o fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Com isso, a Fenasucro & Agrocana reforça sua posição não apenas como vitrine tecnológica do setor de bioenergia, mas também como referência em práticas sustentáveis aplicadas a grandes eventos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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