Agro
Raiz rosada na cebola: como prevenir a doença e reduzir perdas na lavoura
Raiz rosada é uma das principais ameaças à cultura da cebola
A raiz rosada é uma doença fúngica que afeta diretamente a produção de cebola, comprometendo o desenvolvimento das plantas e a formação dos bulbos.
O problema é causado pelo fungo Setophoma terrestris, que provoca alteração na coloração das raízes, deixando-as com tons rosados ou púrpura. Em casos mais severos, a infecção pode levar à morte da planta e causar prejuízos significativos ao produtor.
Manejo correto é essencial para reduzir a incidência
O controle da doença depende de um conjunto de boas práticas no campo. Segundo especialistas, o manejo adequado é fundamental para reduzir a pressão do patógeno na lavoura.
Entre as principais recomendações estão:
- Realizar rotação de culturas
- Utilizar sementes de qualidade
- Ajustar o manejo de irrigação
Evitar extremos de umidade é essencial, já que tanto o estresse hídrico quanto o excesso de água favorecem o desenvolvimento do fungo. Solos com pH elevado também podem contribuir para o surgimento da doença.
Escolha da variedade faz diferença no controle
Outro fator decisivo no combate à raiz rosada é a escolha de variedades com resistência genética.
De acordo com Luciano Faria, optar por cultivares mais resistentes amplia a proteção do cultivo e reduz os riscos de perdas.
Variedades resistentes ajudam a aumentar a produtividade
Um exemplo citado é a cebola Dallas, desenvolvida pela East-West Seed, que apresenta resistência à doença e bom desempenho produtivo.
A variedade se destaca por:
- Alta produtividade
- Bulbos com formato globular e boa aparência
- Excelente qualidade pós-colheita
- Ciclo precoce, que contribui para redução de custos
Além disso, trata-se de um híbrido de dias curtos, com folhas eretas e alta sanidade, características que favorecem o rendimento e atendem às exigências do mercado.
Estratégia integrada é fundamental para o sucesso da lavoura
O controle da raiz rosada exige uma abordagem integrada, combinando manejo agronômico eficiente e escolha adequada de variedades.
Ao adotar essas práticas, o produtor pode reduzir significativamente os impactos da doença, preservar a produtividade e garantir melhor qualidade final do produto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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