Agro
Supermercados lideram compra de carne bovina no Brasil e concentram decisão do consumidor
Os supermercados se consolidaram como o principal ponto de decisão na compra de carne bovina no Brasil. Mais do que um canal de distribuição, o varejo passou a desempenhar papel estratégico na percepção de qualidade, confiança e transparência do produto.
É o que revela levantamento nacional encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest, com 1.021 entrevistas conduzidas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 em todas as regiões do país.
Supermercados concentram 69% das compras de carne bovina
De acordo com o estudo, 69% dos consumidores brasileiros compram carne bovina em hiper e supermercados. O dado reforça a importância do ponto de venda como principal vitrine do produto.
É nesse ambiente que o consumidor espera encontrar informações claras sobre origem, rastreabilidade e práticas de bem-estar animal, fatores cada vez mais relevantes na decisão de compra.
Consumo frequente mantém carne como item essencial na dieta
A carne bovina segue presente na rotina alimentar dos brasileiros. Segundo a pesquisa:
- 63% consomem carne duas ou mais vezes por semana
- 21% consomem ao menos uma vez por semana
O principal momento de consumo é o almoço em casa, citado por 73% dos entrevistados, seguido pelo churrasco, mencionado por 62%.
Esse padrão reforça o peso do varejo na experiência final do consumidor, tornando o ponto de venda decisivo para a escolha do produto.
Preço, frescor e validade lideram critérios de compra
Na hora da compra, fatores tradicionais ainda predominam. Os principais critérios apontados pelos consumidores são:
- Preço: 66%
- Frescor: 45%
- Data de validade: 40%
Os dados indicam que a decisão de compra continua fortemente influenciada por aspectos visuais e financeiros, exigindo eficiência operacional no varejo.
Sustentabilidade ganha espaço, mas exige comprovação
Embora os critérios clássicos sejam determinantes, a sustentabilidade já ocupa papel relevante. Segundo o levantamento, 78% dos consumidores consideram importante que a carne seja produzida de forma sustentável.
No entanto, a exigência vem acompanhada da necessidade de comprovação no ponto de venda, com informações claras e verificáveis.
Consumidor aceita pagar mais por certificações e rastreabilidade
A pesquisa também aponta disposição do consumidor em pagar mais por garantias adicionais:
- Origem do produto: 44% pagariam um pouco mais e 19% pagariam mais
- Certificação de sustentabilidade: 51% pagariam um pouco mais e 22% pagariam mais
- Bem-estar animal: 49% pagariam um pouco mais e 24% pagariam mais
Os dados indicam que atributos como rastreabilidade e certificações agregam valor comercial e podem influenciar positivamente as vendas.
Qualidade da carne brasileira segue bem avaliada
A confiança na carne bovina produzida no país permanece elevada. Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados avaliam a qualidade da carne brasileira como boa ou ótima.
Do ponto de vista nutricional, 91% reconhecem benefícios no consumo, com destaque para:
- Fonte de proteína: 82%
- Presença de ferro e vitaminas: 57%
Esse cenário mostra que o consumidor mantém o consumo, mas exige maior transparência ao longo da cadeia.
Preferência por Angus e interesse moderado por novas proteínas
Entre os tipos de carne, a raça Angus aparece como a preferida de 37% dos entrevistados.
A pesquisa também investigou o interesse por proteínas alternativas:
- Carne vegetal: 26% nunca consumiram e não têm interesse; 26% têm interesse, mas nunca consumiram; 24% consomem ocasionalmente
- Carne cultivada: 37% conhecem o conceito, enquanto 63% ainda não têm familiaridade
Apesar da curiosidade, a carne bovina tradicional segue dominante no hábito alimentar.
Varejo se consolida como elo estratégico da cadeia da carne
Os resultados reforçam que o supermercado é hoje o principal ponto de construção de confiança do consumidor. A combinação entre eficiência operacional e comunicação clara sobre atributos como sustentabilidade e bem-estar animal se torna essencial para o desempenho da categoria.
A pesquisa evidencia que, mais do que produzir, o setor precisa comunicar de forma simples e transparente os diferenciais do produto diretamente no ponto de venda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Ministro André de Paula e governadora do RN dialogam sobre o desenvolvimento da agropecuária estadual
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta segunda-feira (27) a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, para debater pautas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária potiguar.
Entre os temas apresentados pela governadora estiveram a possibilidade de exportação de gado vivo pelo Porto de Natal, a retomada das exportações de pescado brasileiro para a União Europeia, a aquisição de tratores e implementos agrícolas e a construção de abatedouros.
Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou a importância da atuação conjunta entre as equipes técnicas para o fortalecimento do agro local. “Foi uma oportunidade em que reunimos a minha equipe e a equipe da governadora, e tenho certeza de que daqui sairão muito boas notícias para o povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Fátima Bezerra também agradeceu o apoio contínuo do Governo Federal na viabilização de investimentos, no destravamento de projetos e no fortalecimento das cadeias produtivas locais. Segundo ela, as demandas apresentadas refletem não apenas desafios, mas oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e social para o Nordeste.
As exportações de pescado brasileiro para a União Europeia estão suspensas desde 2017. Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) mantêm diálogo permanente com a autoridade sanitária europeia.
Nesse período, já foram adotadas medidas para atender aos critérios higiênico-sanitários exigidos das embarcações pesqueiras interessadas em exportar para a União Europeia e o Reino Unido.
O Nordeste concentra a maior parte da produção nacional de camarão, com destaque para a carcinicultura (criação de camarão em cativeiro). Os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte lideram esse segmento no país.
Durante o encontro, a governadora ressaltou, ainda, o potencial produtivo da região. “O Nordeste concentra um enorme potencial produtivo, sendo responsável por mais da metade da produção alimentar do país. Somos conhecidos pelos 4 M’s: melão, melancia, manga e mamão, que se destacam nas exportações”.
Fátima Bezerra acrescentou que, no campo do desenvolvimento produtivo, as iniciativas apresentadas ao ministro são voltadas ao fortalecimento da infraestrutura rural, como a ampliação da mecanização e a perfuração de poços.
Participaram da reunião, pelo Mapa, o secretário-executivo, Cleber Soares; o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade. Pelo governo estadual, estiveram presentes o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha; a controladora-geral do RN, Luciana Pádua; a vereadora de Natal, Samanda Alves; o vereador de Natal, Daniel Valença; e a chefe do escritório de representação, Danúbia Régia.
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