Agro
Colheita de soja atinge 75% no Brasil e avança com ritmo desigual entre regiões
A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil alcançou 75% da área cultivada até a última quinta-feira (26), conforme levantamento da AgRural. O avanço representa um crescimento em relação aos 68% registrados na semana anterior, mas ainda fica abaixo dos 82% observados no mesmo período do ano passado.
Colheita avança, mas enfrenta atrasos pontuais
Os trabalhos de campo seguem concentrados principalmente no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as chuvas recentes dificultaram o avanço das máquinas.
No caso do Rio Grande do Sul, apesar de atrasarem a colheita, as precipitações são consideradas positivas para as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos, contribuindo para o potencial produtivo dessas áreas.
Produção de soja é revisada para cima
Além do progresso da colheita, a AgRural revisou sua estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2025/26. O novo número passou de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas.
O ajuste reflete a melhora da produtividade em estados importantes, com destaque para Mato Grosso, que compensou parcialmente as perdas registradas no Sul.
Impacto da estiagem no Sul limita ganhos
Mesmo com a revisão positiva, a produção segue impactada pelas condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. A estiagem no estado levou a novos cortes na estimativa local, limitando um avanço mais expressivo na produção nacional.
Vale lembrar que, em fevereiro, a projeção para a safra brasileira já havia sido reduzida de 181 milhões para 178 milhões de toneladas, justamente em função das perdas nas lavouras gaúchas.
Cenário segue atento ao clima
O desempenho final da safra ainda depende das condições climáticas nas regiões onde a colheita está em andamento ou em fase final de desenvolvimento. O equilíbrio entre chuvas e tempo seco será determinante para consolidar os números da produção brasileira.
A soja segue como uma das principais commodities do agronegócio nacional, com impacto direto nos mercados interno e externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.
O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.
Clima mais frio reduz oferta de hortaliças
Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.
De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.
Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.
Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.
Leite em pó e feijão também registram alta
Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.
O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.
Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.
Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos
Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.
Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.
Também registraram redução de preços:
- Massas alimentícias secas: -3,0%;
- Café em pó e em grãos: -2,5%;
- Carne suína: -1,4%;
- Açúcar: -1,1%;
- Óleo de soja: -0,9%.
Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.
Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.
Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.
Na sequência aparecem:
- Feijão: 26,5%;
- Leite UHT: 23,9%;
- Carne bovina: 6%;
- Ovos: 6%.
O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.
El Niño pode ampliar volatilidade dos preços
Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.
Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.
Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.
Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças
Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.
Também apresentaram elevação:
- Feijão: 6,3%;
- Farinha de mandioca: 4,5%;
- Leite em pó: 2,9%;
- Molho de tomate: 2,7%.
Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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