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Diesel dispara nos postos em março e pressiona custos do transporte no Brasil

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O preço do diesel registrou forte alta nos postos brasileiros ao longo de março, impulsionado pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e pela valorização do petróleo no mercado internacional. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontam aumentos expressivos tanto no diesel S-10 quanto no diesel comum, refletindo diretamente na estrutura de custos do transporte no país.

Alta do diesel S-10 chega a quase 14% em março

O diesel S-10 apresentou elevação de 13,6% em março, na comparação com fevereiro, atingindo o preço médio de R$ 7,10 por litro nos postos até a última sexta-feira do mês.

Já o diesel comum registrou alta de 12,34% no mesmo período, segundo levantamento baseado em abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log até o dia 27 de março.

Gasolina e etanol também registram aumento

Além do diesel, outros combustíveis apresentaram elevação de preços ao longo do mês:

  • Etanol hidratado: alta de 1,26%, com média de R$ 4,83 por litro
  • Gasolina: aumento de 3,41%, chegando a R$ 6,67 por litro
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O movimento indica pressão generalizada nos combustíveis, embora em menor intensidade do que a observada no diesel.

Conflitos no Oriente Médio elevam o petróleo

A principal influência para a alta dos combustíveis está no cenário externo. A intensificação das tensões no Oriente Médio elevou significativamente o preço do petróleo tipo Brent crude oil, referência internacional.

A cotação do barril avançou de cerca de US$ 70 no fim de fevereiro para mais de US$ 110 no final de março, impactando diretamente os derivados.

Reajuste da Petrobras e medidas do governo

No mercado interno, o cenário foi pressionado por ajustes realizados pela Petrobras, que elevou em 11,6% o preço médio do diesel vendido às distribuidoras em meados de março.

Mesmo com o aumento, os preços da estatal ainda permanecem abaixo da paridade internacional. O reajuste ocorreu após o governo federal anunciar medidas como redução de impostos federais e a criação de um programa de subvenção ao diesel.

Dependência de importações amplia volatilidade

O Brasil ainda depende de importações para suprir cerca de 25% do consumo de diesel, o que aumenta a exposição às variações do mercado internacional.

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Além disso, refinarias privadas no país também operam com petróleo importado, reforçando a sensibilidade dos preços internos às oscilações externas.

Impacto no transporte e cenário segue incerto

De acordo com a Edenred Mobilidade, a alta registrada ao longo de março levou o diesel a um novo patamar de preços, com impacto direto nos custos do transporte e da logística no país.

Apesar de uma acomodação observada no fim do mês, ainda não há sinais consistentes de queda estrutural. O cenário segue sensível a fatores externos e internos, mantendo o combustível sujeito a oscilações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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