Agro
Modelagem do carbono se consolida como ferramenta estratégica para a cafeicultura sustentável
A modelagem do carbono vem se destacando como uma ferramenta essencial para práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de café. A técnica foi apresentada pelo professor Teogenes Senna de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), durante o Encontro Exclusivo dos Sócios do Clube illy do Café, realizado em 24 de março na Fazenda Rio Brilhante Café, em Coromandel, no Cerrado Mineiro.
A metodologia permite analisar como o carbono entra, circula e se acumula nos sistemas produtivos, considerando solo e biomassa das plantas. Para isso, são combinados dados de clima, solo, manejo e produtividade com medições de campo e modelos computacionais avançados, como o DayCent, capaz de simular interações entre esses fatores ao longo do tempo.
“O uso da modelagem do carbono é fundamental para antecipar cenários e apoiar decisões de manejo. Ela indica práticas que fortalecem o solo e aumentam a capacidade das lavouras de enfrentar mudanças climáticas”, afirma Teogenes Senna de Oliveira.
Modelagem permite comparar cenários e otimizar práticas de manejo
De acordo com o professor, a modelagem possibilita comparar diferentes estratégias de manejo agrícola e identificar aquelas que aumentam os estoques de carbono no solo. Esse processo contribui para:
- Melhorar a estrutura do solo
- Ampliar a retenção de água
- Estimular a atividade biológica do solo
Esses fatores são considerados fundamentais para a sustentabilidade e resiliência da cafeicultura, especialmente diante das mudanças climáticas.
Práticas que favorecem o sequestro de carbono
Entre as estratégias mais eficazes estão sistemas com plantas de cobertura, como braquiária e misturas de espécies. Essas práticas não apenas aumentam o sequestro de carbono no solo, mas também ajudam a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e trazem benefícios agronômicos, contribuindo para maior produtividade das lavouras.
Embora o sequestro dependa de variáveis como clima, tipo de solo e manejo, a combinação de modelos avançados com monitoramento contínuo em campo amplia a capacidade de prever cenários e orientar decisões de produção.
Fazenda Rio Brilhante Café lidera iniciativas regenerativas
A Fazenda Rio Brilhante Café é reconhecida por sua atuação em agricultura regenerativa e é a primeira fazenda de café no Brasil com certificação regenagri® em 100% dos processos de produção, gestão e fornecimento.
Na propriedade, está em andamento um projeto de pesquisa sobre carbono conduzido pela UFV, sob liderança do professor Teogenes Senna de Oliveira, voltado à mensuração, redução e neutralização de emissões na produção de café.
Durante o encontro, os participantes conheceram práticas inovadoras, como:
- Agricultura construtiva
- Sistemas de compostagem
- Manejo da fertilidade do solo
- Irrigação eficiente
- Pesquisa e desenvolvimento de variedades de café
- Compromisso com sustentabilidade e responsabilidade social
No evento, Alessandro Bucci, diretor de compras da illycaffè, apresentou o Protocolo Responsibility, documento que reforça o compromisso da empresa com práticas responsáveis na cadeia do café, promovendo:
- Transparência
- Rastreabilidade
- Ações que respeitam direitos humanos e meio ambiente
- Garantia de qualidade do produto
Perspectiva: café mais sustentável e resiliente
A modelagem do carbono surge como ferramenta estratégica para orientar o manejo sustentável, melhorar a eficiência do uso do solo e fortalecer a resiliência das lavouras frente aos desafios climáticos.
O avanço da tecnologia e a adoção de práticas regenerativas consolidam uma cafeicultura mais sustentável, capaz de gerar resultados produtivos e ambientais positivos a longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Projeto que moderniza regras da aquicultura avança na Câmara e recebe apoio do setor
Setor avalia como positivo avanço de projeto na Câmara
A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) avaliou como positiva a aprovação do Projeto de Lei 4.162/2024 pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.
A proposta tem como objetivo atualizar a legislação da aquicultura no Brasil, promovendo mudanças consideradas estratégicas para o desenvolvimento do setor.
Projeto diferencia modelos de produção e amplia segurança jurídica
Um dos principais pontos do texto é a diferenciação entre a aquicultura realizada em ambientes naturais e aquela desenvolvida em estruturas artificiais dentro de propriedades privadas.
Segundo a entidade, essa distinção traz mais clareza regulatória e segurança jurídica para os produtores, reduzindo incertezas e facilitando a operação das atividades aquícolas no país.
Fim de registros e licenças é destaque da proposta
O projeto também prevê a extinção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e da licença de aquicultor emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
De acordo com a PEIXE BR, essas exigências são consideradas burocráticas e não geram ganhos efetivos para a produção, tornando o processo mais oneroso e complexo para os produtores.
Entidade critica aumento de exigências recentes
A associação destaca que a proposta ganha ainda mais relevância diante da Portaria Interministerial MPA/MAPA nº 5/2026.
A norma passou a exigir, além da nota fiscal e da Guia de Trânsito Animal (GTA), a apresentação da licença de aquicultor emitida pelo MPA, documento adicional à licença ambiental já obrigatória.
Para a PEIXE BR, essa duplicidade de exigências eleva custos operacionais e reduz a competitividade da piscicultura brasileira no mercado.
Medida pode reduzir entraves e estimular o setor
Na avaliação da entidade, o Projeto de Lei corrige distorções regulatórias e reduz entraves que impactam diretamente o produtor.
A expectativa é que as mudanças contribuam para um ambiente mais eficiente, com menos burocracia e maior estímulo à produção aquícola no Brasil.
Modernização do marco legal avança no Congresso
Com a aprovação na CCJC, a proposta avança na tramitação no Congresso Nacional e é considerada um passo importante para a modernização do marco legal da aquicultura.
O setor produtivo vê o projeto como uma oportunidade de fortalecer a competitividade, ampliar investimentos e impulsionar o crescimento sustentável da piscicultura no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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