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Silvicultura de espécies nativas recebe R$ 24,9 milhões do BNDES e ganha impulso no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura firmaram uma parceria estratégica para ampliar a silvicultura de espécies nativas no país. A iniciativa prevê aporte de R$ 24,9 milhões ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), que terá atuação na Mata Atlântica e na Amazônia, com foco em inovação científica e manejo sustentável.

Programa será implementado em 14 sítios de pesquisa e 30 espécies nativas

O lançamento do PP&D-SEN ocorreu em evento institucional no Rio de Janeiro (RJ), reunindo representantes do BNDES, da UFSCar, da Embrapa e da Coalizão Brasil. O programa atuará nos próximos cinco anos em 14 sítios de pesquisa, envolvendo 30 espécies nativas.

A coordenação do projeto ficará dividida entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), responsável pelas ações na Mata Atlântica, e a Embrapa, que coordenará os trabalhos na Amazônia. A gestão financeira e administrativa será conduzida pela Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI), vinculada à UFSCar, com participação de outras instituições e empresas interessadas.

BNDES destaca prioridade para florestas nativas

O superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, ressaltou que a agenda de valorização das florestas nativas e restauração florestal tem prioridade máxima para o banco.

“Chegamos a 2026 com uma carteira que mobilizou R$ 7 bilhões, gerou 70 mil empregos e estima plantar mais de 280 milhões de árvores. Em três anos, entregamos um plano de plantio de mais de uma árvore por habitante do Brasil”, afirmou.

Projeto busca aumentar participação do Brasil na produção de madeira tropical

Segundo Targino de Araújo Filho, diretor da FAI-UFSCar, o financiamento do BNDES permitirá ampliar o papel do Brasil na produção mundial de madeira tropical, atualmente em cerca de 10%. “Nosso objetivo é permitir que pesquisadores dediquem integralmente seu tempo ao programa, aumentando escala e resultados concretos”, explicou.

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Carolle Alarcon, gerente-executiva da Coalizão Brasil, destacou que o projeto representa uma mudança estratégica: sair de uma agenda de potencial para uma agenda de implementação, integrando investimentos, marco regulatório e políticas públicas.

Histórico de apoio e financiamento internacional

O PP&D-SEN iniciou a implantação de sítios de pesquisa em 2023, com doação de US$ 2,5 milhões do Bezos Earth Fund. Emily Averna, diretora associada de Restauração de Paisagens do fundo, ressaltou que o projeto brasileiro atua na “interseção entre pesquisa e inovação” e pode servir de modelo para outros países.

Silvicultura de nativas amplia oferta e diversifica produtos

Pesquisadores da Embrapa e da UFSCar apontam que a silvicultura de espécies nativas permitirá diversificar o plantio de árvores na Amazônia e na Mata Atlântica, com espécies como cumaru, castanha-do-pará, copaíba, ipê e andiroba, atendendo desde a agricultura familiar até grandes empreendimentos.

Os arranjos silviculturais de larga escala também devem aproveitar áreas de pastagem degradadas, promovendo recuperação ambiental e produtividade econômica.

Benefícios ambientais, econômicos e sociais

A silvicultura de nativas contribui para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), promovendo restauração de áreas degradadas, captura de carbono e geração de empregos no campo.

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Além disso, o manejo sustentável reduz a pressão sobre florestas primárias e fortalece a cadeia produtiva da madeira tropical, posicionando o Brasil como referência em produção sustentável e inovação no setor florestal.

Objetivo de longo prazo

O PP&D-SEN busca consolidar a silvicultura de espécies nativas como uma atividade estratégica, ampliando escala, produtividade e competitividade do setor, além de integrar ciência, inovação e políticas públicas para garantir sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro

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As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.

Recorde para o mês de maio

Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.

Exportações seguem sustentando o mercado

O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.

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Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.

Competitividade brasileira impulsiona vendas

A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.

O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.

Perspectivas para 2026

Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.

Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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