Agro
Selo Canchim On Dairy fortalece cruzamento de raças leiteiras e amplia oportunidades no mercado
Novo selo identifica animais com alto padrão genético
O cruzamento entre raças leiteiras e a raça Canchim passa a contar com uma nova ferramenta de valorização no mercado: o selo Canchim On Dairy.
A certificação identifica animais que atendem a critérios genéticos definidos com base nas avaliações do Promebo, iniciativa da ANC.
O objetivo é destacar indivíduos com desempenho superior e eficiência produtiva, contribuindo para decisões mais assertivas dentro das propriedades.
Critérios técnicos garantem desempenho e eficiência produtiva
Para obter o selo, os animais precisam apresentar desempenho genético superior em diversos indicadores avaliados pelo programa.
Entre os principais critérios estão:
- Ganho ao nascimento e área de olho de lombo com percentil igual ou inferior a 40
- Ganho de peso do nascimento à desmama e da desmama ao sobreano com percentil de até 50
- Conformação ao sobreano com percentil de até 30
- Tamanho ao sobreano entre percentis 30 e 50
Esses parâmetros permitem identificar animais equilibrados em crescimento, qualidade de carcaça e funcionalidade produtiva.
Integração entre pecuária de corte e leite impulsiona projeto
A criação do selo acompanha o avanço do uso do Canchim em cruzamentos com vacas leiteiras, estratégia que busca agregar valor à produção e diversificar fontes de receita nas propriedades.
A proposta é atender sistemas produtivos integrados, nos quais a eficiência e a adaptabilidade dos animais são fatores determinantes para a rentabilidade.
Iniciativa surgiu da demanda prática dos produtores
De acordo com Cíntia Marcondes, presidente do Conselho Técnico da ABCCAN, o projeto nasceu a partir da observação de campo e do diálogo com produtores.
A ideia foi consolidada após uma apresentação realizada em Carangola, Minas Gerais, Brasil, região com forte presença da pecuária e predominância de raças zebuínas como Tabapuã, Guzerá e Nelore.
A experiência prática nas propriedades foi fundamental para estruturar os critérios e validar o modelo.
Referência internacional reforça potencial do cruzamento
O desenvolvimento do selo também considerou exemplos internacionais. Segundo a ABCCAN, grande parte da carne premium produzida nos Estados Unidos é resultado do cruzamento entre Angus e vacas holandesas.
Esse modelo abre espaço para o Canchim no Brasil, especialmente em bacias leiteiras da região central, destacando características como adaptabilidade e desempenho produtivo.
Ferramenta facilita seleção de animais no campo
Para o coordenador do Promebo, Laerte Rochel, a adoção de critérios objetivos facilita a identificação de animais com maior potencial produtivo no dia a dia das propriedades.
Além disso, o selo pode ampliar o interesse comercial por reprodutores destinados ao cruzamento com raças leiteiras, como holandesa e Jersey, contribuindo para a abertura de novos mercados na pecuária.
Projeto já está presente em propriedades de Minas Gerais
Atualmente, a iniciativa já é aplicada em cerca de 20 propriedades da região de Carangola, Minas Gerais, Brasil.
Os produtores utilizam sêmen ou trabalham com o empréstimo de tourinhos para viabilizar os cruzamentos, consolidando o modelo como uma alternativa viável para intensificação produtiva.
Perspectiva: mais valor e eficiência para a pecuária brasileira
Com foco em desempenho, eficiência e adaptabilidade, o selo Canchim On Dairy surge como uma ferramenta estratégica para:
- Qualificar geneticamente os rebanhos
- Integrar produção de carne e leite
- Ampliar oportunidades de mercado
A expectativa é de que a iniciativa ganhe escala nos próximos anos, acompanhando a evolução dos sistemas produtivos e a demanda por maior eficiência na pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar
A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.
Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.
El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar
De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.
O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.
A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.
Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima
Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.
A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.
Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.
“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.
Formação de estoques pode sustentar preços internacionais
Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.
Entre eles estão:
- preocupações com redução no uso de fertilizantes;
- aumento das operações de hedge;
- formação preventiva de estoques;
- incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.
Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.
Produção global de etanol deve crescer em 2026
O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.
A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.
O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.
Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis
Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.
A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.
Entre os movimentos citados pela entidade estão:
- o avanço do E32 no Brasil;
- discussões sobre E25 na Índia;
- ampliação do E20 na União Europeia.
Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.
Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético
Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.
O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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