Connect with us


Agro

Preço da tilápia sobe no Brasil com demanda aquecida e oferta ajustada

Publicado em

Os preços da tilápia registraram alta moderada nas principais regiões produtoras do Brasil, impulsionados pela demanda interna aquecida e por ajustes na oferta. O movimento reforça um cenário de estabilidade com viés de valorização no mercado aquícola nacional.

Demanda interna sustenta valorização da tilápia

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, referente ao período de 16 a 20 de março de 2026, os preços apresentaram variação positiva nas principais praças monitoradas.

A combinação entre consumo doméstico aquecido e controle na oferta tem sustentado os preços em níveis firmes, mesmo com oscilações moderadas entre as regiões produtoras.

Grandes Lagos lideram alta semanal

A região dos Grandes Lagos registrou a maior valorização no período, com alta de 1,54%, elevando a cotação para R$ 9,89 por quilo.

O resultado reflete o bom ritmo de comercialização e maior pressão da demanda local, contribuindo para o avanço mais expressivo entre os polos analisados.

Demais regiões apresentam variações positivas

Outras importantes regiões produtoras também registraram elevação nos preços da tilápia:

  • Morada Nova de Minas (MG): R$ 9,77/kg, com alta de 0,30%
  • Norte do Paraná (PR): R$ 10,44/kg, avanço de 0,49%
  • Oeste do Paraná (PR): R$ 8,90/kg, leve alta de 0,22%
  • Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (MG): R$ 10,12/kg, variação positiva de 0,45%
Leia mais:  Granjas blindadas: como sanidade e vacinação garantem produtividade e segurança na avicultura
Diferenças regionais refletem custos e logística

Apesar da tendência de alta, as variações entre regiões seguem influenciadas por fatores como custos de produção, logística e dinâmica local de oferta e demanda.

Essas diferenças explicam os distintos níveis de preços observados entre os polos produtivos, mesmo em um cenário nacional de mercado firme.

Perspectiva: preços devem seguir sustentados

O atual cenário indica manutenção de preços firmes no curto prazo, com possibilidade de novas valorizações moderadas caso a demanda interna continue aquecida.

A tendência é de continuidade desse equilíbrio entre oferta ajustada e consumo consistente, sustentando o mercado da tilápia nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

Published

on

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

Leia mais:  Brasil amplia exportações com abertura de mercado para castanha-do-Brasil na Turquia

A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

Leia mais:  Mini Fazenda ampliada vira aposta da 10ª Farm Show MT de Primavera

Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262