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Agro

Brasil amplia exportações com abertura de mercado para castanha-do-Brasil na Turquia

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Turquia autoriza importação de castanha-do-Brasil com e sem casca

O governo brasileiro anunciou a abertura do mercado turco para a exportação de castanha-do-Brasil, tanto com casca quanto sem casca. O acordo é resultado de negociações entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), marcando mais um avanço na pauta de comércio internacional do agronegócio.

Reconhecida mundialmente por seu alto valor nutricional e sabor característico, a castanha-do-Brasil é extraída de forma sustentável por comunidades tradicionais, sendo um importante produto da bioeconomia amazônica. A entrada no mercado da Turquia representa novas oportunidades de renda e desenvolvimento regional, além de incentivar a conservação da floresta em pé.

Exportações brasileiras para a Turquia somaram mais de US$ 3,2 bilhões em 2025

A Turquia é um parceiro comercial relevante do Brasil no setor agropecuário. Em 2025, o país importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agrícolas brasileiros, com destaque para soja, café, fibras e produtos têxteis.

Com a inclusão da castanha-do-Brasil na lista de produtos autorizados, a expectativa é de que as exportações ganhem ainda mais diversidade e valor agregado, fortalecendo as cadeias produtivas regionais e ampliando a presença brasileira em mercados de alto potencial de consumo.

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Mais de 530 novos mercados abertos desde 2023

Com a nova autorização para exportação à Turquia, o agronegócio brasileiro alcançou 535 aberturas de mercado internacional desde o início de 2023. O resultado reflete o trabalho conjunto entre o Mapa e o MRE, com foco na diversificação de destinos, valorização de produtos sustentáveis e fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e matérias-primas de origem responsável.

Essas conquistas demonstram o esforço contínuo do governo para ampliar o alcance do agronegócio nacional, assegurando competitividade e sustentabilidade à produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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