Connect with us


Agro

Bolsas globais se recuperam com alívio geopolítico e Ibovespa renova máximas históricas

Publicado em

Os mercados financeiros globais registram recuperação nesta terça-feira (24), impulsionados por um alívio momentâneo nas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento favorece ativos de risco ao redor do mundo e sustenta o avanço do mercado brasileiro, com o Ibovespa operando em patamares recordes.

Bolsas asiáticas fecham em alta com redução de tensões

As bolsas da Ásia encerraram o pregão em alta após o adiamento de uma possível ação militar dos Estados Unidos contra o Irã, anunciado pelo ex-presidente Donald Trump. A sinalização trouxe alívio temporário aos investidores, embora o cenário ainda exija cautela, uma vez que o governo iraniano negou qualquer negociação em andamento.

Após as perdas expressivas da sessão anterior, os principais índices asiáticos recuperaram parte do terreno:

  • Hang Seng: alta de 2,79%, aos 25.063 pontos
  • SSEC: avanço de 1,78%, aos 3.881 pontos
  • CSI300: ganho de 1,28%, aos 4.474 pontos
  • Nikkei 225: valorização de 1,4%, aos 52.252 pontos
  • Kospi: alta de 2,74%, aos 5.553 pontos

Outros mercados apresentaram desempenho misto:

  • Taiex: queda de 0,34%
  • Straits Times Index: alta de 0,44%
  • S&P/ASX 200: leve avanço de 0,16%
Setores financeiros e de materiais lideram ganhos

O desempenho positivo foi puxado principalmente por ações de bancos e empresas ligadas a materiais básicos, refletindo um movimento de recuperação técnica após as quedas recentes.

  • Bancos avançaram cerca de 1,8%
  • Setor financeiro teve alta de 1,4%
  • Metais não ferrosos subiram aproximadamente 2%
  • Empresas de materiais em Hong Kong registraram ganhos de até 4%
Leia mais:  Governo inaugura centro tecnológico da Acelen para produção de combustíveis sustentáveis com apoio do BNDES

Por outro lado, o setor de energia apresentou recuo, ainda pressionado pela volatilidade associada ao cenário no Oriente Médio.

Mercados globais operam com cautela apesar da recuperação

Apesar da alta desta terça-feira, o ambiente internacional segue marcado por incertezas. Na sessão anterior, os índices da China e de Hong Kong haviam recuado mais de 3%, registrando as maiores perdas desde o choque tarifário promovido por Donald Trump no ano passado.

O alívio recente foi motivado por declarações sobre possíveis conversas “produtivas” entre autoridades norte-americanas e iranianas. No entanto, a negativa de Teerã limita o otimismo e mantém os investidores atentos aos próximos desdobramentos.

Na Europa e nos Estados Unidos, os mercados também operam em leve alta, acompanhando o movimento global, porém com ganhos mais moderados.

Ibovespa renova máximas históricas com fluxo estrangeiro

No Brasil, o Ibovespa avança com força nesta sessão, consolidando novos recordes históricos ao se aproximar dos 181 mil pontos.

O desempenho é sustentado principalmente por:

  • Entrada de capital estrangeiro
  • Redução momentânea dos riscos geopolíticos
  • Maior apetite global por ativos de risco
Leia mais:  Etanol mantém trajetória de alta com oferta reduzida; tendência deve seguir até o início de 2026, aponta Itaú BBA
Dólar recua e reforça cenário positivo no Brasil

O dólar comercial registra queda de aproximadamente 0,58%, sendo cotado próximo a R$ 5,21. O movimento favorece ativos domésticos e melhora a percepção de risco entre investidores.

Destaque corporativo: Oncoclínicas lidera ganhos

Entre os destaques do pregão, as ações da Oncoclínicas (ONCO3) apresentam forte valorização após a divulgação de um acordo estratégico, liderando os ganhos no setor de saúde.

Perspectivas seguem atreladas ao cenário geopolítico

Mesmo com a recuperação observada nos mercados, investidores seguem cautelosos diante da instabilidade no Oriente Médio. A continuidade do movimento positivo dependerá de fatores como:

  • Evolução das relações entre Estados Unidos e Irã
  • Comportamento dos preços de commodities, especialmente energia
  • Manutenção do fluxo estrangeiro para mercados emergentes

No curto prazo, o avanço das bolsas é interpretado como um movimento de recuperação técnica, ainda cercado por incertezas no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia mais:  Safra recorde de algodão aposta na irrigação para manter produtividade
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia mais:  Terminação Intensiva a Pasto avança no Brasil e eleva produtividade da pecuária sem ampliar áreas de pastagem
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262