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COFCO International fecha empréstimo de USD 435 milhões vinculado à sustentabilidade com foco social na América Latina

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Empréstimo sustentável com KPIs sociais é anunciado

A COFCO International e o Standard Chartered fecharam uma linha de crédito rotativo de USD 435 milhões vinculada à sustentabilidade, destinada a apoiar cadeias de suprimentos agrícolas responsáveis na América Latina. Esta iniciativa pioneira se destaca por ser o primeiro financiamento do setor agrícola da região com foco exclusivamente em impactos sociais, baseado em metas de desempenho verificáveis.

Linhas de crédito vinculadas à performance social

O acordo permite que a COFCO International ajuste os termos de financiamento de acordo com melhorias mensuráveis em fornecimento responsável e conformidade social. A linha de crédito prevê ajustes de margem com base em dois indicadores-chave de desempenho (KPIs) verificados externamente:

  • Crescimento nos volumes de grãos e oleaginosas certificados sob padrões de agricultura responsável, incluindo o Padrão de Agricultura Responsável da COFCO.
  • Fortalecimento da devida diligência e das salvaguardas de direitos humanos nas cadeias de suprimentos de soja e milho no Brasil.

Helen Song, CFO da COFCO International, destacou:

“Ao vincular o financiamento a volumes certificados e ao fortalecimento das salvaguardas de direitos humanos, a linha de crédito reforça a demanda por fornecimento responsável em todas as cadeias de suprimentos agrícolas da América do Sul.”

Sustentabilidade e resiliência social no campo

A agricultura sul-americana tem papel estratégico nas cadeias globais de alimentos e rações, mas enfrenta desafios como volatilidade climática e riscos sociais. A governança do uso da terra, práticas de fornecimento responsável e supervisão da cadeia são essenciais para garantir produtividade, resiliência e acesso a mercados.

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Padrão de Agricultura Responsável da COFCO

Para reforçar a produção sustentável, a COFCO International criou a certificação COFCO Standard, com programa de verificação associado. O objetivo é incentivar práticas agrícolas que respeitem a conservação ambiental e princípios sociais, garantindo produtos com critérios de sustentabilidade claros.

No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) incluiu o Padrão de Agricultura Responsável da COFCO no programa de Boas Práticas Agrícolas, permitindo que produtores certificados acessem crédito rural em condições mais favoráveis.

Luiz Noto, CEO da divisão de Grãos e Oleaginosas da COFCO International no Brasil, afirmou:

“Com este reconhecimento, reforçamos nossa liderança em políticas sustentáveis, conformidade legal, respeito aos direitos humanos e boas práticas agrícolas em toda a cadeia produtiva.”

Empréstimo segue princípios internacionais de sustentabilidade

O financiamento da COFCO International segue os Princípios de Empréstimos Vinculados à Sustentabilidade, consolidando a empresa como referência no setor agrícola para práticas socialmente responsáveis e sustentáveis na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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